América do Sul

Cai na Venezuela a produção de petroleiras privadas

Valor Econômico/Ag.
29/03/2006 00:00
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A produção de petróleo das 32 áreas operadas por empresas privadas na Venezuela caiu em cerca de 25 mil barris por dia, segundo dados divulgados por funcionários da estatal PDVSA. Segundo Eulogio Del Pino, diretor da estatal, a produção recuou para 460 mil barris/dia. Isso seria reflexo da desaceleração dos investimentos.

A queda parece ser uma reação à gestão do presidente Hugo Chávez, que no ano passado declarou serem ilegais os 32 contratos operacionais firmados na década passada com empresas estrangeiras. Uma lei obrigou essas empresas a migrar para um novo contrato, em joint-ventures nas quais a PDVSA seria controladora.

Representantes de algumas empresas disseram, sob condição de anonimato, estar relutantes em fazer investimentos nos campos - até mesmo para manter a produção existente -, já que o governo não deixou claro os regras das novas empresas mistas.

O ministro do Petróleo e presidente da PDVSA, Rafael Ramírez, disse que a estatal vai estatizar por completo ao menos duas operações de joint-venture e estudar a fusão de outros. Isso pode já ser uma resposta do governo à diminuição da produção.

"Alguns convênios operacionais serão eliminados. Dos cerca de 30 restantes, vamos reduzir o número de empresas mistas e procurar uma sinergia lógica que otimize nossos custos."

Ele não disse que critérios a estatal de petróleo usaria para determinar quais joint-ventures seriam eliminadas, mas afirmou que em breve "daria mais detalhes".

O ministro disse que, com as fusões programadas e a otimização das operações mistas, existe a possibilidade de aumentar a produção de petróleo em 50 mil diários.

Os acordos, fechados nos anos 90, estabeleciam que as empresas privadas operariam nos campos mas não seriam proprietárias do petróleo produzido.

A PDVSA pagava as empresas através de um complexo sistema de reembolsos, mas Chávez se queixava que os acordos eram muito generosos com os investidores extrangeiros e não deixava divisas suficientes para o Estado.

Em 2005, todas as empresas privadas na Venezuela concordaram em migrar para em joint-ventures com a PDVSA, com exceção da americana Mobil que preferiu vender sua operação.

Chávez busca impulsionar a receita do setor petrolífero para financiar seus programas sociais e para combater a pobreza no país. A Venezuela é o quinto maior produtor de petróleo do mundo.

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