Venezuela

Braskem e Pequiven tocam Megaprojeto petroquímico

JORNAL DO COMMERCIO
21/01/2008 02:03
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O Conselho de Administração da Braskem aprovou investimento de US$ 91 milhões para detalhamento técnico e econômico de projetos de produção anual de 450 mil toneladas de polipropileno e de 1,3 milhão de toneladas de polietileno na Venezuela. A sócia do projeto, a petroquímica venezuelana Pequiven, investirá outros US$ 91 milhões, segundo informou o presidente da petroquímica brasileira, José Carlos Grubisich. A produção de polipropileno na Propilsur está prevista para o início de 2010 e a de polietileno na Polimerica, para 2012.

Em cinco anos, as duas petroquímicas deverão investir cerca de US$ 3,5 bilhões nos projetos, sendo 70% com financiamento de bancos de desenvolvimento, agências de crédito às exportações e bancos comerciais. "Esse será o projeto mais competitivo das Américas e da Bacia do Atlântico", afirmou.

Grubisich informou não ter fechado o nome do terceiro sócio na Venezuela, que terá 2% do capital nas duas sociedades para evitar que sejam classificadas como estatais naquele país. "Pode ser banco ou investidor de outra natureza", disse.

Grubisich informou que a companhia tem investido entre US$ 60 milhões e US$ 70 milhões em pesquisas e desenvolvimento de matérias-primas que reduzam a sua dependência ao nafta. "Dois programas são prioritários: nanotecnologia e polímeros a partir de matéria-prima renovável", disse.

A Braskem já trabalha para produzir 200 mil toneladas de polietileno verde, ou seja, feito à base de cana-de-açúcar, a partir do final de 2009. Isso representará cerca de 10% da produção total de polietileno da companhia. "Na biomassa, a Braskem quer ser o que os países do Oriente Médio são hoje na petroquímica tradicional", disse.


A Braskem está olhando com atenção para investimentos no Peru, onde existem reservas de gás natural. Como o plano das empresas no país é o de exportar, sobretudo para o México, gás liquefeito e fertilizantes - a parte seca do gás, ou seja, o metano -, seria "viável e rentável", como explicou Grubisich, que a Braskem faça uma separadora para extrair as matérias-primas utilizadas na petroquímica: etano, propano e butano.

Grubisich informou que o projeto no Peru está em fase inicial e ainda não tem data para o início do investimento. "Estamos na fase de montagem, de olhar a matéria-prima e a atratividade do projeto", completou.

Segundo Grubisich, o importante para a decisão desse investimento é que haja fluxo assegurado e constante de gás. Esse fluxo no Peru, segundo ele, poderia até ser inferior aos 35 milhões de metros cúbicos por dia - estimados para o projeto da Braskem na Bolívia, que está congelado exatamente pela falta de garantia desse abastecimento. O gás do Peru é mais "úmido", portanto, tem mais matérias-primas para a produção do polipropileno.

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