Economia

Combustível não foi maior responsável por prejuízo, diz presidente da Petrobras

Câmbio, paradas programadas e poços secos pesaram.

Agência Brasil
08/08/2012 09:44
Visualizações: 605

 

A presidente da Petrobras, Graça Foster, ressaltou na terça-feira (7) que o preço dos combustíveis praticado pela empresa no país não foi o maior responsável pelo prejuízo de R$ 1,3 bilhão da companhia no segundo trimestre do ano.
“Entre as cinco ou seis variáveis que tiveram impacto no resultado negativo da Petrobras, a variável preço, em alguns dos combustíveis, não foi a maior responsável pelo resultado”, disse em entrevista coletiva após participar de encontro de empresários promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
“Eu lembro aos senhores o impacto do câmbio, eu lembro também que nós tivemos uma produção de petróleo menor, porque nós precisamos fazer as paradas programadas. Nós tivemos uma baixa de 41 poços secos no valor de R$ 2,7 bilhões”.
Como a elevação da demanda interna por combustíveis, a Petrobras passou a ter de importar derivados, principalmente gasolina e óleo diesel a um custo mais elevado que o de revenda. De acordo com Graça Foster, a situação só deve ser revertida com a volta da competitividade do preço do etanol.
“Enquanto não tem todo aquele álcool acompanhando o crescimento da frota, nós vamos estar certamente precisando importar gasolina para atender ao mercado nacional. O que eu escuto ser dito pelos usineiros, aos quais eu tenho pouco contato, é que há uma expectativa positiva que o álcool esteja de volta ao longo do ano que vem, e que em 2014 ele esteja presente”.
A presidente ainda reafirmou a necessidade de novo reajuste no preço da gasolina no mercado interno. “Se você perguntar para quem vende se há ou não necessidade [de reajuste], eu vou dizer que sim. Quem vende quer volume, volume eu tenho, e preço. Agora, a política de preços da Petrobras é uma política de preços de médio prazo e longo prazo”.
Graça Foster ressalvou, no entanto, que a empresa precisa cuidar da eficiência da empresa para reduzir custos. “A gente precisa trabalhar para aumentar nossa excelência operacional. Por exemplo, temos crescido na nossa capacidade de refinar, temos aumentado, amplificado, a nossa excelência operacional no refino. Mas em algumas áreas nós perdemos a nossa eficiência”.
A Petrobras teve no segundo trimestre do ano um prejuízo de R$ 1,3 bilhão. Foi o primeiro resultado negativo da companhia em mais de 13 anos.

A presidente da Petrobras, Graça Foster, ressaltou na terça-feira (7) que o preço dos combustíveis praticado pela empresa no país não foi o maior responsável pelo prejuízo de R$ 1,3 bilhão da companhia no segundo trimestre do ano.


“Entre as cinco ou seis variáveis que tiveram impacto no resultado negativo da Petrobras, a variável preço, em alguns dos combustíveis, não foi a maior responsável pelo resultado”, disse em entrevista coletiva após participar de encontro de empresários promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).


“Eu lembro aos senhores o impacto do câmbio, eu lembro também que nós tivemos uma produção de petróleo menor, porque nós precisamos fazer as paradas programadas. Nós tivemos uma baixa de 41 poços secos no valor de R$ 2,7 bilhões”.


Como a elevação da demanda interna por combustíveis, a Petrobras passou a ter de importar derivados, principalmente gasolina e óleo diesel a um custo mais elevado que o de revenda. De acordo com Graça Foster, a situação só deve ser revertida com a volta da competitividade do preço do etanol.


“Enquanto não tem todo aquele álcool acompanhando o crescimento da frota, nós vamos estar certamente precisando importar gasolina para atender ao mercado nacional. O que eu escuto ser dito pelos usineiros, aos quais eu tenho pouco contato, é que há uma expectativa positiva que o álcool esteja de volta ao longo do ano que vem, e que em 2014 ele esteja presente”.


A presidente ainda reafirmou a necessidade de novo reajuste no preço da gasolina no mercado interno. “Se você perguntar para quem vende se há ou não necessidade [de reajuste], eu vou dizer que sim. Quem vende quer volume, volume eu tenho, e preço. Agora, a política de preços da Petrobras é uma política de preços de médio prazo e longo prazo”.


Graça Foster ressalvou, no entanto, que a empresa precisa cuidar da eficiência da empresa para reduzir custos. “A gente precisa trabalhar para aumentar nossa excelência operacional. Por exemplo, temos crescido na nossa capacidade de refinar, temos aumentado, amplificado, a nossa excelência operacional no refino. Mas em algumas áreas nós perdemos a nossa eficiência”.


A Petrobras teve no segundo trimestre do ano um prejuízo de R$ 1,3 bilhão. Foi o primeiro resultado negativo da companhia em mais de 13 anos.

 

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