Comperj

Cabral é condenado a 14 anos de prisão por Moro por propina no Comperj

Reuters, 13/06/2017
13/06/2017 17:34
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O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) foi condenado nesta terça-feira a 14 anos e 2 meses de prisão pelo juiz federal Sérgio Moro pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em ação penal no âmbito da operação Lava-Jato por recebimento de propina em contrato no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Petrobras.

Moro determinou regime fechado para o início do cumprimento da pena do ex-governador, que responde ainda a diversas outras ações de corrupção no Rio de Janeiro acusado de ser o líder de uma organização criminosa que desviou milhões de reais de contratos de várias obras no Estado.

"A corrupção com pagamento de propina de 2,7 milhões de reais e tendo por consequência prejuízo equivalente aos cofres públicos e até transcendentes merece reprovação especial. A culpabilidade é elevada. O condenado recebeu vantagem indevida no exercício do mandato de governador do Estado do Rio de Janeiro", disse Moro em sua sentença, fazendo referência ao valor recebido pelo ex-governador apenas no contrato de terraplanagem do Comperj.

"Não se pode ainda ignorar a situação quase falimentar do governo do Estado do Rio de Janeiro, com sofrimento da população e dos servidores públicos, e que ela, embora resultante de um série de fatores, tem também sua origem na cobrança sistemática de propinas pelo ex-governador e seus associados."

Essa foi a primeira condenação de Cabral na Justiça. A mulher do ex-governador, Adriana Ancelmo, que também era ré na mesma ação, foi inocentada por Moro, que apontou falta de prova suficiente de autoria ou participação nos crimes.

De acordo com a denúncia da força-tarefa da Lava-Jato no caso do Comperj, a empreiteira Andrade Gutierrez pagava propina a Cabral por todo grande projeto tocado pela empresa no Rio de Janeiro. No caso específico das obras do Comperj, o valor inicial do contrato era de 819,8 milhões de reais, mas foi alvo de aditivos e acabou saindo por cerca de 1,18 bilhão de reais.

Cabral está preso desde novembro de 2016, quando foi detido no âmbito da operação Calicute, um desdobramento da Lava-Jato no Rio. Além do ex-governador, também foram condenados nesta terça por Moro os ex-assessores Wilson Carlos e Carlos Miranda.

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