Eletricidade

Cesp: preço da energia no mercado spot será fraco no 2º semestre

Agência Reuters
16/08/2011 16:35
Visualizações: 546
Os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, principalmente no Sudeste, estão em patamares "satisfatórios", praticamente zerando a geração das usinas termelétricas, afirmou o presidente da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), Mauro Arce, nesta terça-feira (16).

Entretanto, a situação positiva reduziu drasticamente o preço da energia no mercado spot - de curto prazo-, e uma recuperação nestes valores deverá ser observada somente em 2012, disse Arce.

"Isso (redução dos preços) é fruto da situação dos reservatórios, que estão bem melhores do que estavam no ano passado. Os níveis estão extremamente adequados", afirmou Arce em teleconferência com analistas e jornalistas sobre os resultados do segundo trimestre.

Além da questão do nível dos reservatórios, outro fator que leva os preços para baixo é a redução no uso da energia de curto prazo por grandes empresas, as principais consumidoras de energia no mercado spot.

Da receita líquida de 802,9 milhões de reais registrada no segundo trimestre pela Cesp, 2,6% correspondeu a energia de curto prazo, recuo em relação aos 4,2% do mesmo período do ano passado.

O Ambiente de Contratação Regulada (ACR) respondeu por 63,3% (contra 61,5% na comparação anual) e o Ambiente de Contratação Livre (ACL) ficou praticamente estável, em por 34,1%.

Segundo executivos da companhia, o preço da energia no mercado spot - regulada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - foi de R$ 20,00 por megawatt-hora (MWh) no segundo trimestre, contra R$ 40,00 no mesmo período do ano passado.

Em agosto, houve nova redução, para R$ 15,00 por MWh, contra R$ 60,00 no segundo semestre de 2010.

"A tendência (de recuperação) vai depender muito de quando começar a estação chuvosa... a partir de setembro já pode ter chuvas. Então o preço dessa energia vai depender da calibração das vazões (das represas) para os rios", disse Arce. "Mas a tendência é que o custo marginal continue baixo ainda neste ano."
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