Máquinas

Crise leva Dedini a investir no petróleo

Jornal do Commercio
04/11/2009 09:46
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Se a construção de usinas de açúcar e álcool não for retomada no médio prazo, a Dedini S.A. Indústrias de Base, líder mundial no fornecimento de máquinas e equipamentos para o mercado sucroalcooleiro, poderá ter metade de seu faturamento originado no setor de petróleo e gás natural. A afirmação foi feita pelo presidente da empresa, Sérgio Leme. Segundo ele, enquanto não existirem projetos para novas usinas de açúcar e álcool, o pré-sal pode ser uma oportunidade para a Dedini crescer no fornecimento de equipamentos de petróleo e gás nos próximos dois anos.


Com a crise postergando grande parte dos projetos do setor sucroalcooleiro, a Dedini contou com sua capacidade de diversificação para minimizar as perdas de receita. "A Dedini chegou a ter 85% de sua carteira focada em etanol. Hoje, temos apenas 40% de nosso faturamento neste setor", disse Leme.


O executivo afirma que, atualmente, 30% do faturamento já vêm de petróleo e gás natural e outros 30% de outros segmentos, mas o faturamento com petróleo tende a crescer se o setor de etanol não se recuperar. "Acreditamos que o setor de etanol vai voltar a crescer em função da importância da matriz energética limpa para o Brasil mas, se isso não ocorrer, logo a receita vinda do etanol e do petróleo ficará equilibrada", afirma. Leme explica que a Dedini começou a diversificar sua produção já em 2003, diante da volatilidade do setor sucroalcooleiro. "Passamos a fazer equipamentos para petróleo, gás, mineração, hidrogeração e também voltados para o meio ambiente", disse.


No caso de equipamentos voltados para o setor de petróleo, Leme afirma que a empresa produz instrumentos que possuem sinergia com o que já produzem para as usinas de etanol, como módulos de pressão, torres e trocadores de calor.


"São equipamentos que têm similaridade do processo de fabricação com os produzidos para o etanol, apesar de os requisitos de materiais e qualidade serem diferentes", informa. O executivo explica que, mesmo com a atual redução dos investimentos na produção de etanol, não haverá problemas de capacidade de produção e de abastecimento porque a maioria das usinas tem capacidade operacional acima da demanda e ainda possui espaço para elevar a produção. "
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