Brava Energia

Brava Energia aposta em eficiência e inovação tecnológica no onshore brasileiro

Fusão fortalece atuação da empresa no setor.

Redação TN Petróleo
24/06/2025 11:59
Brava Energia aposta em eficiência e inovação tecnológica no onshore brasileiro Imagem: TN Petróleo Visualizações: 1556

Patrocínio de cobertura

TN Conecta, produção especial da TN Petróleo durante o Bahia Oil & Gas, conversou com Jorge Boeri, diretor de operações onshore da Brava Energia. A empresa é resultado da fusão entre a 3R Petroleum e a Enauta, tornando-se uma das principais companhias independentes do setor de óleo e gás no Brasil.

“Começamos a operar em 1º de agosto do ano passado. Tivemos um início desafiador, com a entrada em operação do sistema definitivo do campo de Atlanta e a retomada da produção em Papa-Terra, após uma parada programada para melhoria da integridade do FPSO”, destacou Boeri.

Empresa verticalizada aposta na eficiência operacional
Segundo o executivo, a Brava Energia é a única companhia independente do Brasil verdadeiramente verticalizada. “Estamos presentes em todas as etapas, desde o upstream até o downstream, o que nos permite capturar mais valor em cada fase da produção”, explicou.

Esse modelo integrado faz com que a Brava atue de ponta a ponta na cadeia de óleo e gás, indo desde o Recôncavo baiano até a Azena, região de águas profundas do offshore. “É esse caráter único que nos possibilita operar com mais autonomia e obter maior rentabilidade em todas as fases da produção do hidrocarboneto”, completou.

Entre os avanços mais expressivos da empresa está a adoção da tecnologia Casing Drilling, utilizada pela primeira vez em suas operações no Brasil. “Finalizamos recentemente a perfuração de dois poços com essa técnica, que nos permitiu reduzir em 50% o tempo total de perfuração e em mais de 20% os custos operacionais relacionados a essa etapa. É um ganho substancial de eficiência que eleva a competitividade da empresa e viabiliza projetos que antes não teriam retorno econômico”, detalhou.

Oportunidades no onshore brasileiro
Boeri ressaltou que o mercado onshore brasileiro apresenta grande potencial, principalmente devido ao baixo fator de recuperação dos campos. “Há muito óleo remanescente nos reservatórios. Isso representa uma janela importante para companhias independentes como a Brava”, disse.

Para aproveitar esse cenário, a empresa está implementando estratégias inovadoras. Um exemplo é o uso de tecnologias inéditas no país, como a injeção de nitrogênio, iniciada no campo de Fazenda Belém, e a injeção de polímeros, ambas técnicas de recuperação terciária (IOR). “São soluções com bons resultados em outros países e que estamos adaptando ao contexto brasileiro”, completou.

Tecnologia a serviço da produção e da segurança
A Brava também projeta avanços na gestão dos campos com o uso de salas de controle e monitoramento por drones, além da continuidade de um projeto de geração de vapor para extração de óleo pesado. “Estamos prontos para adotar tecnologias que melhorem tanto nossa eficiência quanto a segurança das operações”, pontuou o diretor.

De acordo com Boeri, os resultados já colocam a Brava como referência em eficiência. “Somos hoje a empresa com maior EBITDA por barril produzido na América Latina. Isso é reflexo do nosso modelo integrado e do foco em performance real — não apenas no custo de extração, mas no valor gerado em toda a cadeia de produção.”

“Você pode ter um lifting cost baixo, por exemplo, se estiver produzindo mais gás. Mas a monetização do gás nem sempre é a ideal. Por isso, o que importa é o resultado completo — custo, valor e rentabilidade”, concluiu.

Assista a entrevista completa, direto no nosso canal do Youtube.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Offshore
Projeto Sergipe Águas Profundas tem plano de desenvolvim...
28/01/26
Royalties
Valores referentes à produção de novembro para contratos...
28/01/26
Gás Natural
Petrobras reduz preços do gás natural para distribuidoras
28/01/26
Gás Natural
Renovação das concessões de gás no Rio exige transparênc...
28/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 antecipa grandes debates e inicia cont...
27/01/26
Gás Natural
Firjan: Rio de Janeiro consolida papel de "hub do gás" e...
27/01/26
Combustíveis
Petrobras reduz preços de gasolina em 5,2% para distribu...
26/01/26
Brasil-Alemanha
PMEs Go Green realiza ciclo de workshops gratuitos com f...
26/01/26
Etanol
Hidratado registra valorização no mercado semanal e diário
26/01/26
Logística
Terminais Ageo captam R$ 450 milhões em debêntures incen...
23/01/26
Petrobras
Alta eficiência amplia refino e aumenta produção de comb...
22/01/26
Combustíveis
IBP: Decisão da ANP garante segurança de abastecimento e...
22/01/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 174 mil barris por ...
21/01/26
Apoio Offshore
Fundo da Marinha Mercante destina R$ 2,3 bilhões à const...
21/01/26
Drilling
Navio-sonda Norbe IX, da Foresea, passa por manutenção p...
21/01/26
Biocombustíveis
Sifaeg destaca novo ciclo de investimentos e consolidaçã...
20/01/26
Navegação Marítima
Descarbonização: a nova rota do setor marítimo brasileiro
20/01/26
PD&I
CEPETRO e Universidade Tecnológica da PETRONAS desenvolv...
19/01/26
Pessoas
Zilor anuncia novo Diretor de Pessoas
19/01/26
Navegação
Petrobras e Transpetro assinam contratos do Programa Mar...
19/01/26
Etanol
Indicadores Cepea mostram etanol hidratado em alta no me...
19/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.