Brava Energia

Brava Energia aposta em eficiência e inovação tecnológica no onshore brasileiro

Fusão fortalece atuação da empresa no setor.

Redação TN Petróleo
24/06/2025 11:59
Brava Energia aposta em eficiência e inovação tecnológica no onshore brasileiro Imagem: TN Petróleo Visualizações: 1973

Patrocínio de cobertura

TN Conecta, produção especial da TN Petróleo durante o Bahia Oil & Gas, conversou com Jorge Boeri, diretor de operações onshore da Brava Energia. A empresa é resultado da fusão entre a 3R Petroleum e a Enauta, tornando-se uma das principais companhias independentes do setor de óleo e gás no Brasil.

“Começamos a operar em 1º de agosto do ano passado. Tivemos um início desafiador, com a entrada em operação do sistema definitivo do campo de Atlanta e a retomada da produção em Papa-Terra, após uma parada programada para melhoria da integridade do FPSO”, destacou Boeri.

Empresa verticalizada aposta na eficiência operacional
Segundo o executivo, a Brava Energia é a única companhia independente do Brasil verdadeiramente verticalizada. “Estamos presentes em todas as etapas, desde o upstream até o downstream, o que nos permite capturar mais valor em cada fase da produção”, explicou.

Esse modelo integrado faz com que a Brava atue de ponta a ponta na cadeia de óleo e gás, indo desde o Recôncavo baiano até a Azena, região de águas profundas do offshore. “É esse caráter único que nos possibilita operar com mais autonomia e obter maior rentabilidade em todas as fases da produção do hidrocarboneto”, completou.

Entre os avanços mais expressivos da empresa está a adoção da tecnologia Casing Drilling, utilizada pela primeira vez em suas operações no Brasil. “Finalizamos recentemente a perfuração de dois poços com essa técnica, que nos permitiu reduzir em 50% o tempo total de perfuração e em mais de 20% os custos operacionais relacionados a essa etapa. É um ganho substancial de eficiência que eleva a competitividade da empresa e viabiliza projetos que antes não teriam retorno econômico”, detalhou.

Oportunidades no onshore brasileiro
Boeri ressaltou que o mercado onshore brasileiro apresenta grande potencial, principalmente devido ao baixo fator de recuperação dos campos. “Há muito óleo remanescente nos reservatórios. Isso representa uma janela importante para companhias independentes como a Brava”, disse.

Para aproveitar esse cenário, a empresa está implementando estratégias inovadoras. Um exemplo é o uso de tecnologias inéditas no país, como a injeção de nitrogênio, iniciada no campo de Fazenda Belém, e a injeção de polímeros, ambas técnicas de recuperação terciária (IOR). “São soluções com bons resultados em outros países e que estamos adaptando ao contexto brasileiro”, completou.

Tecnologia a serviço da produção e da segurança
A Brava também projeta avanços na gestão dos campos com o uso de salas de controle e monitoramento por drones, além da continuidade de um projeto de geração de vapor para extração de óleo pesado. “Estamos prontos para adotar tecnologias que melhorem tanto nossa eficiência quanto a segurança das operações”, pontuou o diretor.

De acordo com Boeri, os resultados já colocam a Brava como referência em eficiência. “Somos hoje a empresa com maior EBITDA por barril produzido na América Latina. Isso é reflexo do nosso modelo integrado e do foco em performance real — não apenas no custo de extração, mas no valor gerado em toda a cadeia de produção.”

“Você pode ter um lifting cost baixo, por exemplo, se estiver produzindo mais gás. Mas a monetização do gás nem sempre é a ideal. Por isso, o que importa é o resultado completo — custo, valor e rentabilidade”, concluiu.

Assista a entrevista completa, direto no nosso canal do Youtube.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
BOGE 2026
Com produção em alta, independentes lideram debates na B...
25/05/26
Combustível
Etanol fecha a semana em recuperação moderada, mas merca...
25/05/26
ANP
Workshop debate dinamização da exploração de petróleo e ...
22/05/26
BOGE 2026
ANP participa do Bahia Oil & Gas Energy 2026, em Salvador
22/05/26
Etanol
Com aumento na oferta, preço do etanol acelera queda e a...
22/05/26
Negócio
NUCLEP celebra 46 anos com a assinatura de novo contrato...
22/05/26
Energia Elétrica
ANEEL homologa leilões de reserva de capacidade na forma...
22/05/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente: ANP abre 6º ciclo para concessão e 4º...
22/05/26
Saúde, Segurança e Meio Ambiente
IBP debate impactos da revisão da NR-1 sobre saúde menta...
21/05/26
Energia elétrica
TAESA anuncia a aquisição de cinco concessões de transmi...
21/05/26
Meio Ambiente
WCA completa primeiro ano ampliando debates sobre mercad...
21/05/26
Mato Grosso
Setor elétrico de MT avança e prepara nova fase para ate...
21/05/26
Fenasucro
Combustível do Futuro consolida pioneirismo brasileiro e...
20/05/26
Parceria
Radix fecha parceria com Repsol Sinopec Brasil e PUCRS p...
20/05/26
GLP
Prime Energy amplia parceria com Supergasbras no Mercado...
19/05/26
Comunicação
Os bastidores da história da comunicação e da publicidad...
19/05/26
Resultado
Produção total de petróleo em regime de partilha bate re...
19/05/26
Biometano
Naturgy debate cenário de gás natural e oportunidades co...
19/05/26
BOGE 2026
Impacto da geopolítica global no setor de petróleo loca...
19/05/26
Dia Internacional da Mulher
IBP celebra Dia Internacional da Mulher no Mar e reforça...
19/05/26
Meio Ambiente
Refinaria de Mataripe acelera agenda ambiental com uso e...
19/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25