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Eletricidade

Construir usina de Belo Monte é prova de maturidade

30/08/2010 | 09h58
Só os doentes mentais agudos têm ideias fixas. Por isso, ao assinar o contrato de concessão da usina de Belo Monte, projetada há 30 anos, que será construída no rio Xingu, no Pará, o presidente Lula da Silva lembrou que há pessoas que ainda são contra a construção da hidrelétrica e afirmou que, ao longo de sua trajetória, ele mesmo fez vários discursos contra Belo Monte e Itaipu, sem sequer conhecer os projetos. Lula disse que, no passado, o Estado não dava importância para as pessoas que eram prejudicadas pela construção de hidrelétricas, mas que atualmente a questão social está sendo levada a sério. Ainda segundo ele, "aprendemos, na discussão de Jirau e Santo Antônio, duas usinas em construção no rio Madeira, em Rondônia, a conversar com as pessoas". De fato, o atual projeto de Belo Monte causará menos impacto ambiental do que o proposto inicialmente, alagando uma área menor. O Ibama concedeu a Licença Prévia para Belo Monte, impondo uma série de 40 condicionantes socioeconômicas e ambientais ao projeto.
 
A usina representa uma vitória da diplomacia do setor energético nacional que é conversar mais do que brigar. Lula criticou o cineasta americano James Cameron, que veio ao Brasil para gritar contra a hidrelétrica. "Os manifestantes certamente ficaram encantados com o americano que veio aqui. Deveriam ir lá no Golfo do México para retirar o petróleo", referindo-se ao vazamento da British Petroleum. A usina beneficiará 11 cidades diretamente e será essencial para que a região deixe de ser apenas exportadora de minério de ferro e passe a enviar produtos de valor agregado. Serão destinados R$ 4 bilhões para programas sociais nas regiões próximas da usina, cujas obras ficarão prontas em meados de 2014.
 
 
O Brasil abandonar um potencial hídrico de 260 mil megawatts para começar a usar termelétricas a óleo diesel seria mesmo um movimento insano, contra toda a ação que se faz no planeta, em busca de energia limpa. Em Belo Monte, a energia custará R$ 78,00 o megawatt/hora, uma usina eólica custa R$ 150,00 megawatt/hora e uma usina a gás R$ 200,00 o megawatt/hora.
 
 
O tamanho do lago é 40% daquilo previsto anteriormente, com a preservação de áreas indígenas. Por isso Arara da Volta Grande, Xingu e Paquiçamba, que antes seriam afetadas, não serão mais, com a realocação de 16 mil pessoas. Será a terceira maior usina do mundo em capacidade instalada, atrás apenas das usinas de Três Gargantas, na China, e da binacional Itaipu, na fronteira do Brasil com o Paraguai, com capacidade de 11.233 MW, mas com uma garantia assegurada de geração de 4.571 MW, em média. A obra custará R$ 19 bilhões, sendo a segunda mais cara do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), atrás apenas do trem-bala entre São Paulo e Rio, de R$ 34 bilhões.
 
 
A usina deve começar a operar em fevereiro de 2015, mas as obras devem ser finalizadas em 2019. A cultura indígena deve ser preservada pelas tribos e é uma falácia dizer que os silvícolas são puros, inocentes e o homem branco é que os estraga e polui. Talvez em termos de contágio, mas jamais de inocência. Índios guerreiam entre si, têm ritos que alguns consideram selvagens e, em estado puro, estão muito, mas muito longe do local onde será erguida a portentosa Belo Monte.



Fonte: Jornal do Commercio (RS)
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