Economia Mundial

Clima econômico mundial continua em queda, mas melhora na América Latina

Os dados são do Indicador Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina (ICE).

Agência Brasil
22/11/2012 12:59
Visualizações: 355 (0) (0) (0) (0)

 

Clima econômico mundial continua em queda, mas melhora na América Latina
22/11/2012 - 9h52
Economia
Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O clima econômico na América Latina avançou em outubro e atingiu 5,2 pontos, após recuar para 4,8 no trimestre anterior. Os dados são do Indicador Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina (ICE) divulgado hoje (22) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O Indicador que mede a Situação Atual (ISA) subiu, mas continua em nível relativamente baixo,  sendo o segundo pior desde abril de 2010 (superando apenas julho passado). Já o Indicador de Expectativas (IE) saltou para o maior nível desde janeiro de 2011.
No Brasil, o ICE saltou de 5,2 pontos para 6,1. Em cinco países a situação atual melhorou entre julho e outubro e seis países estão na zona de avaliação favorável. O Brasil registrou aumento no ISA, mas ainda está na faixa de avaliação negativa (4,9 pontos). As expectativas são positivas em quatro países e melhoraram em seis países. No caso do Brasil, o IE passou de 5,9 para 7,3 pontos.
O clima melhorou e mostra-se favorável para Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia e Paraguai. No Peru e Uruguai, o ICE recuou mas o clima continua favorável. Nos demais países houve aumento do ICE, mas o clima continua desfavorável (caso da Argentina) ou ficou estável (casos do México, Equador e da Venezuela).
O quadro geral para a América Latina, em especial para os países da América do Sul, está melhor na comparação entre julho e outubro. O ICE geral dos dez países sul-americanos registra um aumento de 4,6 pontos para 5,4 pontos entre julho e outubro, superior ao resultado para a América Latina, que passou de 4,8 pontos para 5,2 pontos, no mesmo período.
Ainda segundo a FGV, o clima econômico nos demais países do planeta não acompanha o otimismo latino-americano. O ICE mundial, elaborado pelo Instituto Ifo, continuou em queda, embora mais suave do que a registrada entre abril e julho. Na União Europeia houve piora tanto nas avaliações sobre a situação atual quanto nas expectativas. As expectativas continuam se deteriorando na Grécia, Portugal e Espanha, tendência seguida também pelas duas principais economias da região – Alemanha e França. Déficit público e demanda fraca foram as duas questões com maior peso na avaliação dos principais problemas que os países europeus enfrentam, segundo a Sondagem Ifo de outubro.
Na Ásia, o recuo do ICE foi pequeno, de 4,8 pontos para 4,7 pontos. Na China, o ICE piorou e passou para a zona desfavorável, embora as expectativas ainda sejam favoráveis. O enfraquecimento da demanda continua sendo o único problema considerado importante enfrentado pelo país, segundo a pesquisa.
Na Índia, todos os índices melhoraram e o país encontra-se em fase de recuperação, mas a inflação (estimada pelo IFO em 6,4% para 2012), o déficit público, o desemprego e a falta de confiança nas políticas do governo são problemas graves identificados pelo estudo.
Nos Estados Unidos, o ICE continua na zona desfavorável do ciclo econômico, mas avançou ligeiramente entre julho e outubro, influenciado por melhores expectativas. Desemprego, déficit público e falta de confiança nas políticas governamentais tiveram um peso elevado e similar na avaliação dos problemas que o país enfrenta.
Falta de competitividade e de mão de obra qualificada foi o principal problema econômico apontado pelos países latino-americanos, resultado semelhante ao observado na Sondagem de abril, última vez em que este quesito foi incluído na pesquisa. O mesmo ocorre para o Brasil, embora o peso atribuído à questão da competitividade tenha diminuído, provavelmente associada à desvalorização da taxa de câmbio.
O ICE foi elaborado em parceria entre o Instituto alemão Ifo e a FGV tendo como fonte de dados a Ifo World Economic Survey (WES).

O clima econômico na América Latina avançou em outubro e atingiu 5,2 pontos, após recuar para 4,8 no trimestre anterior. Os dados são do Indicador Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina (ICE) divulgado hoje (22) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).


O Indicador que mede a Situação Atual (ISA) subiu, mas continua em nível relativamente baixo,  sendo o segundo pior desde abril de 2010 (superando apenas julho passado). Já o Indicador de Expectativas (IE) saltou para o maior nível desde janeiro de 2011.


No Brasil, o ICE saltou de 5,2 pontos para 6,1. Em cinco países a situação atual melhorou entre julho e outubro e seis países estão na zona de avaliação favorável. O Brasil registrou aumento no ISA, mas ainda está na faixa de avaliação negativa (4,9 pontos). As expectativas são positivas em quatro países e melhoraram em seis países. No caso do Brasil, o IE passou de 5,9 para 7,3 pontos.


O clima melhorou e mostra-se favorável para Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia e Paraguai. No Peru e Uruguai, o ICE recuou mas o clima continua favorável. Nos demais países houve aumento do ICE, mas o clima continua desfavorável (caso da Argentina) ou ficou estável (casos do México, Equador e da Venezuela).


O quadro geral para a América Latina, em especial para os países da América do Sul, está melhor na comparação entre julho e outubro. O ICE geral dos dez países sul-americanos registra um aumento de 4,6 pontos para 5,4 pontos entre julho e outubro, superior ao resultado para a América Latina, que passou de 4,8 pontos para 5,2 pontos, no mesmo período.


Ainda segundo a FGV, o clima econômico nos demais países do planeta não acompanha o otimismo latino-americano. O ICE mundial, elaborado pelo Instituto Ifo, continuou em queda, embora mais suave do que a registrada entre abril e julho. Na União Europeia houve piora tanto nas avaliações sobre a situação atual quanto nas expectativas. As expectativas continuam se deteriorando na Grécia, Portugal e Espanha, tendência seguida também pelas duas principais economias da região – Alemanha e França. Déficit público e demanda fraca foram as duas questões com maior peso na avaliação dos principais problemas que os países europeus enfrentam, segundo a Sondagem Ifo de outubro.


Na Ásia, o recuo do ICE foi pequeno, de 4,8 pontos para 4,7 pontos. Na China, o ICE piorou e passou para a zona desfavorável, embora as expectativas ainda sejam favoráveis. O enfraquecimento da demanda continua sendo o único problema considerado importante enfrentado pelo país, segundo a pesquisa.


Na Índia, todos os índices melhoraram e o país encontra-se em fase de recuperação, mas a inflação (estimada pelo IFO em 6,4% para 2012), o déficit público, o desemprego e a falta de confiança nas políticas do governo são problemas graves identificados pelo estudo.


Nos Estados Unidos, o ICE continua na zona desfavorável do ciclo econômico, mas avançou ligeiramente entre julho e outubro, influenciado por melhores expectativas. Desemprego, déficit público e falta de confiança nas políticas governamentais tiveram um peso elevado e similar na avaliação dos problemas que o país enfrenta.


Falta de competitividade e de mão de obra qualificada foi o principal problema econômico apontado pelos países latino-americanos, resultado semelhante ao observado na Sondagem de abril, última vez em que este quesito foi incluído na pesquisa. O mesmo ocorre para o Brasil, embora o peso atribuído à questão da competitividade tenha diminuído, provavelmente associada à desvalorização da taxa de câmbio.


O ICE foi elaborado em parceria entre o Instituto alemão Ifo e a FGV tendo como fonte de dados a Ifo World Economic Survey (WES).

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Energia Elétrica
GE Vernova fornecerá subestação de energia para fábrica ...
14/08/25
Fenasucro
Brasil terá combustível sustentável de aviação disponíve...
14/08/25
Gás Natural
Prorrogada consulta pública sobre Plano Coordenado de De...
14/08/25
Resultado
Gasmig registra crescimento de 8,5% de lucro líquido
14/08/25
IBP
Energia da Evolução: campanha do IBP explica como o petr...
14/08/25
PPSA
Produção de petróleo da União bate novo recorde e alcanç...
14/08/25
Fenasucro
FenaBio estreia com debates sobre etanol, biodiesel, IA,...
14/08/25
E&P
ABPIP leva agenda estratégica ao Congresso para fortalec...
14/08/25
Drilling
Constellation lança chamada para apoiar projetos inovado...
13/08/25
Fenasucro
Durante abertura de uma das maiores feiras de bioenergia...
13/08/25
Transição Energética
Sergipe elabora Plano de Transição Energética e se posic...
13/08/25
Fenasucro
UDOP, associadas e SENAI-SP firmam parceria para formaçã...
13/08/25
IBP
Decisão da Agenersa sobre migração de consumidores para ...
13/08/25
Oportunidade
Com cerca de 300 mil empregos, setor eletroeletrônico mi...
13/08/25
Fenasucro
Abertura da 31ª Fenasucro & Agrocana: setor quer o Brasi...
13/08/25
Fenasucro
Na Fenasucro, ORPLANA fala da importância de consenso en...
13/08/25
Fenasucro
Brasil terá que produzir 1,1 bilhão de litros de combust...
12/08/25
Fenasucro
Treesales estreia na Fenasucro & Agrocana e integra deba...
12/08/25
Curitiba
Setor energético será discutido durante a Smart Energy 2...
12/08/25
PD&I
Vórtices oceânicos em interação com correntes podem gera...
12/08/25
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Negócios caem, mas Indicadores continuam f...
12/08/25
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.