Previsão

Cabotagem sofrerá o maior impacto

<P>O transporte de cabotagem — navegação entre portos de um mesmo país — deve ser o segmento da cadeia de transporte mais afetado pela alta do preço do óleo bunker. O temor do setor é que a modalidade perca ainda mais competitividade em relação ao modal rodoviário.</P><P>A previsão de ...

A Tribuna - SP
12/05/2008 21:00
Visualizações: 667

O transporte de cabotagem — navegação entre portos de um mesmo país — deve ser o segmento da cadeia de transporte mais afetado pela alta do preço do óleo bunker. O temor do setor é que a modalidade perca ainda mais competitividade em relação ao modal rodoviário.

A previsão de dificuldades para a operação de cabotagem foi feita pelo vice-presidente executivo do Sindicato Nacional das Armadoras (Syndarma), Roberto Galli, em entrevista a A Tribuna.

‘‘O bunker tem aumentado de forma dissociada do diesel para o caminhão. Então, o sistema rodoviário não sofre tanto com esse aumento de preço porque o bunker não aumenta na proporção do diesel’’, comentou Galli.

O vice-presidente do Syndarma também explicou que a cabotagem sai mais uma vez em desvantagem ao modal rodoviário devido à política tributária do País. ‘‘Quando o navio está fazendo seus serviços somente no Brasil, ele tem que pagar esse consumo (de óleo bunker) como exportação. Na navegação de longo curso — entre países e continentes —, há isenção dos impostos. Então, ao invés da cabotagem surgir com força total, ela fica menos competitiva’’, exemplificou o executivo.

LOG IN

De acordo com o diretor de Logística da armadora Log In, Rômulo Otoni, se a política de transporte do Governo já favorece o modal rodoviário, as dificuldades aumentam com o aumento do preço do bunker. ‘‘A competição não é justa. De 2004 para cá, o preço do bunker cresceu 200%, enquanto o diesel só teve 13% de aumento. Ou seja, o discurso de incentivo à cabotagem, de retirar a carga dos caminhões e de transferir para modais mais eficientes, não se traduz na prática. A gente não quer deixar de pagar os impostos, só queremos equidade nos custos’’, desabafou, ao criticar que somente a Petrobras comercializa o produto no Brasil.

O executivo ainda afirmou que sua empresa está prestes a concluir um estudo sobre os impactos do reajuste do bunker. Uma das possíveis alternativas que o levantamento oferecerá será reduzir a velocidade dos navios entre 2% e 3%, passando de um consumo de 30 toneladas por viagem para 28 toneladas. ‘‘Numa conta de anuidade, pode ser significativo. E desse estudo nós vamos ver como pode ficar a frequência de escalas’’, concluiu.

SAIBA MAIS:

O que é o bunker


O bunker é o derivado do petróleo utilizado para o abastecimento de navios em todo o mundo. Extraído da mistura do petróleo nacional e do importado, o combustível marítimo tem um baixo teor de metais, como alumínio e silício, e de enxofre. No Brasil, seu fornecimento é feito pela Petrobras, através do seu serviço Petrobras Bunkering, que abastece embarcações na América do Sul e em Cingapura. Geralmente, esse produto é repassado a empresas de abastecimento, que o vendem nos portos brasileiros.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Tecnologia e Inovação
Brasil estrutura marco normativo para gêmeos digitais e ...
07/02/26
PD&I
Firjan SENAI SESI traz primeira edição do "Finep pelo Br...
06/02/26
Bacia de Campos
Em janeiro, BRAVA Energia renova recorde de produção em ...
06/02/26
Pessoas
Mauricio Fernandes Teixeira é o novo vice-presidente exe...
06/02/26
Internacional
Petrobras fica com 42,5% de bloco exploratório offshore ...
06/02/26
Sergipe Oil & Gas 2026
Ampliação de espaço no Sergipe Oil & Gas vai garantir ma...
05/02/26
Resultado
Produção dos associados da ABPIP cresce 22,8% em 2025 e ...
05/02/26
Descomissionamento
ONIP apresenta ao Governo Federal propostas para transfo...
04/02/26
Pessoas
Daniela Lopes Coutinho é a nova vice-presidente executiv...
04/02/26
Resultado
Com 4,897 milhões boe/d, produção de petróleo e gás em 2...
03/02/26
Pré-Sal
Três FPSOs operados pela MODEC fecharam 2025 entre os 10...
03/02/26
Pré-Sal
Shell dá boas-vindas à KUFPEC como parceira no Projeto O...
03/02/26
Gás Natural
GNLink recebe autorização da ANP e inicia operação da pr...
02/02/26
Gás Natural
Firjan percebe cenário positivo com redução nos preços d...
02/02/26
Etanol
Anidro e hidratado fecham mistos na última semana de jan...
02/02/26
GNV
Sindirepa: preço do GNV terá redução de até 12,5% no Rio...
30/01/26
Descomissionamento
SLB inaugura Centro de Excelência em Descomissionamento
30/01/26
Apoio Offshore
Wilson Sons lança rebocador da nova série para atender d...
30/01/26
Gás Natural
Firjan lança publicação e promove debate sobre futuro do...
28/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 terá programação diversa e foco na pro...
28/01/26
Internacional
Petrobras amplia venda de petróleo para a Índia
28/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.