Etanol

Brasil será estratégico para suprir demanda mundial por etanol de primeira geração até 2050

Redação/Assessoria Unica
04/10/2017 17:33
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Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), nos próximos 33 anos o etanol terá um papel importante no processo de "descarbonização" da matriz energética de diversos países, e o biocombustível brasileiro, de cana, é praticamente o único combustível renovável de primeira geração (1G) capaz de fazer uma contribuição significativa neste sentido.

Esta também foi a conclusão de especialistas da indústria e do setor financeiro do Brasil e da Europa durante uma sessão de debates da 6ª edição da Conferência Internacional sobre Etanol Lignocelulósico, evento realizado pela Comissão Europeia e a multinacional Novozymes entre os dias 27 e 28 de setembro, em Bruxelas.

Convidada para palestrar no painel Desenvolvimentos Internacionais para Combustíveis de Baixo Carbono", mediado pelo secretário Geral da ePURE, Emmanuel Desplechin, a assessora sênior da presidência para Assuntos Internacionais da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Géraldine Kutas, ressaltou que o etanol de segunda geração, fabricado a partir de resíduos agrícolas ou industriais, vai complementar o 1G, e não substitui-lo.

"As demandas geradas pelas necessidades de se buscar uma economia de baixo carbono são tão grandes que não podemos prescindir do biocombustível 1G, que no Brasil apresenta ótimo desempenho ambiental e climático. É considerado, igualmente, um dos mais sustentável do mundo", explica a executiva da Unica, que também frisou a necessidade de se adotar políticas de incentivos, em vez de medidas restritivas ao uso do etanol 1G . "Ao contrário do discutindo atualmente na União Europeia (UE), tetos de participação dos biocombustíveis não estimulam a ´descarbonização´ do transporte O efeito é justamente o contrário, compromete negativamente as metas dos países europeus no Acordo de Paris", completou.

O analista sênior da IEA, Adam Brown, afirmou que nas próximas três décadas o etanol 2G e o de cana 1G continuarão sendo estratégicos para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Em seguida, o líder do Programa de Energia e Divisão da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), Olivier Dubois, observou que a distinção sobre 1G e 2G faz cada vez menos sentido em relação ao uso de modelização econômica para tratar do tema Mudança de Uso do Solo Indireta (Indirect Land Use Change). Ele elogiou o biocombustível brasileiro como um exemplo de sustentabilidade, principalmente por não conflitar com a produção de alimentos.

Plataforma

O destaque final do painel foi a participação do representante da Missão Brasil junto à União Europeia, André Odenbreit, que falou sobre a Plataforma Biofuturo, iniciativa formada por entidades de 20 nações para promover a cooperação e o diálogo entre governos, indústria e organizações internacionais. Desta convergência, espera-se a expansão dos biocombustíveis avançados de baixo carbono na matriz energética global.

Nos próximos dias 24 e 25 de outubro haverá um evento da Plataforma no Hotel Estanplaza International, em São Paulo (SP). A participação é livre para todos os convidados por meio de inscrições online. As vagas são limitadas.

 

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