Mudança

Cosan muda a razão social da Esso, mas marca será mantida nos postos

Valor Econômico
06/03/2009 03:36
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A marca Esso deverá se tornar referência global de combustíveis renováveis. Esse é o foco que o grupo Cosan quer dar para a distribuidora de combustíveis, que está sob a gestão da companhia sucroalcooleira desde 1º de dezembro do ano passado. A Esso Brasileira de Petróleo mudou sua razão social. A empresa agora é denominada Cosan Combustíveis Lubrificantes, sob o guarda-chuva da gigante do açúcar e do álcool, e também deixa de ser sociedade limitada para se tornar uma S.A. (Sociedade Anônima).

 


Com forte apelo no mercado brasileiro, a marca Esso permanecerá estampada nos postos de combustíveis de todo o país na atual gestão. “Queremos fortalecer esse nome. Somos detentores da marca Esso por cinco anos pelo acordo fechado com a ExxonMobil International [ex-controladora]“, afirmou ao Valor Marcos Lutz, vice-presidente comercial e de logística da Cosan e membro do conselho de administração da Esso. Esse acordo para detenção da marca tem validade por cinco anos e poderá ser renovado. A de lubrificantes - a Mobil - tem duração de dez anos.

 

Sob nova gestão há apenas alguns meses, as mudanças na Esso já são visíveis. A “filosofia Cosan”, conhecida no mercado sucroalcooleiro por ser agressiva em consolidação, já imprimiu suas marcas na companhia recém-adquirida. A logística de frete e transporte entre a Cosan e a Esso já está totalmente integrada desde o início deste mês, afirmou Lutz. O grupo todo conta com 58 bases de distribuição e passa a atuar de uma forma integrada na distribuição de combustíveis, permitindo que um caminhão que vai com álcool, volte com diesel, por exemplo.

 

Agressivo em aquisições, o grupo vai ampliar sua participação no mercado de distribuição de combustíveis já nos próximos meses. Com 1.500 postos de combustíveis em 20 Estados, o grupo já negociou com seus franqueados a melhoria da imagem da Esso na atual rede de postos.

 

Líder nos anos 60 em distribuição de combustíveis, a Esso deverá receber pesados investimentos para conquistar maior participação neste mercado. A empresa pretende alcançar uma fatia entre 10% e 11% no país nos próximos três anos, segundo apurou o Valor. Quinta maior empresa do país, a Esso encerrou 2008 com uma participação de 6,7% em todos os combustíveis no país, segundo o Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes).

 

“Há 40 anos, a Esso era a maior empresa do Brasil, mas foi perdendo espaço”, afirmou uma fonte do setor. “Nos últimos dez anos, a empresa teve uma atuação muito discreta no país e agora precisa investir em imagem”, afirmou esta mesma fonte.

 

O movimento de concentração no setor de distribuição de combustíveis foi muito agitado nos anos 70, com a entrada da BR Distribuidora, criada em novembro de 1971 pela Petrobras. Nesse período, a multinacional Shell também adotou uma estratégia agressiva de expansão no país, que surtiu efeito. No início dos anos 90, a Ipiranga ganhou musculatura com a compra da Atlantic. E a expansão de postos de combustíveis de bandeira branca também ajudou a empurrar a Esso para a quinta no ranking. “Agora neste último ano o setor voltou a ficar agitado, com a movimentação de grupos nacionais nesta área, com a aquisição da Esso pela Cosan, da Texaco pelo grupo Ultra e da Repsol pelo Alesat. Isso significa que o setor de distribuição de combustíveis está mudando”, afirmou a fonte.

 


Segundo Marcos Lutz, a Esso vai se posicionar no mercado como uma marca de preservação do ambiente. “O grupo Cosan tem força em combustíveis renováveis, atuando desde a produção até a venda”, disse. Mas isso não significa que o foco será menor em outros combustíveis, como gasolina e diesel. Pelo contrário. “Nosso objetivo é atender nosso cliente. Se ele quer gasolina, terá gasolina. Mas vale lembrar que a gasolina [C] tem 25% de álcool”, afirmou.

 

A estrutura da Cosan Combustíveis Lubrificantes, ex-Esso, sob o controle do grupo sucroalcooleiro, não muda muito. O atual presidente da companhia, Carlos Piotrowski, permanece no cargo. Leonardo Gadotti, presidente do Sindicom, é a peça-chave à frente do departamento de suprimentos e distribuição da companhia.

 


Com faturamento de R$ 2,8 bilhões na safra 2007/08 (os resultados do ciclo atual ainda não foram divulgados), o grupo Cosan conta com 18 usinas em operação no país e vai inaugurar este ano mais uma unidade produtora na cidade de Jataí, no sudoeste goiano. Na safra 2008/09, que se encerra neste mês, as usinas do grupo moeram cerca de 44,2 milhões de toneladas. Líder na produção de açúcar e álcool do país e um dos maiores do mundo, o grupo começou a atuar na mercado imobiliário de terras agrícolas.

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