Gás Natural

Consumo de gás natural em residências cresce 13,9% em janeiro

O aumento é resultado do investimento das concessionárias em expansão das redes de distribuição e captação de novos clientes.

Assessoria Abegás/Redação
23/03/2016 12:48
Consumo de gás natural em residências cresce 13,9% em janeiro Imagem: Cortesia Gasmig Visualizações: 1243

O consumo total de gás natural caiu no início de 2016. Em janeiro deste ano foram consumidos 68 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural — queda de 3,12% em relação a dezembro de 2015, quando foram comercializados 70,19 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural. Na comparação com janeiro de 2015, a retração é de 13,8%.

Os dados são de levantamento estatístico realizado mensalmente pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (ABEGÁS) com dados de 20 unidades da federação.

O destaque positivo em janeiro é o segmento residencial, que apresentou crescimento de 13,9% na comparação com o mesmo período de 2015, resultado do investimento das concessionárias na expansão da rede de distribuição e no esforço pela captação de novos clientes.

Refletindo o pequeno aumento na produção industrial do país registrado pelo IBGE e por outros índices, o volume de gás natural comercializado nesse segmento apresentou crescimento (4,6%) em janeiro de 2016 frente a dezembro de 2015. Mas na comparação com o primeiro mês de 2015, a queda é de 13,3%.

“A queda no consumo em geral, no mês de janeiro, é consequência do desligamento de parte das termoelétricas a gás, por conta de melhores condições nos reservatórios de água das hidrelétricas, mas o mercado de gás natural vem sendo impactado desde 2015 pela desaceleração da economia e pela retração da produção industrial registrada no ano passado”, afirma o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon.

De acordo com Salomon, é importante que o Brasil esteja preparado para a retomada do crescimento econômico e o gás natural é um insumo estratégico. “O gás natural é uma fonte de energia versátil e mais limpa. Por isso, o País precisa de políticas que fortaleçam o mercado desse energético, ampliando sua oferta a preços competitivos e estimulando novos investimentos, especialmente nos segmentos industrial, de cogeração e automotivo.”

A sazonalidade do período das férias contribuiu para a retração de 16,4% no segmento comercial em janeiro de 2016 frente a dezembro de 2015, Na comparação com janeiro de 2015, o volume de consumo se manteve estável.

Já o segmento automotivo registrou recuo de 1,4% na comparação com mesmo período de 2015.

Em cogeração, os resultados de janeiro apontam ligeira retração, de 1%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Em geração elétrica, o consumo caiu 7,27% frente a dezembro de 2015 e 20,33% em relação a janeiro de 2015.

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