Energia Elétrica

Com eficiência energética, setor produtivo pode driblar o alto custo da eletricidade e ampliar competitividade

Brasil tem mercado potencial de EE que pode se tornar fator importante para a competitividade das indústrias e comércio

Redação TN Petróleo/Assessoria
20/03/2024 13:46
Com eficiência energética, setor produtivo pode driblar o alto custo da eletricidade e ampliar competitividade Imagem: Divulgação Visualizações: 1874

Investir em projetos de eficiência energética é essencial para empresas que querem se manter competitivas e atuantes. Uma companhia pode mudar por completo a sua realidade de consumo de energia, agregando mais sustentabilidade ao negócio. Estima-se que só o setor da indústria poderia economizar mais de R$10,5 bilhões com ações de eficiência energética, até 2050. Isso representa uma economia média de 34% nos custos com energia para as empresas, segundo dados do Programa PotencializEE.

Estes projetos podem ser feitos pelas ESCOs (Energy Services Company), empresas de engenharia especializadas em serviços de conservação de energia, "ou melhor, em promover a eficiência energética e de consumo de água nas instalações de seus clientes, independentemente do porte ou setor de atuação", explica o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO), Bruno Herbert.

As ESCOs fazem todo diagnóstico energético e estruturam ações de eficiência adequadas para a realidade de consumo de cada negócio. "Neste projeto, são detalhados como, onde, de que forma, quem e quando será realizada a implantação. Além disso, apresenta com precisão o investimento que deverá ser aportado para implantação do projeto de EE, com detalhe por sistema/ oportunidade e as economias advindas de cada um", pontua o especialista.

Com isto, é possível ter uma visão clara da relação custo x benefício de cada oportunidade definida e também do projeto como um todo, identificação de oportunidades para reduzir gastos com energia (elétrica, gás, combustível e renováveis e água) em suas várias formas de utilização, além da avaliação da confiabilidade de fornecimento e possibilidade de substituição parcial ou integral do insumo energético em consumo.

Para a ABESCO, o país tem um mercado potencial de EE que pode deixar de ser uma despesa para os cofres públicos e se tornar um fator importante para a competitividade das indústrias e comércios. "Nosso desperdício energético hoje é altíssimo. A cultura da eficiência pode mudar este cenário, promovendo crescimento econômico e trazendo sustentabilidade para a economia nacional", detalha o presidente da Associação.

O especialista reforça que é preciso entender a eficiência energética como medida que aumenta a resiliência do sistema elétrico e também de ganho de produtividade, colocando-a como primeira fonte de energia. "Antes de construirmos novas usinas, precisamos esgotar todas as possibilidades de reduzir o consumo de energia. Isso além de ser mais barato, nos ajuda a construir um futuro mais limpo, mais próspero e mais seguro para todos", finaliza.

Sobre a ABESCO - Fundada em 1997, a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO), entidade civil sem fins lucrativos, representa oficialmente o segmento de Eficiência Energética brasileiro. Composta por empresas de diversas áreas, a ABESCO tem o objetivo de fomentar e promover ações e projetos para o crescimento do mercado de Eficiência Energética, atividade que busca proporcionar meios para se produzir mais com a menor quantidade de energia.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Pré-Sal
Consórcio de Libra liderado pela Petrobras contrata Cepe...
18/06/26
Eólica Offshore
Com representante no Comitê Diretor da CEM, o WFO reforç...
18/06/26
Combustíveis
ANP realiza segunda parte de audiência pública sobre car...
18/06/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 187 mil barris por ...
18/06/26
ANP
ANP faz pesquisa para aprimorar sua Carta de Serviços
17/06/26
Resultado
Atlas Portuário do ES: portos capixabas movimentam 137,5...
17/06/26
Hidrogênio Verde
SENAI CIMATEC, HYTRON e PETROGAL BRASIL (JV Galp/Sinopec...
17/06/26
Apoio Offshore
Transporte aéreo no setor do petróleo cresce 21% em dois...
17/06/26
Pessoas
ENGIE Brasil nomeia Michele Schifino como diretora de Co...
16/06/26
Combustíveis
Propostas de resoluções sobre caracterização da elevação...
16/06/26
Hidrelétrica
Gerdau adquire 100% de participação societária de usina ...
16/06/26
Fenasucro
Otimista, Fenasucro & Agrocana anuncia crescimento e se ...
16/06/26
Gestão
Petróleo, gás e energia lideram troca de CEOs no Ibovesp...
16/06/26
Petróleo e Gás
Coppe inaugura moderno Núcleo de Tecnologia de Poços
16/06/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas está com as inscrições abertas
15/06/26
Aviação
IBP promove fórum sobre SAF para debater a implementação...
15/06/26
Energia Elétrica
Expansão de data centers pressiona infraestrutura energé...
15/06/26
Combustível
Etanol encerra a semana em alta e com reação diante do a...
15/06/26
Gás Natural
ANP concede prazo para adequação de importadores a resol...
12/06/26
E&P
ANP divulga Calendário Estratégico Unificado de Avaliaçõ...
12/06/26
Combustíveis
ANP toma medidas para priorizar ações de respostas a imp...
12/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.