Economia

CNI projeta crescimento de 3,2% do PIB brasileiro em 2013

Entidade divulgou Informe Conjuntural nesta quarta (3).

Agência Brasil
03/04/2013 17:12
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A atividade industrial terá recuperação em 2013, projeta a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Informe Conjuntural da entidade divulgado nesta quarta-feira (3) estima alta de 4% no investimento para este ano, além de crescimento de 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas de um país) brasileiro e de 2,6% do PIB industrial.
A previsão para o crescimento da economia brasileira é mais otimista que a do mercado financeiro. Analistas do setor consultados pelo Banco Central (BC), que divulgou a pesquisa segunda-feira (1º), ajustaram a projeção para o crescimento da economia este ano de 3% para 3,01%. A projeção ficou um pouco mais próxima da estimativa do BC (3,1%), divulgada na última quinta-feira (28).
De acordo com o gerente de política econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, a melhora na situação dos estoques e elevação do uso da capacidade instalada da indústria explica a previsão de alta no investimento. Segundo ele, a expectativa é crescimento de 1,2% do PIB industrial no período de janeiro a março.
“Os estoques permaneciam elevados desde meados de 2011. Houve um longo período com a indústria estagnada. Há sinais positivos [agora]. Os estoques ajustados reduzem a ociosidade do parque industrial e há um estímulo ao investimento”, explicou.
Apesar da expectativa do mercado financeiro de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentará a Selic, taxa básica de juros da economia, de 7,25% para 8,5%, em função da inflação, o Informe Conjuntural da CNI para o primeiro trimestre trabalha com previsão de manutenção dos juros. “Se houver alta de juros, afeta as expectativas de investimento e as compras das famílias de bem financiados”, destacou Flávio Castelo Branco.
O boletim da CNI prevê ainda que a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechará o ano em 5,7%, abaixo do teto da meta de 6,5%. Castelo Branco frisou que a pressão nos preços é motivo de preocupação para a indústria. “A resistência da inflação merece atenção. Os custos domésticos das empresas crescem mais do que o preço dos produtos no mercado internacional, e isso acarreta perda de competitividade”, disse.
Flávio Castelo Branco disse que, apesar de a previsão ser de crescimento da atividade industrial, o cenário ainda não é o ideal. “O crescimento é insatisfatório, principalmente quando se compara o Brasil  a outros países emergentes. Tem potencial para crescer muito mais”, explicou. O economista ressaltou que é necessário aguardar a resposta do setor a políticas como desoneração da folha de pagamento.
Como a política fiscal do governo tende a continuar expansionista com as novas desonerações, a CNI projeta superávit primário de 1,7% do PIB, inferior ao do ano passado. Em 2012, a economia para pagar os juros da dívida alcançou R$ 105 bilhões, o que equivaleu a 2,38% do Produto Interno Bruto.

A atividade industrial terá recuperação em 2013, projeta a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Informe Conjuntural da entidade divulgado nesta quarta-feira (3) estima alta de 4% no investimento para este ano, além de crescimento de 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas de um país) brasileiro e de 2,6% do PIB industrial.


A previsão para o crescimento da economia brasileira é mais otimista que a do mercado financeiro. Analistas do setor consultados pelo Banco Central (BC), que divulgou a pesquisa segunda-feira (1º), ajustaram a projeção para o crescimento da economia este ano de 3% para 3,01%. A projeção ficou um pouco mais próxima da estimativa do BC (3,1%), divulgada na última quinta-feira (28).


De acordo com o gerente de política econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, a melhora na situação dos estoques e elevação do uso da capacidade instalada da indústria explica a previsão de alta no investimento. Segundo ele, a expectativa é crescimento de 1,2% do PIB industrial no período de janeiro a março.


“Os estoques permaneciam elevados desde meados de 2011. Houve um longo período com a indústria estagnada. Há sinais positivos [agora]. Os estoques ajustados reduzem a ociosidade do parque industrial e há um estímulo ao investimento”, explicou.


Apesar da expectativa do mercado financeiro de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentará a Selic, taxa básica de juros da economia, de 7,25% para 8,5%, em função da inflação, o Informe Conjuntural da CNI para o primeiro trimestre trabalha com previsão de manutenção dos juros. “Se houver alta de juros, afeta as expectativas de investimento e as compras das famílias de bem financiados”, destacou Flávio Castelo Branco.


O boletim da CNI prevê ainda que a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechará o ano em 5,7%, abaixo do teto da meta de 6,5%. Castelo Branco frisou que a pressão nos preços é motivo de preocupação para a indústria. “A resistência da inflação merece atenção. Os custos domésticos das empresas crescem mais do que o preço dos produtos no mercado internacional, e isso acarreta perda de competitividade”, disse.


Flávio Castelo Branco disse que, apesar de a previsão ser de crescimento da atividade industrial, o cenário ainda não é o ideal. “O crescimento é insatisfatório, principalmente quando se compara o Brasil  a outros países emergentes. Tem potencial para crescer muito mais”, explicou. O economista ressaltou que é necessário aguardar a resposta do setor a políticas como desoneração da folha de pagamento.


Como a política fiscal do governo tende a continuar expansionista com as novas desonerações, a CNI projeta superávit primário de 1,7% do PIB, inferior ao do ano passado. Em 2012, a economia para pagar os juros da dívida alcançou R$ 105 bilhões, o que equivaleu a 2,38% do Produto Interno Bruto.

 

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