Negócios

Braskem e Petrobras prorrogam preço da nafta por seis meses

Indústria química mostra-se preocupada com o possível reajuste.

Valor Econômico
11/03/2014 10:12
Visualizações: 1444

 

A Braskem e a Petrobras, dona de 36% do capital total da petroquímica, prorrogaram o contrato de fornecimento de nafta, principal matéria-prima da companhia, que venceu no fim de fevereiro e vigorou por cinco anos. Essa prorrogação valeria por pelo menos seis meses, até que se alcance um acordo nas negociações sobre os termos de um novo contrato.
Procurada, a Braskem confirmou a prorrogação do contrato atual, porém não o prazo envolvido. A Petrobras, por sua vez, não respondeu ao pedido de entrevista até o fechamento desta edição.
Em encontro com analistas no dia 18 do mês passado, o presidente da Braskem, Carlos Fadigas, já havia informado que a petroquímica e a estatal estavam discutindo, naquele momento, a prorrogação do contrato em vigor por um "período adicional de alguns meses", já que não havia definição sobre o teor do novo acordo.
O ponto crucial das negociações é o preço da nafta. Conforme fontes do setor, a Petrobras estaria tentando incluir no preço da matéria-prima fornecida à Braskem um custo adicional referente à importação do insumo.
Nos últimos anos, o volume importado de nafta cresceu de forma significativa - alta de 87% entre 2000 e 2011, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Isso teria ocorrido, segundo fontes da indústria, diante da decisão da Petrobras de usar a nafta nacional no chamado "pool" de gasolina (mistura de gasolina tipo A, etanol e nafta) e atender a petroquímica com matéria-prima importada.
Dessa forma, a estatal teria maior controle dos níveis de importação de gasolina. Agora, esse custo com importação de nafta poderia chegar ao contrato de fornecimento para a Braskem, elevando os valores negociados atualmente em cerca de 5%. Por outro lado, na avaliação de um interlocutor, com esse aumento, a estatal poderia recompor parte de suas margens, o que não tem ocorrido pela via do reajuste dos combustíveis.
No quarto trimestre, conforme relatório da Braskem que acompanha os resultados financeiros, o preço da nafta ARA considerando-se a média móvel dos três últimos meses, que é referência para o fornecimento doméstico, foi de US$ 914 por tonelada, frente a US$ 853 por tonelada no terceiro trimestre. Já o preço médio ARA, referência da matéria-prima importada, foi de US$ 929 a tonelada entre outubro e dezembro, com alta de 2% na comparação com o terceiro trimestre.
A Braskem consome anualmente 10 milhões de toneladas de nafta. Desse total, 7 milhões de toneladas são fornecidas pela Petrobras. O restante é importado de países como Argélia, Venezuela e Rússia, em pequena escala.
Em encontro no fim ano passado, representantes da indústria química mostraram-se preocupados com o possível reajuste. A percepção é a de que um aumento dos custos com matéria-prima seria integralmente repassado pela Braskem a toda a cadeia de produção. Para analistas, a medida poderia reduzir o lucro da petroquímica.

A Braskem e a Petrobras, dona de 36% do capital total da petroquímica, prorrogaram o contrato de fornecimento de nafta, principal matéria-prima da companhia, que venceu no fim de fevereiro e vigorou por cinco anos. Essa prorrogação valeria por pelo menos seis meses, até que se alcance um acordo nas negociações sobre os termos de um novo contrato.

Procurada, a Braskem confirmou a prorrogação do contrato atual, porém não o prazo envolvido. A Petrobras, por sua vez, não respondeu ao pedido de entrevista até o fechamento desta edição.

Em encontro com analistas no dia 18 do mês passado, o presidente da Braskem, Carlos Fadigas, já havia informado que a petroquímica e a estatal estavam discutindo, naquele momento, a prorrogação do contrato em vigor por um "período adicional de alguns meses", já que não havia definição sobre o teor do novo acordo.

O ponto crucial das negociações é o preço da nafta. Conforme fontes do setor, a Petrobras estaria tentando incluir no preço da matéria-prima fornecida à Braskem um custo adicional referente à importação do insumo.

Nos últimos anos, o volume importado de nafta cresceu de forma significativa - alta de 87% entre 2000 e 2011, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Isso teria ocorrido, segundo fontes da indústria, diante da decisão da Petrobras de usar a nafta nacional no chamado "pool" de gasolina (mistura de gasolina tipo A, etanol e nafta) e atender a petroquímica com matéria-prima importada.

Dessa forma, a estatal teria maior controle dos níveis de importação de gasolina. Agora, esse custo com importação de nafta poderia chegar ao contrato de fornecimento para a Braskem, elevando os valores negociados atualmente em cerca de 5%. Por outro lado, na avaliação de um interlocutor, com esse aumento, a estatal poderia recompor parte de suas margens, o que não tem ocorrido pela via do reajuste dos combustíveis.

No quarto trimestre, conforme relatório da Braskem que acompanha os resultados financeiros, o preço da nafta ARA considerando-se a média móvel dos três últimos meses, que é referência para o fornecimento doméstico, foi de US$ 914 por tonelada, frente a US$ 853 por tonelada no terceiro trimestre. Já o preço médio ARA, referência da matéria-prima importada, foi de US$ 929 a tonelada entre outubro e dezembro, com alta de 2% na comparação com o terceiro trimestre.

A Braskem consome anualmente 10 milhões de toneladas de nafta. Desse total, 7 milhões de toneladas são fornecidas pela Petrobras. O restante é importado de países como Argélia, Venezuela e Rússia, em pequena escala.

Em encontro no fim ano passado, representantes da indústria química mostraram-se preocupados com o possível reajuste. A percepção é a de que um aumento dos custos com matéria-prima seria integralmente repassado pela Braskem a toda a cadeia de produção. Para analistas, a medida poderia reduzir o lucro da petroquímica.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Evento
Fenasucro & Agrocana 2026 aprimora rastreabilidade de em...
10/06/26
Meio Ambiente
Constellation apoia restauração de recifes de coral no N...
10/06/26
Parceria
MME promove nova rodada de debate sobre a Estratégia Nac...
09/06/26
Etanol
Preço do hidratado cai pela 2ª semana consecutiva
09/06/26
BOGE 2026
Smart Control ganha destaque na Bahia Oil & Gas Energy 2...
08/06/26
Investimentos
Mar aberto para o crescimento: investimentos impulsionam...
08/06/26
Transmissão
ENGIE lidera projeto de tecnologia inédito e investe R$ ...
08/06/26
Aviação
O Brasil pode se tornar uma potência em SAF
08/06/26
Etanol
Mercado de etanol encerra a primeira semana de junho pre...
08/06/26
BRANDED CONTENT
Complexo de Energias Boaventura impulsiona o futuro ener...
05/06/26
PPSA
CNOOC e Petrochina arrematam cargas de Atapu e de Bacalh...
05/06/26
Descomissionamento
Ecovix e Gerdau finalizam desmontagem da plataforma P-32...
04/06/26
Biometano
Gás Verde e Knauf fecham parceria para fornecimento de b...
04/06/26
BOGE 2026
Mayekawa do Brasil presente na Bahia Oil & Gas Energy
03/06/26
Meio Ambiente
TIM amplia geração própria de energia renovável e usa in...
03/06/26
Investimento
Projeto de coleta de óleos e gorduras residuais irá rece...
03/06/26
BOGE 2026
WIKA apresenta soluções para medição e controle de proce...
03/06/26
Etanol
Brasil pode mais que dobrar produção de etanol até 2040 ...
03/06/26
GLP
Posicionamento do Sindigás sobre reunião da Diretoria Co...
03/06/26
Combustíveis
Petrobras aprova adesão à nova subvenção econômica e pre...
03/06/26
Resultado
Com 5,640 milhões de barris de óleo equivalente por dia ...
02/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.