Negócios

BNDES injeta R$ 82 milhões em empresa de energia de Eike

Banco não participará de capitalizações de outras empresas do grupo.

Folha de São Paulo
22/08/2013 15:59
Visualizações: 1086

 

O Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) colocou R$ 82 milhões na MPX, braço de energia de Eike Batista, para manter sua participação de 10,3% após o aumento de capital da empresa.
O banco não deve, porém, participar de eventuais capitalizações de outras empresas do grupo. Segundo a 'Folha' apurou, o BNDES mantém ações da MMX e da OGX por causa do fundo de investimento ECO11, que lançou em 2012 com empresas que divulgam suas emissões de CO2.
O investimento em ações do banco é feito por meio da BNDESPar, empresa de participações da instituição, que tem 0,66% do capital da MMX, de mineração (ou R$ 9,8 milhões investidos), e 0,26% do capital da OGX, que valem em torno de R$ 7 milhões.
Quando se concluir a operação de aumento de capital, no fim do mês, o controle da MPX passará para a sócia de Eike, a alemã E.ON. Foram subscritas 65,5% das ações do aumento de capital social de R$ 800 milhões, com sobra de 42,79 milhões de ações. Amanhã, começa o período de reserva de sobras.
De acordo com o analista-chefe da Geral Investimentos, Carlos Müller, a MPX é o melhor ativo do grupo EBX, e, para um banco como o BNDES, faz sentido manter a participação, mesmo pagando um prêmio de quase 30% sobre o preço atual da ação. Ontem, a MPX fechou cotada a R$ 5,07, alta de 1,2%.
"Num cenário de economia turbulenta e Bolsa e em baixa, para os investidores, é arriscado, mas no caso do BNDES pode ser estratégico, porque ele consegue esperar um prazo maior", avaliou.
Outras vendas
Para tentar sair da crise que tomou conta do grupo EBX, iniciada com a OGX (petróleo e gás) em 2012, ao não entregar a produção prometida, Eike já vendeu o controle de duas empresas, MPX e LLX (para a americana EIG).
Além disso, negocia participações da MMX e da OGX.
A OGX ainda luta com problemas operacionais. A aposta do mercado é que o próximo ativo a ser vendido será a MMX, cujo principal atrativo é o porto do Sudeste (Rio), apesar do atraso das obras.
O fundo de Abu Dhabi Mubadala também estaria interessado na MMX, mas há rumores do interesse da CSN. A siderúrgica não comentou o assunto, e o grupo Gerdau já descartou a compra.
Ontem, em Brasília, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, voltou a negar que a mineradora esteja interessada na MMX, mas admitiu que a MRS Logística, na qual tem 19%, tem negociado o ativo.
Também sócia da MRS e com contrato selado em 2010 com a MMX, que não está sendo cumprido, a Usiminas descartou interesse direto na empresa.
Segundo agências de notícias, o diretor financeiro da siderúrgica, Ronald Seckelmann, afirmou que já começou a cobrar ressarcimento da MMX pelo atraso na entrada em operação do porto do Sudeste.

O Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) colocou R$ 82 milhões na MPX, braço de energia de Eike Batista, para manter sua participação de 10,3% após o aumento de capital da empresa.


O banco não deve, porém, participar de eventuais capitalizações de outras empresas do grupo. Segundo a 'Folha' apurou, o BNDES mantém ações da MMX e da OGX por causa do fundo de investimento ECO11, que lançou em 2012 com empresas que divulgam suas emissões de CO2.


O investimento em ações do banco é feito por meio da BNDESPar, empresa de participações da instituição, que tem 0,66% do capital da MMX, de mineração (ou R$ 9,8 milhões investidos), e 0,26% do capital da OGX, que valem em torno de R$ 7 milhões.


Quando se concluir a operação de aumento de capital, no fim do mês, o controle da MPX passará para a sócia de Eike, a alemã E.ON. Foram subscritas 65,5% das ações do aumento de capital social de R$ 800 milhões, com sobra de 42,79 milhões de ações. Amanhã, começa o período de reserva de sobras.


De acordo com o analista-chefe da Geral Investimentos, Carlos Müller, a MPX é o melhor ativo do grupo EBX, e, para um banco como o BNDES, faz sentido manter a participação, mesmo pagando um prêmio de quase 30% sobre o preço atual da ação. Ontem, a MPX fechou cotada a R$ 5,07, alta de 1,2%.


"Num cenário de economia turbulenta e Bolsa e em baixa, para os investidores, é arriscado, mas no caso do BNDES pode ser estratégico, porque ele consegue esperar um prazo maior", avaliou.



Outras vendas


Para tentar sair da crise que tomou conta do grupo EBX, iniciada com a OGX (petróleo e gás) em 2012, ao não entregar a produção prometida, Eike já vendeu o controle de duas empresas, MPX e LLX (para a americana EIG).


Além disso, negocia participações da MMX e da OGX.


A OGX ainda luta com problemas operacionais. A aposta do mercado é que o próximo ativo a ser vendido será a MMX, cujo principal atrativo é o porto do Sudeste (Rio), apesar do atraso das obras.


O fundo de Abu Dhabi Mubadala também estaria interessado na MMX, mas há rumores do interesse da CSN. A siderúrgica não comentou o assunto, e o grupo Gerdau já descartou a compra.


Ontem, em Brasília, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, voltou a negar que a mineradora esteja interessada na MMX, mas admitiu que a MRS Logística, na qual tem 19%, tem negociado o ativo.


Também sócia da MRS e com contrato selado em 2010 com a MMX, que não está sendo cumprido, a Usiminas descartou interesse direto na empresa.


Segundo agências de notícias, o diretor financeiro da siderúrgica, Ronald Seckelmann, afirmou que já começou a cobrar ressarcimento da MMX pelo atraso na entrada em operação do porto do Sudeste.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gestão do Conhecimento
200 mil pessoas, zero tolerância para treinamento que nã...
01/07/26
Resultado
Com 5,597 milhões de boe/d, a produção nacional de petró...
01/07/26
Bioenergia
Hora do jogo: começa hoje o 19º Congresso Nacional da Bi...
01/07/26
Firjan
ABDAN e FIRJAN lançam Agenda Nuclear para um Brasil Comp...
01/07/26
SOG 2026
Distribuição de gás em Sergipe entra na agenda estratégi...
30/06/26
Energy Summit
CPFL Energia está entre os destaques do Energy Summit Aw...
30/06/26
Resultado
ANP divulga dados consolidados do setor regulado em 2025
30/06/26
Energy Summit
Copa Energia lança desafio de inteligência artificial pa...
30/06/26
Fenasucro
FenaBio debate avanço do SAF e o papel do Brasil na avia...
30/06/26
Transição Energética
Evento reúne especialistas para discutir os desafios e o...
29/06/26
ANP
Royalties: valores referentes à produção de abril foram ...
29/06/26
Combustível
Etanol fecha a semana em alta e amplia recuperação no me...
29/06/26
Margem Equatorial
Aprovada a indicação de 86 blocos na Margem Equatorial p...
27/06/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente: ANP divulga empresas aptas a particip...
26/06/26
Energia Elétrica
Demanda por energia elétrica cai quase 11% nos jogos do ...
26/06/26
FPSO
MODEC e Eld Energy assinam Memorando de Entendimento par...
26/06/26
Biometano
Com apoio da ABiogás e da SEMIL, USP inaugura usina de e...
26/06/26
Rio de Janeiro
PIB do estado do Rio cresce 4,2%, puxado pelo desempenho...
26/06/26
Gás Natural
Naturgy investe R$ 4,7 milhões em infraestrutura de gás ...
26/06/26
GNL
Gás natural: aprovada resolução sobre acesso aos termina...
26/06/26
Fertilizantes
Petrobras assina contratos para retomada das obras da UF...
26/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.