Energia elétrica

Consumo de energia no mercado livre reverte queda sobe nas duas primeiras semanas de julho

Redação/Assessoria CCEE
27/07/2020 18:18
Visualizações: 934

O consumo de energia no Brasil apresentou retração média de 2,1% nas duas primeiras semanas de julho, frente ao mesmo mês no ano passado, ainda com efeito da retomada gradual das atividades em várias partes do país. O mercado livre, no entanto, registrou a primeira elevação no volume consumido desde o início das medidas de isolamento social para combate à COVID-19.

De acordo com o mais recente estudo da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE, o mercado regulado apresentou retração de 3,6% no período. Já o Ambiente de Contratação Livre - ACL teve alta de 1,2%, revertendo as quedas de demanda que eram vistas até o início do mês. Os percentuais não consideram expurgos de migrações.

Para efeitos de comparação, em abril, mês em que houve a maior queda do consumo, a retração chegou a 12,1% no Sistema Interligado Nacional - SIN, com diminuição de 11,5% no mercado regulado e de 13,6% no livre.

Quando se compara a média de consumo de todo o período de isolamento (21/03 a 17/07) com o mesmo período em 2019, o estudo aponta para um consumo 7,9% inferior no sistema elétrico como um todo (-8,1% no ACR e -7,4% no ACL).

Os dados são preliminares e levam em conta o consumo do mercado cativo, em que o consumidor compra energia diretamente das distribuidoras, e do livre, que permite a escolha do fornecedor e a negociação de condições contratuais. Além disso, o estudo não considera os dados de Roraima, único estado não interligado ao sistema elétrico nacional.

Para mais detalhes sobre o panorama recente do setor de energia, consulte a ferramenta online da CCEE, que apresenta análises do consumo em base diária, permitindo filtros por ambiente de contratação, submercado, unidade federativa e por ramo de atividade.

Institucional

Ramos de atividade

Com relação à demanda de energia por ramo de atividade, o resultado de julho permanece menor do que o do mesmo período do ano passado. Porém, é possível observar uma manutenção da tendência de desaceleração da queda, semana a semana.

Já expurgados os efeitos de migrações para o mercado livre, o setor de serviços (-24%), a indústria automotiva (-17%) e o segmento têxtil (-14%), junto com o de transportes (-14%), foram os que apresentaram as maiores reduções na comparação anual. Desta vez, porém, cinco setores apresentaram alta demanda na comparação anual: bebidas (6%), saneamento (4%), minerais não-metálicos (3%), alimentos (2%) e químicos (1%). O segmento de metalurgia se manteve estável.

Análise regional

A CCEE analisou ainda o desempenho do consumo de energia elétrica dos estados - neste caso, comparando a média de todo o período de isolamento (21/03 a 10/07), com os mesmos dias de 2019. O levantamento indica que o Rio de Janeiro continua sendo o estado que apresentou maior queda, de 13%, seguido pelo Espírito Santo, com uma redução de 12%.

Três estados tiveram alta: Amapá (3%) e Maranhão (1%) - por causa da baixa redução no mercado regulado (distribuidoras) e da retomada de alguns setores da economia nestes estados - e o Pará, com 5%, ainda porque reflete a retomada da produção de uma indústria de alumínio com atividades paralisadas no ano passado. Mato Grosso manteve estabilidade.

Ao se analisar o desempenho por região geográfica, Rio de Janeiro lidera a queda no Sudeste. No Sul do país, Paraná e Rio Grande do Sul dividem o mesmo percentual de queda, de 9%, enquanto, no Centro-Oeste, a redução mais expressiva ocorreu no Distrito Federal (-7%). O Nordeste tem a Bahia como o estado com maior índice de redução (-10%). Na região Norte, a maior queda se deu no Acre, com -9%.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Santos
Petrobras celebra 20 anos da Unidade da Bacia de Santos
06/01/26
Bacia de Pelotas
TGS disponibiliza aplicativo de segurança marítima para ...
06/01/26
Diesel
Petrobras e Vale avançam com parceria no fornecimento de...
05/01/26
ANP
Em novembro o Brasil produziu 4,921 milhões de barris boe/d
05/01/26
Negócio
KPMG: fusões e aquisições em petróleo têm recuo de quase...
05/01/26
Etanol
Anidro e hidratado iniciam o ano em alta pelo Indicador ...
05/01/26
Pré-Sal
Com a FPSO P-78, Petrobras inicia produção de Búzios 6
02/01/26
Pré-Sal
Seatrium conquista primeiro marco do escopo completo da ...
02/01/26
Biometano
Edge e Orizon obtêm autorização da ANP para comercializa...
02/01/26
Biodiesel
ANP prorroga suspensão da comercialização de biodiesel e...
30/12/25
Portos
Governo Federal aprova estudos finais para arrendamento ...
30/12/25
Petrobras
Brasil avança para atender demanda de combustível susten...
29/12/25
Leilão
Petrobras coloca em leilão online as plataformas P-26 e P-19
29/12/25
Automação
A capacitação da tripulação e a conectividade são os ver...
29/12/25
Royalties
Valores referentes à produção de outubro para contratos ...
24/12/25
PD&I
ANP aprimora documentos relativos a investimentos da Clá...
23/12/25
CBios
RenovaBio: prazo para aposentadoria de CBIOS por distrib...
23/12/25
GNV
Sindirepa aguarda redução no preço do GNV para o início ...
23/12/25
Apoio Offshore
OceanPact firma contrato de cerca de meio bilhão de reai...
23/12/25
Sergipe
Governo de Sergipe e Petrobras debatem infraestrutura e ...
23/12/25
Drilling
Foresea é eleita a melhor operadora de sondas pela 4ª ve...
22/12/25
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.