Energia elétrica

Carga de energia do Brasil cai 3,4% em janeiro por menores temperaturas, diz ONS

Reuters, 05/03/2020
05/03/2020 16:27
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A carga de energia do sistema elétrico interligado do Brasil fechou janeiro com recuo de 3,4% ante mesmo período do ano passado, mas avanço de 3,8% frente a dezembro de 2019, segundo boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nesta quinta-feira.

O desempenho foi atribuído principalmente às temperaturas inferiores na comparação anual registradas nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Sul, que reduziram a demanda por uso de ar-condicionado, uma vez que o órgão disse que dados apontam para atividade industrial mais aquecida na comparação com o mês de janeiro em outros anos.

Mas mesmo a carga ajustada, que exclui fatores não-recorrentes, como as temperaturas inferiores, registrou queda de 1,9% na comparação anual, de acordo com o boletim do ONS.

"O efeito positivo da melhora de diversos indicadores econômicos, que influenciam o resultado da carga, foi compensado pela ocorrência de temperaturas inferiores às ocorridas no mesmo período do ano anterior", afirmou o órgão ao analisar o desempenho.

A carga, que representa soma do consumo de energia com as perdas na rede, teve recuo de 5,7% na comparação anual no Sudeste, ou de 3,8% pelo dado ajustado.

No Sul, a queda foi de 1,9%, mas com alta de 0,2% se considerada a carga ajustada.

Já Nordeste e Norte apresentaram aumento na carga, de 1% e 1,9%, respectivamente, em dados praticamente iguais ao resultado ajustado.

Em meados de janeiro, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) projetou que o consumo de eletricidade no Brasil deveria crescer 4,2% em 2020, o que seria a maior alta desde 2013.

A previsão, no entanto, tinha como base expectativas otimistas de crescimento econômico do Brasil no ano, que já têm sido revisadas por analistas em meio aos efeitos de uma epidemia de coronavírus sobre a economia global.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse na quarta-feira que o governo também revisará suas projeções, mas que a economia brasileira deve crescer "acima de 2%" em 2020, ante projeção de 2,4% antes dos impactos do vírus.

Divulgação

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