Cooperação Energética

Brasil e Alemanha vão intensificar cooperação na área energética

MME
20/08/2015 15:12
Brasil e Alemanha vão intensificar cooperação na área energética Imagem: Ilustração TN Petróleo Visualizações: 580

 

Brasil e Alemanha vão criar um grupo de alto nível para debater formas de cooperação bilateral para a expansão de ações de sustentabilidade em energia. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, recebeu o vice-ministro de Economia e Energia, Matthias Machnig, nesta quinta-feira (20/08), e durante o encontro foi acordada a constituição de um grupo de alto nível governamental e um fórum empresarial bilateral Brasil-Alemanha com representantes do setor produtivo, para dinamizar investimentos e a troca de conhecimento e tecnologias. O objetivo da criação desses grupos é realizar negociações e atividades buscando resultados concretos.
“Acreditamos que por parte do governo brasileiro não há nenhuma dificuldade em criar esses grupos. Estamos comprometidos com a implementação do grupo de alto nível e em participar do fórum binacional, incluindo também as empresas, para fomentar os investimentos nos dois países”, afirmou Eduardo Braga, durante o encontro.
Braga sugeriu que o grupo possa se reunir anualmente para avaliar e implementar políticas públicas que possam favorecer ações em energia.
Segundo Machnig, a Alemanha já alcançou bons resultados em parcerias similares executadas com outros países, contando com a participação dos Ministérios das áreas de Energia, Comércio e Indústria, e Meio Ambiente, e contando a participação de empresas.
“Reconhecemos a existência de um grande potencial de cooperação entre o Brasil e a Alemanha. Temos um interesse comum, que é ter mais sustentabilidade e energias renováveis em nossas matrizes. Precisamos debater como podemos intensificar esse diálogo”, disse Machnig.
O ministro e sua contraparte alemã expuseram informações sobre as similaridades entre as matrizes energéticas dos dois países, com grande foco nas energias renováveis.
O Brasil conta com 40% de oferta interna de energia (que inclui todas as fontes de energia) composta por fontes renováveis. Considerando apenas a energia elétrica, 75% da oferta é de fontes renováveis, como a hidráulica, eólica, solar e biomassa. Eduardo Braga destacou que até 2030, a capacidade instalada de energia eólica deve chegar a 30 mil MW; 10 mil MW para a energia solar fotovoltaica e 20 mil MW de biomassa no mesmo horizonte de tempo. A Alemanha desenvolve tecnologias novas para armazenamento de energia em forma de gás e calor, que interessam ao Brasil.
Braga destacou a importância dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, com a adição de 27% de etanol na gasolina, iniciada este ano, e de 7% de biodiesel no diesel, com estudos em curso sobre a possibilidade de expansão desse percentual nos próximos anos.

Brasil e Alemanha vão criar um grupo de alto nível para debater formas de cooperação bilateral para a expansão de ações de sustentabilidade em energia. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, recebeu o vice-ministro de Economia e Energia, Matthias Machnig, nesta quinta-feira (20/08), e durante o encontro foi acordada a constituição de um grupo de alto nível governamental e um fórum empresarial bilateral Brasil-Alemanha com representantes do setor produtivo, para dinamizar investimentos e a troca de conhecimento e tecnologias. O objetivo da criação desses grupos é realizar negociações e atividades buscando resultados concretos.

“Acreditamos que por parte do governo brasileiro não há nenhuma dificuldade em criar esses grupos. Estamos comprometidos com a implementação do grupo de alto nível e em participar do fórum binacional, incluindo também as empresas, para fomentar os investimentos nos dois países”, afirmou Eduardo Braga, durante o encontro.

Braga sugeriu que o grupo possa se reunir anualmente para avaliar e implementar políticas públicas que possam favorecer ações em energia.

Segundo Machnig, a Alemanha já alcançou bons resultados em parcerias similares executadas com outros países, contando com a participação dos Ministérios das áreas de Energia, Comércio e Indústria, e Meio Ambiente, e contando a participação de empresas.

“Reconhecemos a existência de um grande potencial de cooperação entre o Brasil e a Alemanha. Temos um interesse comum, que é ter mais sustentabilidade e energias renováveis em nossas matrizes. Precisamos debater como podemos intensificar esse diálogo”, disse Machnig.

O ministro e sua contraparte alemã expuseram informações sobre as similaridades entre as matrizes energéticas dos dois países, com grande foco nas energias renováveis.

O Brasil conta com 40% de oferta interna de energia (que inclui todas as fontes de energia) composta por fontes renováveis. Considerando apenas a energia elétrica, 75% da oferta é de fontes renováveis, como a hidráulica, eólica, solar e biomassa. Eduardo Braga destacou que até 2030, a capacidade instalada de energia eólica deve chegar a 30 mil MW; 10 mil MW para a energia solar fotovoltaica e 20 mil MW de biomassa no mesmo horizonte de tempo. A Alemanha desenvolve tecnologias novas para armazenamento de energia em forma de gás e calor, que interessam ao Brasil.

Braga destacou a importância dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, com a adição de 27% de etanol na gasolina, iniciada este ano, e de 7% de biodiesel no diesel, com estudos em curso sobre a possibilidade de expansão desse percentual nos próximos anos.

 

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