Biodiesel

Cooperativa de Minas começa produção com pinhão manso

O pinhão manso cresce nas pastagens de Santa Vitória, município do Triângulo Mineiro. Os pés foram plantados em 2004, quando um grupo de agricultores da Cooperativa Agropecuária Vale da Alimentação (Coval) se interessou pelas oleaginosas, plantas das quais é possível extrair óleos que dã

Da redação
10/07/2007 00:00
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"Soubemos de planos do Governo Federal para incentivar o biodiesel e achamos que o pinhão manso servia pra nós. Ele se adapta à agricultura familiar e a solos de baixa fertilidade, caso de várias propriedades de cooperados", explica o coordenador do Projeto Biodiesel da Coval, Adãonete Aquino. De lá pra cá, os agricultores se moblizaram na busca de conhecimento técnico e conquistaram o apoio de instituições como o Sebrae em Minas, o Cetec e a Universidade de São Carlos. "Como a planta tinha ainda poucos estudos, não conseguimos financiamento do governo. Agora a universidade está realizando pesquisas", conta Aquino. A experiência uniu 20 dos 280 cooperados da Coval, que hoje têm 20 hectares plantados. "Ainda este ano chegaremos a 60 hectares e, até 2009, nossa meta é a adesão de 200 produtores com 700 hectares plantados no total", prevê o coordenador do projeto. Segundo ele, o biodiesel ainda enfrenta o receio de grande parte dos agricultores. "À medida que conseguimos mostrar vantagens, a confiança aumenta. Em breve poderemos dar garantia de compra e de preço mínimo", diz Adãonete. O produtor José Francisco Rodrigues quer ver mais pinhão manso em sua propriedade. "Mesmo que o biodiesel produzido sirva só para as máquinas da fazenda, vale a pena. O nosso gasto com diesel é muito grande", avalia. Segundo Adãonete Aquino, cerca de 50% dos custos dos produtores vêm da compra de combustível. O cultivo ainda tem a vantagem de poder ser consorciado com o pasto e por isso permitir que os agricultores da Coval continuem com sua principal atividade, o leite. Por enquanto, a renda do pinhão manso é conseguida com a venda de sementes. Mas, assim que a produção ganhar corpo, a cooperativa pretende começar a fazer o primeiro esmagamento das castanhas para comercializar o óleo bruto. "No futuro, dependendo de como for a evolução do biodiesel, poderemos até pensar em produzir o combustível em uma usina própria", antecipa Aquino. , ,, ,
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