Rio+20

CNI: indústria avançou na produção eficiente e reduziu o consumo de recursos naturais

A avaliação foi divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (14) durante o "Encontro da Indústria para a Sustentabilidade", que reúne no Rio de Janeiro 800 representantes do setor. O documento apresentado lista ações em 16 setores industriais. No segmento de p

Agência Brasil
14/06/2012 10:42
Visualizações: 422
A indústria brasileira avançou em ações sustentáveis nos últimos 20 anos ao adotar modos de produção com menos impacto ao meio ambiente e o menor uso de recursos naturais. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que divulgou nesta quinta-feira (14) um documento durante o "Encontro da Indústria para a Sustentabilidade", que reúne no Rio de Janeiro 800 representantes do setor. O evento faz parte das atividades paralelas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

O documento lista ações em 16 setores industriais. No segmento de petróleo e gás, segundo a entidade, as empresas reduziram a produção de resíduos e tiveram um volume de vazamentos de petróleo 20 vezes inferior à média mundial. O setor também investe no controle de emissões de gases poluentes pelas refinarias.

Já o setor automobilístico, de acordo com a CNI, reduziu em 30% o consumo de água em suas plantas industriais, expandiu a produção de veículos movidos a combustíveis renováveis e investiu na produção de carros menos poluentes. Segundo o documento, um automóvel produzido hoje polui 28 vezes menos do que um fabricado há 30 anos.

O setor de mineração, por sua vez, ampliou o reaproveitamento de água na exploração de produtos como ferro, ouro e bauxita, e investiu em programas de revegetação e de manutenção de áreas protegidas.

Outros setores também foram mencionados pelo documento da CNI: elétrico (investimento na diversificação das fontes de energia), sucroenergético (usinas de açúcar e etanol autossuficientes), alumínio (reciclagem de 97,6% das embalagens de alumínio de país), celulose (100% da matéria-prima vêm de florestas plantadas) e alimentos (grande número de projetos no mercado de crédito de carbono e 90% de matriz energética renovável).
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