Economia

Collor: flexibilização monetária do Japão pode prejudicar exportações brasileiras

País tem meta de inflação de 2%.

Agência Senado
10/04/2013 14:51
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A decisão do Japão de fazer uma ampla flexibilização monetária pode prejudicar as exportações brasileiras, avalia o presidente da Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI), senador Fernando Collor (PTB-AL). A medida foi anunciada no último dia 4 e tem como objetivo acabar com a deflação que persiste no país há 15 anos. O governo japonês pretende alcançar em dois anos a meta de uma inflação de 2%.
Na abertura da reunião do colegiado, realizada na manhã desta quarta-feira (10), Collor observou que a decisão do governo japonês de injetar US$ 1,4 trilhão na economia segue-se a outros programas de afrouxamento financeiro já tomadas por Estados Unidos e União Européia.
"País em desenvolvimento e exportador de commodities que vem experimentando fracos índices de crescimento, o Brasil se vê diretamente prejudicado pela disputa cambial. O real encontra-se visivelmente valorizado em relação às moedas de curso internacional, o dólar, o euro e agora o Iene, o que vem prejudicando nossas exportações, especialmente as de produtos industrializados, de maior valor agregado e menor vulnerabilidade às oscilações de mercado", afirmou Collor.
Essa guerra fiscal não declarada, segundo o senador, exige do governo brasileiro entre outras medidas maior investimento em educação e infraestrutura, além da adequação do valor do real.
"Para poder competir com economias mais avançadas, com tecnologia mais sofisticada e que se utilizam da desvalorização cambial como instrumento para conquistar mercados, temos que necessariamente combater a inflação, investir em conhecimento, colocar o Real em patamar adequado, e como prioridade nacional, relançar a nossa infraestrutura", afirmou o parlamentar.

A decisão do Japão de fazer uma ampla flexibilização monetária pode prejudicar as exportações brasileiras, avalia o presidente da Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI), senador Fernando Collor (PTB-AL). A medida foi anunciada no último dia 4 e tem como objetivo acabar com a deflação que persiste no país há 15 anos. O governo japonês pretende alcançar em dois anos a meta de uma inflação de 2%.


Na abertura da reunião do colegiado, realizada na manhã desta quarta-feira (10), Collor observou que a decisão do governo japonês de injetar US$ 1,4 trilhão na economia segue-se a outros programas de afrouxamento financeiro já tomadas por Estados Unidos e União Européia.


"País em desenvolvimento e exportador de commodities que vem experimentando fracos índices de crescimento, o Brasil se vê diretamente prejudicado pela disputa cambial. O real encontra-se visivelmente valorizado em relação às moedas de curso internacional, o dólar, o euro e agora o Iene, o que vem prejudicando nossas exportações, especialmente as de produtos industrializados, de maior valor agregado e menor vulnerabilidade às oscilações de mercado", afirmou Collor.



Essa guerra fiscal não declarada, segundo o senador, exige do governo brasileiro entre outras medidas maior investimento em educação e infraestrutura, além da adequação do valor do real.


"Para poder competir com economias mais avançadas, com tecnologia mais sofisticada e que se utilizam da desvalorização cambial como instrumento para conquistar mercados, temos que necessariamente combater a inflação, investir em conhecimento, colocar o Real em patamar adequado, e como prioridade nacional, relançar a nossa infraestrutura", afirmou o parlamentar.

 

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