GLP

BR e o gás: a escolha de Sophia

Apesar da provocação do secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, argumentando que há um conflito entre o incentivo da Petrobras em desenvolver o mercado de gás natural canalizado e a participação da BR no setor de GLP, o presidente da BR Distribuidora, Rodo


19/11/2004 00:00
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Apesar da provocação do secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, argumentando que há um conflito entre o incentivo da Petrobras em desenvolver o mercado de gás natural canalizado e a participação da BR no setor de GLP, o presidente da BR Distribuidora, Rodolfo Landim, destacou que o aumento da produção de gás natural também facilita o aumento da produção de GLP e que a "escolha de Sophia" sugerida pelo secretário não existe.
"O gás que sai do campo de petróleo é um composto de hidrocarbonetos, que passa por uma unidade de processamento de gás natural (UPGN), na qual se separam os componentes para o gás natural canalizado, basicamente etano, e sobram outros gases utilizados para a fabricação do GLP", resume. Segundo Landim não há nenhum conflito e a expectativa da Petrobras é de que o consumo de gás natural passe dos atuais 41 milhões de m³ por ano, para 100 milhões de m³ anualmente em 2010. Segundo Landim, quanto mais gás natural o país produzir, mais GLP terá.
Victer também criticou o incentivo ao mercado de GLP dizendo que o Brasil não tem condições de aumentar sua produção do combustível a menos que seja instalada uma nova refinaria. Em conseqüência desta limitação da indústria, o aumento do mercado de GLP implica na importação do produto. Atualmente, cerca de 15% do GLP consumido no Brasil é importado e, segundo Victer, o país gasta aproximadamente US$ 20 milhões em divisas com esta importação.
Landim lembrou o o secretário de que parte do gás canalizado também é importado e pago com divisas. Dos 41 milhões de m³ de gás natural que o Brasil consome anualmente, 22 milhões de m³ são importados da Bolívia.

Sophia - Durante a apresentação no seminário sobre o Mercado de GLP, realizado nesta sexta-feira (19/11) na Fecomércio-RJ, Landim informou que a marca oficial da empresa de distribuição de GLP será Liquigas Distribuidora SA e terá a marca da BR associada ao nome. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste marca do botijão será Liquigas, no Norte e Nordeste ainda existem as marcas Novogás e Tropigás, ambas associadas ao símbolo BR. A razão social Sophia, foi escolhida temporariamente e será substituída por Liquigás.

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