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Acordo

Brasil e Noruega renovam compromisso de cooperação em pesquisa científica

21/09/2016 | 11h15
Brasil e Noruega renovam compromisso de cooperação em pesquisa científica
Divulgação Divulgação

Os ministros da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações do Brasil, Gilberto Kassab, e da Educação e Pesquisa da Noruega, Torbjørn Røe Isaksen, assinaram nesta terça-feira (20) uma declaração conjunta para fortalecer a cooperação bilateral. O documento estende até 31 de março de 2020 o compromisso estabelecido em 2008 entre os dois países. Segundo Kassab, é uma oportunidade para o lançamento de chamadas públicas conjuntas e intercâmbio de pesquisadores por meio de acordos já firmados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) com Conselho de Pesquisa da Noruega (RCN, na sigla em inglês).

"A nossa expectativa é que essa visita possa nos dar a oportunidade de restabelecer parcerias e, mais do que isso, iniciar conjuntamente uma série de ações para fortalecer as nossas políticas públicas vinculadas ao sistema sob responsabilidade do ministério", disse Kassab.

Segundo o ministro Isaksen, a estratégia norueguesa de ciência, tecnologia e inovação para o período de 2016 a 2020, conhecida como Panorama, colocou o Brasil como um dos seis países prioritários para cooperação fora da União Europeia. "Dentro do documento, enfatizamos a necessidade de receber alunos brasileiros, como aconteceu nos últimos anos pelo programa Ciência sem Fronteiras, mas também destacamos o interesse de que nossos estudantes venham para as universidades daqui", informou.

Ele também expressou o compromisso norueguês em "construir uma relação ainda melhor e mais forte" com o Brasil. "Nós consideramos importante que exista um grupo de trabalho ministerial, porque, para que uma relação bilateral se consolide em longo prazo, é necessário aproximar as instituições. Assim, podemos identificar áreas de interesse comum e planejar mecanismos concretos para ser a base da nossa colaboração no futuro."

Cooperação

Para o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Alvaro Prata, a Noruega é uma referência para a ciência brasileira. "À medida que nós nos aprofundávamos na busca pelo petróleo, por exemplo, nós nos espelhávamos em vocês", disse. "Com o advento do pré-sal e, sobretudo, a expectativa de seu grande impacto em nossa economia, seu país se afirmou no nosso imaginário, porque talvez tenha sido a nação que melhor lidou com o sucesso de possuir uma grande fonte de recursos naturais, ao não permitir que uma área bem mais abrangente ligada à ciência, tecnologia e inovação pudesse ficar dependente exclusivamente do petróleo e do gás."

Em 2013, os dois países formalizaram o interesse de cooperar em petróleo e gás por meio da Estratégia Brasil-Noruega para o Século 21(BN 21). Em 2015, Finep e RCN lançaram um edital para apoiar parcerias entre empresas e instituições de pesquisa no desenvolvimento de tecnologias para o setor. Enquanto a Finep aportou R$ 5 milhões para subvenção econômica, o conselho de pesquisa nórdico contribuiu com R$ 4,4 milhões de recursos não reembolsáveis. Os projetos apoiados são desenvolvidos nas áreas de tecnologias ambientais e submarinas e recuperação avançada de petróleo.

Prata sublinhou que o governo federal defende uma política de conteúdo local por meio do Programa de Estímulo à Competitividade da Cadeia Produtiva, ao Desenvolvimento e ao Aprimoramento de Fornecedores do Setor de Petróleo e Gás Natural (Pedefor). "Estamos muito preocupados em desenvolver e aprimorar os fornecedores nacionais no setor. E queremos poder contar, como sempre, com a parceria dos noruegueses, seja das empresas, das instituições ou do governo, para que nos ajudem a aumentar esse índice."

Clima

O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTIC, Jailson de Andrade, ressaltou a cooperação bilateral em mudanças climáticas, especialmente por meio da colaboração da Noruega com o Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a fim de captar investimentos em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável da floresta amazônica.

Jailson reforçou o desejo do MCTIC de incluir na cooperação a pesquisa marinha. "O Brasil tem ampliado bastante sua presença no Atlântico Sul e hoje possui o Navio de Pesquisa Hidroceanográfico Vital de Oliveira, um dos mais modernos do mundo", comentou. "Gostaríamos de colaborar com a Noruega em pesquisa polar, no Ártico ou na Antártica, por meio do acesso de cientistas brasileiros à base de Svalbard. Ao mesmo tempo, os colegas noruegueses aproveitariam nossa infraestrutura no Atlântico Sul e Antártica."

Também participaram do encontro os presidentes da Finep, Marcos Cintra, e do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Sergio Gargioni, e os diretores de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do CNPq, Marcelo Morales, e de Temas Científicos e Tecnológicos do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Benedicto Fonseca Filho. Pela delegação escandinava, compareceram a embaixadora da Noruega, Aud Marit Wiig, o diretor do RCN, Arvid Hallén, e reitores de três universidades.

Reino Unido

O ministro Gilberto Kassab também recebeu nesta terça-feira o embaixador do Reino Unido no Brasil, Alexander Ellis, que apresentou a iniciativa FameLab Brasil de aproximação entre cientistas e o público. O projeto está presente em 32 países.

"É uma espécie de laboratório da fama em que os cientistas expõem os seus trabalhos em três minutos de uma forma competitiva. As pessoas podem votar e escolher os melhores projetos. Eles já têm o FameLab funcionando em diversas partes do mundo e a ideia é ampliar para todo o país. O MCTIC, através da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento está interessado, e vamos, agora, começar a desenhar o acordo", explicou o secretário Jailson de Andrade.

Ele e o embaixador dialogaram também sobre um acordo de cooperação do MCTIC com o serviço britânico de meteorologia, o Met Office, em torno de modelagem climática, ciclo de carbono e desastres naturais.



Fonte: Redação/Assessoria MCTIC
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