Hidrelétrica

Comissão interamericana vai analisar impactos sociais de usinas do Madeira e Belo Monte

Em reunião ontem (2), em Washington (Estados Unidos), a Comissão Interamericana de Direitos humanos discutiu os impactos sociais e ambientais causados por grandes barragens na América Latina. Cerca de 40 entidades ambientalistas nacionais e internacionais, que pediram a realização da audiência

Agência Brasil
03/11/2009 09:15
Visualizações: 639
Em reunião ontem (2), em Washington (Estados Unidos), a Comissão Interamericana de Direitos humanos discutiu os impactos sociais e ambientais causados por grandes barragens na América Latina. Cerca de 40 entidades ambientalistas nacionais e internacionais, que pediram a realização da audiência pública, esperam que a comissão investigue supostas violações ao meio ambiente e aos direitos humanos em empreendimentos como as usinas brasileiras de Santo Antonio e Jirau, no Rio Madeira (RO) e a de Belo Monte, no Rio Xingu (PA).


Durante a audiência, as entidades deverão apresentar o relatório Grandes Barragens na América. O grupo argumenta que a construção de barragens na região muitas vezes tem desconsiderado regras internacionais e dispensado estudos de impacto ambiental. Comunidades tradicionais afetadas pelos empreendimentos denunciam a falta de consentimento prévio de grupos indígenas e camponesas para as obras e o “assédio quando são contrárias aos projetos”.


Os ambientalistas e representantes de movimentos sociais que estarão na audiência listam a destruição de ecossistemas, a poluição da água, os impactos no clima, a redução da biodiversidade, incluindo espécies de peixes migratórios e o aumento do risco sísmico como os impactos mais severos da construção de grandes hidrelétricas.


Dados da Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente apontam a existência de mais de 300 projetos de grandes barragens na região.


No Brasil, as usinas do Madeira já estão em construção e a de Belo Monte deve receber a licença ambiental prévia esta semana. O projeto tem sido intensamente criticado por organizações não governamentais e lideranças religiosas e indígenas da região do Xingu. Apesar dos debates, o Ministério de Minas e Energia já marcou o leilão da hidrelétrica para o dia 21 de dezembro.
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