EPE

Crise financeira não afetará investimentos no setor de transmissão de energia

A crise financeira internacional não afetou os investimentos no setor de transmissão de energia no Brasil. A conclusão é de um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e divulgado nesta terça-feira (3), no Rio de Janeiro.

Agência Brasil
04/02/2009 09:13
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A crise financeira internacional não afetou os investimentos no setor de transmissão de energia no Brasil. A conclusão é de um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e divulgado nesta terça-feira (3), no Rio de Janeiro.

 

O Programa de Expansão de Transmissão (PET) mostra que os investimentos previstos para a área de transmissão de energia elétrica no país ultrapassarão R$ 3,047 bilhões de 2009 a 2013.

 

“Na área de transmissão, os investimentos previstos para 2009 a 2013 mostram que o país tem que investir em infra-estrutura e a crise não está afetando esses investimentos”, afirmou à Agência Brasil o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim.

 

De acordo com Tolmasquim, serão construídos no país, nos próximos cinco anos, 2,5 mil quilômetros de linhas de transmissão e 22 subestações. As licitações deverão ser iniciadas já em março. A previsão da EPE é realizar dois leilões a cada ano para contratação dos empreendedores que vão construir as linhas de transmissão.

 

O maior volume de investimentos (R$ 1,027 bilhão) será concentrado na região Centro-Oeste, que deterá 1,015 mil quilômetros linhas de transmissão. Em seguida, aparecem as regiões Sudeste, com investimentos de R$ 998,42 milhões e um total de 419,3 quilômetros; e Nordeste, com R$ 516,48 milhões e 418 quilômetros de linhas de transmissão.

 

O presidente da EPE disse que esses investimentos “tornam mais robusto o sistema de transmissão brasileiro, dando mais segurança para as indústrias e aos consumidores de que a energia chegará em suas plantas, em suas residências”.

 

Maurício Tolmasquim afirmou não ter dúvidas de que haverá competição nos leilões das linhas de transmissão. “O investimento em transmissão é muito seguro porque os vencedores [dos leilões das linhas] de transmissão ganham contratos de longo prazo que garantem a receita anual deles. Então, é um setor bom de investir porque, independente da demanda, o investidor tem uma receita garantida”, disse.

 

Por estados, o PET 2009/2013 prevê que São Paulo receberá o maior volume de investimentos. Serão R$ 442,07 milhões aplicados nos próximos cinco anos na construção de cinco subestações, cuja implementação ocorrerá até 2011. O objetivo é eliminar a ocorrência de sobrecargas no sistema de transmissão, ampliando, por outro lado, a confiabilidade do abastecimento para os consumidores.

 

Outros três estados – Rondônia, Acre e Mato Grosso – receberão um total de R$ 1 bilhão em investimentos até 2013, para reforço do sistema de transmissão de energia elétrica de parte das regiões Norte e Centro-Oeste. As licitações estão previstas para o primeiro semestre deste ano, visando preparar a entrada em operação das usinas Jirau e Santo Antônio, localizadas no Rio Madeira (RO).

 

Tolmasquim explicou que as linhas de transmissão que estão sendo construídas entre os três estados do Norte e Centro-Oeste vão aumentar a segurança do abastecimento de energia na região e permitir que haja maior confiabilidade no suprimento de energia. Além disso, “elas ajudam a escoar parte da energia [produzida pelas hidrelétricas] do Rio Madeira, enquanto o linhão que foi licitado não entrar em operação”.

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