Investimentos

Ceará terá nove usinas termelétricas até 2013

Diário do Nordeste
29/06/2009 04:05
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O Ceará, que quer se posicionar como a ´meca das energias renováveis´, através dos investimentos em eólicas e usina solar, também prepara uma grande expansão da energia de origem térmica em seu território. A previsão é de que, até 2013, nove térmicas estejam oficialmente operando no Estado, multiplicando a capacidade de produção elétrica das terras alencarinas.

 


Atualmente, segundo o coordenador de Energia da Secretaria de Infra-estrutura do Estado (Seinfra), Renato Rolim, o Ceará só produz 110 megawatts (MW) de energia, apesar de ter uma maior capacidade instalada. Esta quantidade é insuficiente para o consumo interno, que é de 1.500 MW mensais, situação que obriga o Estado a importar eletricidade. Entretanto, os novos projetos de térmicas, aliados aos de eólicas, farão com que a capacidade instalada em território cearense chegue a cerca 3.200 MW em até seis anos, tornando o Ceará exportador de energia.

 

De acordo com Rolim, toda a produção atual no Estado está vindo das usinas eólicas instaladas. As duas térmicas existentes, a TermoCeará, pertencente à Petrobras e com capacidade para 347 MW, e a TermoFortaleza, do grupo Endesa, de capacidade para 237 MW, estão, no momento, paradas, segundo ele, à espera de gás natural e de serem acionadas. A térmica da Petrobras, entretanto, não depende somente do gás para produzir, já tendo sido adaptada para funcionar também a óleo diesel.

 

Contudo, mesmo com as duas térmicas funcionando, o Estado ainda fica em déficit de energia elétrica. Este ano, entretanto, a situação se torna menos agravante, com a entrada de mais 405 MW de energia com os novos parques eólicos. Além disso, entrará em operação, em novembro próximo, uma nova térmica no Estado. Empreendida pela Thermes, do Rio de Janeiro, a usina Maracanaú I, localizada no município de mesmo nome, terá capacidade de produzir 170 MW. No ano que vem, a empresa colocará para operar a sua segunda unidade termelétrica, a Maracanaú II, que poderá produzir até 90 MW. Ambas serão movidas a óleo diesel.

 

Auto-suficiência em 2011

 

Mas será somente em 2011 que o Ceará se tornará auto-suficiente em energia e poderá, inclusive, ser exportador. É neste ano que entrará em operação o maior empreendimento energético do Estado: a Pecém I. Consórcio entre as empresas MPX e a portuguesa EDP, a usina, que operará a carvão e está sendo levantada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), terá capacidade instalada de 720 MW. Com isso, somente a energia de fonte térmica, que estará com 1564 MW de capacidade instalada, poderá suprir toda a atual necessidade no Ceará. Para 2012, a Pecém II, próxima à Pecém I e que será empreendida, em seu investimento total, pela MPX, entrará em operação com a geração de mais 360 MW de energia.

 

Em 2013, a Companhia Siderúrgica de Pecém (CSP) entra em funcionamento com sua primeira fase, que a levará a operar uma térmica própria de 100 MW. Parte dessa energia será utilizada pela siderúrgica, e outra será direcionada ao sistema elétrico nacional, assim como fará quando dobrar a sua produção, em 2015, em que entrará com outros 100 MW.

 

Ainda em 2013, duas outras usinas estão programadas para despacharem energia ao sistema: a José de Alencar, da Cauipe Geradora de Energia S.A, e a usina da GenPower, ambas no complexo do Pecém. A primeira, que operará a gás, terá capacidade para 300 MW, sendo composta de quatro unidades geradoras em ciclo combinado, sendo duas de 100 MW e duas de 50 MW. Já a da Genpower, que funcionará a diesel, poderá gerar 360 MW, já tendo reservados 139,5 hectares no complexo. A engenharia financeira ainda está a ser definida.Conforme planejamento estratégico do Ministério da Agricultura, no ano agrícola 2017/2018 o Brasil deverá ampliar consideravelmente a produção de alimentos. Só a safra de grãos deverá ser acrescida em 40 milhões de toneladas, atingindo 180 milhões de toneladas.

 

A produção de carnes deverá ter acréscimo de 12 milhões de toneladas; a de açúcar, de 15 milhões de toneladas; e a de álcool, de 35 bilhões de litros. Como grande parte desta produção será exportada, Biramar Nunes chama a atenção para a necessidade de otimizar a chegada dos produtos aos portos.

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