Energias renováveis

Brasil poderá ser referência mundial em energias renováveis

Redação/Assessoria
01/08/2017 08:43
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Em seminário no MCTIC, especialistas alertam que o uso das energias renováveis é uma oportunidade econômica. "As fontes renováveis já geram por volta de 10 milhões de empregos de qualidade no mundo. Esse é um potencial que nosso país precisa aproveitar", ressaltam

O Brasil é incrível no aspecto energético, e devemos caminhar para a nossa sustentabilidade. A afirmação foi feita pelo secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Alvaro Prata, durante o seminário "O Mundo, o Brasil e as energias renováveis: eólica e solar", realizado na quinta-feira (27), em Brasília. A declaração do secretário foi reforçada pelos palestrantes durante o evento. De acordo com dados apresentados por eles, o Brasil é hoje a 9ª economia mundial em capacidade de geração de energia eólica.

"Ultrapassamos a Itália no ano passado. Somos o quinto país que mais investiu em energia eólica no ano passado, cerca de R$ 18 bilhões. O Brasil tem o melhor vento do mundo para produção de energia eólica, segundo especialistas do setor", afirmou a presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Gannoum.

Ela acrescentou que a capacidade do país "é altíssima" e acima da média mundial. "O Brasil figura como o terceiro país mais atrativo em investimentos no setor de fontes renováveis, sendo a eólica a principal protagonista. Hoje, o país tem 11,6 gigawatts de capacidade instalada. Somos uma usina de Belo Monte em capacidade e em geração de energia. A diferença é que essa usina está espalhada pelo Nordeste brasileiro e demais regiões do país", disse.

Bons ventos e muito sol

Segundo Gannoum, a média de aproveitamento da matriz eólica em países desenvolvidos fica em torno de 23%, enquanto, no Brasil, é de 38%. "Mas também chegamos à situação excepcional muito acima dessa média", afirmou o secretário Prata, referindo-se à capacidade eólica de estados brasileiros, como o Piauí. "Lá, o aproveitamento da energia eólica é de 70%, ou seja, a perda é de apenas 30%. Na Europa, a eficiência do aproveitamento fica em torno dos 30%. É muito difícil conseguir aproveitar porcentagem tão alta de uma energia que vem para nós de graça. O vento está aí."

O vento e o sol. De graça ou quase de graça. O presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Lopes Sauaia, apresentou dados que comprovam a redução dos valores cobrados pela comercialização da energia solar fotovoltaica em alguns países, que podem chegar a US$ 30 o megawatt/hora. "Isso é mais barato que o carvão mineral, considerado custo mais baixo do mundo. Especialistas apontam que essa fonte será, a partir de 2030, uma das mais baratas para geração de energia elétrica do planeta e vai ser tornar fonte do nosso cotidiano", explicou.

Segundo ele, o uso das energias renováveis é uma oportunidade econômica. "As fontes renováveis já geram por volta de 10 milhões de empregos de qualidade no mundo. A energia solar sozinha é responsável por mais de 3 milhões de empregos no planeta. Esse é um potencial que nosso país precisa aproveitar. São empregos de qualidade, majoritariamente, de nível técnico e superior com salários acima da média nacional. O volume de empregos gerados pela fonte fotovoltaica é significativo: na faixa de 25 a 30 empregos diretos por megawatts instalado, o que faz dessa fonte uma locomotiva da geração de empregos", observou.

Na Alemanha, de acordo com Sauaia, já são mais de 300 mil empregos no setor. "É uma decisão econômica do Brasil. Existe uma grande oportunidade de grande prazo e o país tem todas as condições de se tornar referência mundial", acrescentou. No setor eólico não é diferente, a cada ano são gerados no país cerca de 40 mil postos de trabalho. No ano passado, a energia eólica cresceu 46% e colocou milhares de pessoas no setor produtivo gerando renda."

Nesse sentido, a diretora de projeto da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ, na sigla em inglês), Tina Ziegler, defendeu que o país valorize o setor, observando as condições naturais privilegiadas do território nacional. "O Brasil tem uma radiação muito boa para energia solar, é muito privilegiado. Diversificar a matriz energética brasileira pode gerar muitos empregos e renda para o país".

O secretário Prata está de acordo. "Mais e mais temos que fazer uso intensivo e inteligente da energia solar e das nossas fontes renováveis. Temos essas matrizes com muita abundância. Caminhemos para a sustentabilidade".

 

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