Energia Eólica

Brasil está perto de integrar lista dos dez maiores produtores

GWEC divulgou relatório para os anos 2014-2018.

Revista TN Petróleo, redação com assessoria
09/04/2014 15:53
Brasil está perto de integrar lista dos dez maiores produtores Imagem: Deposit Photos Visualizações: 1355

 

O Brasil está perto de integrar o ranking dos dez maiores países produtores de energia eólica. A afirmação foi feita pelo secretário-geral do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC), durante a apresentação do relatório Global Wind Report – Annual Market Update, realizada hoje (9). O documento atualiza o status da indústria global, juntamente com as projeções do mercado para os anos 2014-2018.
O Conselho espera instalações de, pelo menos, 47 GW em 2014, um aumento dramático em relação aos níveis de 2013. O mercado será liderado por China, mas com forte recuperação no mercado dos Estados Unidos (EUA), instalações recorde no Canadá e no Brasil e centenas de MW na África do Sul.
 
"O mercado mundial está de volta no caminho certo para 2014", disse Sawyer. Segundo ele, um mercado chinês forte, a recuperação nos EUA e um papel crescente das economias emergentes no mercado global significa que, até o ano que vem, o crescimento no setor será constante, "senão espetacular, chegando a dobrar suas instalações globais durante os próximos anos, até 2018".
As previsões apontam que o Brasil terá um crescimento exponencial nos próximos dois anos, liderando a performance da América Latina.
“A energia eólica tem um futuro promissor no país e se tornou parte fundamental na composição da matriz elétrica brasileira. Tivemos um excelente ano em 2013, no que se refere às contratações da fonte nos leilões, e nossa perspectiva continua muito positiva para 2014", afirmou a presidente executiva da ABEEólica, Elbia Melo. Segundo a executiva, um número bem conservador aponta para, no mínimo, 2 GW de energia eólica este ano. "2014 será muito importante para o setor eólico brasileiro, visto que colocaremos em operação 4 GW até o final do ano”, conclui.
Política climática se faz necessária
O GWEC advertiu que, sem uma política climática global forte, é improvável que o crescimento do mercado retome a média de 20 a 25%, que o marcou nas últimas duas décadas.
Na ausência de um preço global para o carbono, ou qualquer coisa perto disso, outros atributos da energia eólica vêm à tona. Hoje, em muitos mercados, o aspecto mais atraente dessa fonte é sua relação custo e competitividade. A energia eólica já está competindo, com sucesso, contra fontes altamente subsidiadas em um número crescente de mercados, conforme a tecnologia e sua implementação vem melhorando de forma contínua e a criação de emprego permanece uma prioridade em praticamente todos os países. Além disso, os recentes acontecimentos na Ucrânia e, em outros países, apontam para a contribuição desta fonte de energia para a segurança energética.
"A energia eólica tornou-se, hoje, uma tecnologia tradicional e parte central do desenvolvimento do mercado de energia elétrica, em um número crescente de países", continuou Sawyer. "Entretanto, para que a indústria atinja seu pleno potencial, é essencial que os governos levem a sério a mudança climática, e logo".
O documento Global Wind Report – Annual Market Update oferece uma visão instantânea e abrangente da indústria global, que hoje está presente em mais de 80 países, sendo que 24 deles possuem mais de 1,000 MW instalados. A edição deste ano inclui percepções dos mercados de energia eólica mais importantes do mundo, tendências futuras com projeções para 2014-2018, a análise da Siemens Wind com relação ao debate sobre custos, um capítulo sobre o futuro da energia renovável e a situação do mercado offshore mundial.

O Brasil está perto de integrar o ranking dos dez maiores países produtores de energia eólica. A afirmação foi feita pelo secretário-geral do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC), durante a apresentação do relatório Global Wind Report – Annual Market Update, realizada hoje (9). O documento atualiza o status da indústria global, juntamente com as projeções do mercado para os anos 2014-2018.

O Conselho espera instalações de, pelo menos, 47 GW em 2014, um aumento dramático em relação aos níveis de 2013. O mercado será liderado por China, mas com forte recuperação no mercado dos Estados Unidos (EUA), instalações recorde no Canadá e no Brasil e centenas de MW na África do Sul. "O mercado mundial está de volta no caminho certo para 2014", disse Sawyer. Segundo ele, um mercado chinês forte, a recuperação nos EUA e um papel crescente das economias emergentes no mercado global significa que, até o ano que vem, o crescimento no setor será constante, "senão espetacular, chegando a dobrar suas instalações globais durante os próximos anos, até 2018".

As previsões apontam que o Brasil terá um crescimento exponencial nos próximos dois anos, liderando a performance da América Latina.

“A energia eólica tem um futuro promissor no país e se tornou parte fundamental na composição da matriz elétrica brasileira. Tivemos um excelente ano em 2013, no que se refere às contratações da fonte nos leilões, e nossa perspectiva continua muito positiva para 2014", afirmou a presidente executiva da ABEEólica, Elbia Melo. Segundo a executiva, um número bem conservador aponta para, no mínimo, 2 GW de energia eólica este ano. "2014 será muito importante para o setor eólico brasileiro, visto que colocaremos em operação 4 GW até o final do ano”, conclui.


Política climática se faz necessária

O GWEC advertiu que, sem uma política climática global forte, é improvável que o crescimento do mercado retome a média de 20 a 25%, que o marcou nas últimas duas décadas.

Na ausência de um preço global para o carbono, ou qualquer coisa perto disso, outros atributos da energia eólica vêm à tona. Hoje, em muitos mercados, o aspecto mais atraente dessa fonte é sua relação custo e competitividade. A energia eólica já está competindo, com sucesso, contra fontes altamente subsidiadas em um número crescente de mercados, conforme a tecnologia e sua implementação vem melhorando de forma contínua e a criação de emprego permanece uma prioridade em praticamente todos os países. Além disso, os recentes acontecimentos na Ucrânia e, em outros países, apontam para a contribuição desta fonte de energia para a segurança energética.

"A energia eólica tornou-se, hoje, uma tecnologia tradicional e parte central do desenvolvimento do mercado de energia elétrica, em um número crescente de países", continuou Sawyer. "Entretanto, para que a indústria atinja seu pleno potencial, é essencial que os governos levem a sério a mudança climática, e logo".

O documento Global Wind Report – Annual Market Update oferece uma visão instantânea e abrangente da indústria global, que hoje está presente em mais de 80 países, sendo que 24 deles possuem mais de 1,000 MW instalados. A edição deste ano inclui percepções dos mercados de energia eólica mais importantes do mundo, tendências futuras com projeções para 2014-2018, a análise da Siemens Wind com relação ao debate sobre custos, um capítulo sobre o futuro da energia renovável e a situação do mercado offshore mundial.

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