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Energia Nuclear

Brasil pode dominar todo o processo do urânio até 2014

25/11/2009 | 10h03

O Brasil poderá ser autossuficiente em todo o processo de extração e enriquecimento de urânio em 2014, um ano antes de entrar em operação da usina de Angra 3. Para tanto, as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e a Marinha pleiteiam com a União e parlamentares aumento no orçamento das pesquisas nucleares. Segundo Alfredo Tranjan Filho, presidente das INB, se houver recursos suficientes, o Brasil não apenas poderá se tornar autossuficiente no setor nuclear como, futuramente, respeitados os tratados internacionais, até exportar urânio enriquecido.

 

Hoje o Brasil exporta o urânio extraído da jazida de Caetité (BA) para o Canadá, onde ele é transformado em gás e parte para a Europa, onde é enriquecido e retorna para o país. Nos últimos dias, por exemplo, chegou um navio com urânio enriquecido no porto do Rio, de onde partiu para Resende. Lá ficam as instalações das INB.

 

O Brasil começou recentemente a enriquecer urânio, mas ainda em escala pequena. Para o projeto avançar, há emendas parlamentares de mais de R$ 100 milhões para investimentos no desenvolvimento da autonomia brasileira de processamento de combustível nuclear. Outros R$ 25 milhões podem ser destinados à Marinha, que domina a tecnologia e trabalha na construção de um submarino movido a energia nuclear. Ontem, foi criada em Brasília a frente parlamentar mista em defesa do Programa Nuclear Brasileiro (PBM), para defender mais recursos a essas pesquisas.

 

O governo tem projetos para construir dois complexos nucleares. O primeiro, para começar a gerar energia elétrica a partir de 2019, será alocado no Nordeste. O segundo, no Sudeste, começará a operar em 2023, segundo o Plano Nacional de Energia.

 

Para Leonam dos Santos Guimarães, executivo da Eletronuclear, é grande a expectativa de que se cresça a participação das nucleares no Plano Nacional de Energia até 2035, assim como de que se busquem novos parques geradores nucleares. Segundo Paulo Altaur Pereira Costa, secretário-adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, no médio prazo, a expansão das hidrelétricas ainda deve receber os investimentos mais intensos para geração. "Mas, no longo prazo, temos de avaliar as várias fontes disponíveis e tenho certeza de que a energia nuclear vai ganhar importância", comenta.

 

Militantes do setor - que enfrenta forte oposição de ambientalistas -, defendem o fato de as nucleares serem menos poluentes e os investimentos em segurança serem suficientes para evitar acidentes de maior magnitude. Para ambientalistas, porém, o risco é alto.

 

Segundo Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a autossuficiência no urânio brasileiro é um desejo e sobre ele há grande expectativa. A perspectiva na exportação de urânio enriquecido é, principalmente econômica, já que o Brasil já exporta o minério em pó (conhecido como "yellow cake"). Tranjan, da INB, deixa claro, porém, que o tema tem de ser avaliado com cautela pelo governo e que só poderá ser exportado o excedente do consumo nacional, desde que avaliados os compradores e respeitadas as condições da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea).



Fonte: Valor Econômico
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