Estaleiros

Começa construção do 2º navio no Estaleiro Atlântico Sul

O segundo navio, dos 22 encomendados pela Transpetro ao Estaleiro Atlântico Sul, já começou a ser montado em Suape. O batimento de quilha, que no jargão da indústria naval simboliza o poscionamento do primeiro bloco do casco da embarcação no dique seco

Diário de Pernambuco
04/06/2010 06:39
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O segundo navio, dos 22 encomendados pela Transpetro ao Estaleiro Atlântico Sul, já começou a ser montado em Suape. O batimento de quilha, que no jargão da indústria naval simboliza o poscionamento do primeiro bloco do casco da embarcação no dique seco, ocorreu no último sábado, dia 29.

 

 




O segundo Suezmax deverá ser entregue ainda este ano ao armador. Também se encontra no dique o casco da plataforma P-55 da Petrobras, que segue para finalização no estaleiro de Rio Grande (RS) no segundo semestre.

 

 

A quilha nada mais é do que a espinha dorsal da embarcação. Este segundo Suezmax, assim como o primeiro, terá 275 metros de comprimento (quase dois campos e meio de futebol) e capacidade para transportar um milhão de barris de petróleo, o equivalente à metade da produção diária brasileira.

 

 

Durante os próximos meses, os blocos de aço que forem ficando prontos nas oficinas serão levados para edificação no dique, como se fosse um lego gigante. Os pórticos Goliaths, com100 metros de altura e capacidade de içamento de 1,5 mil toneladas, são os responsáveis pelo transporte dos blocos. Como o segundo começa a operar possivelmente ainda este mês, acredita-se que a edificação dos navios ganhará mais velocidade. Cada navio passará entre três e meio e quatro meses no dique.

 

O batimento de quilha do segundo Suezmax ocorreu pouco mais de 20 dias após o lançamento ao mar do navio João Cândido, no dia 7 de maio, cerimônia que contou com a presença do presidente Lula. O primeiro navio construído no Brasil após décadas de estagnação dessa indústria passa agora pela fase de acabamento no cais do Atlântico Sul. Estão sendo finalizadas as interligações (tubulação, elétrica e instrumentação), instalação do revestimento interno e do mobiliário das acomodações para a tripulação.

 

A Transpetro informou ontem que acompanha de perto todo esse processo. "A equipe de fiscalização da Transpetro atua tanto na fiscalização do acabamento do Suezmax 1 quanto na inspeção dos blocos do navio 2 e sua posterior edificação no dique", disse através de nota. Ainda no EAS serão realizados todos os testes dos equipamentos e sisatemas do navio. De acordo com a Transpetro, os principais testes serão feitos na presença de representantes dos fabricantes.

 

 

As encomendas da Transpetro viabilizaram o planejamento e a construção do EAS em Suape, um dos maiores e mais modernos estaleiros do mundo. O investimento é de R$ 1,4 bilhão. Hoje, o EAS gera 3,7 mil empregos na área industrial e outros dois mil homens ainda trabalham na finalização do empreendimento.

 

 

 

Os navios fazem parte do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). No total são 49 embarcações nas duas primeiras fases do programa, dos quais 46 tiveram a licitação concluída e 38 estão com os contratos devidamente assinados. Até agora, o programa já gerou cerca de 15 mil empregos, número que deve chegar a 40 mil até 2015. A Petrobras ainda avalia o lançamento de uma terceira fase.

 

 

No próximo dia 24, será lançado ao mar o segundo navio do Promef - uma embarcação para transporte de derivados claros, com capacidade para 48,3 mil toneladas de porte bruto e 182 metros de comprimento. O navio, que está sendo edificado no Estaleiro Mauá (Niterói-RJ), levará o nome de Celso Furtado, em homenagem ao economista que criou a Sudene e lançou as bases do desenvolvimento do Brasil.

 

Fonte:Diário de Pernambuco/Micheline Batista

 

 

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