Economia

Copom deve manter Selic em 11% ao ano

Reunião do Copom tem início hoje.

Agência Brasil
15/07/2014 12:15
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A quinta reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) tem início na tarde de hoje (15). Amanhã, o comitê - formado pelos diretores e presidente do órgão, anuncia a decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic.
A expectativa do mercado financeiro é de manutenção da Selic no atual patamar (11%). A taxa básica passou por um ciclo de nove altas seguidas, até abril, quando foi ajustada para 11% ao ano. Em maio, o Copom decidiu interromper o aperto monetário.
Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.
Ao manter a Selic no mesmo patamar, a sinalização é que as elevações anteriores foram suficientes para provocar os efeitos esperados na economia. O BC tem reiterado que os efeitos de alta da taxa básica se acumulam e levam tempo para aparecer.
“Com a atividade econômica em baixa e a inflação [no varejo] pressionada, o mercado não tem dúvidas de que na reunião desta quarta, o Copom vai optar pela manutenção da Selic”, diz a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), no Informativo Semanal de Economia Bancária.
Para a Febraban, o quadro da atividade econômica em recuo abriria espaço para algum afrouxamento da política monetária. “Mas para isso ocorrer é necessário que o comportamento da inflação aponte sinais claros de recuo, ampliando o raio de manobra da autoridade monetária”, acrescentam os economistas no informativo.
O BC tem que perseguir a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional. Essa meta é 4,5%, com limite superior em 6,5%. A projeção do mercado financeiro aponta a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), bem próxima desse teto (6,48%).
No primeiro dia das reuniões do Copom, os chefes de departamento apresentam uma análise da conjuntura doméstica, com dados sobre a inflação, o nível de atividade econômica, as finanças públicas, a economia internacional, o câmbio, as reservas internacionais, o mercado monetário, entre outros assuntos.
No segundo dia, participam da reunião os diretores e o presidente do BC. O chefe do Departamento de Estudos e Pesquisas também participa, mas sem direito a voto. Após análise da perspectiva para a inflação e das alternativas para definir a Selic, os diretores e o presidente definem a taxa. Assim que a Selic é definida, o resultado é divulgado à imprensa. Na quinta-feira da semana seguinte, o BC divulga a ata da reunião, com as explicações sobre a decisão.

A quinta reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) tem início na tarde de hoje (15). Amanhã, o comitê - formado pelos diretores e presidente do órgão, anuncia a decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic.

A expectativa do mercado financeiro é de manutenção da Selic no atual patamar (11%). A taxa básica passou por um ciclo de nove altas seguidas, até abril, quando foi ajustada para 11% ao ano. Em maio, o Copom decidiu interromper o aperto monetário.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

Ao manter a Selic no mesmo patamar, a sinalização é que as elevações anteriores foram suficientes para provocar os efeitos esperados na economia. O BC tem reiterado que os efeitos de alta da taxa básica se acumulam e levam tempo para aparecer.

“Com a atividade econômica em baixa e a inflação [no varejo] pressionada, o mercado não tem dúvidas de que na reunião desta quarta, o Copom vai optar pela manutenção da Selic”, diz a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), no Informativo Semanal de Economia Bancária.

Para a Febraban, o quadro da atividade econômica em recuo abriria espaço para algum afrouxamento da política monetária. “Mas para isso ocorrer é necessário que o comportamento da inflação aponte sinais claros de recuo, ampliando o raio de manobra da autoridade monetária”, acrescentam os economistas no informativo.

O BC tem que perseguir a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional. Essa meta é 4,5%, com limite superior em 6,5%. A projeção do mercado financeiro aponta a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), bem próxima desse teto (6,48%).

No primeiro dia das reuniões do Copom, os chefes de departamento apresentam uma análise da conjuntura doméstica, com dados sobre a inflação, o nível de atividade econômica, as finanças públicas, a economia internacional, o câmbio, as reservas internacionais, o mercado monetário, entre outros assuntos.

No segundo dia, participam da reunião os diretores e o presidente do BC. O chefe do Departamento de Estudos e Pesquisas também participa, mas sem direito a voto. Após análise da perspectiva para a inflação e das alternativas para definir a Selic, os diretores e o presidente definem a taxa. Assim que a Selic é definida, o resultado é divulgado à imprensa. Na quinta-feira da semana seguinte, o BC divulga a ata da reunião, com as explicações sobre a decisão.

 

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