Indústria química
Redação/Assessoria Abiquim
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) anunciaram no dia 2 de agosto, na sede do banco, no Rio de Janeiro, os planos de negócios selecionados para o Plano de Apoio ao Desenvolvimento e Inovação da Indústria Química (PADIQ).
Foram selecionados 27 planos de negócios, que receberão R$ 2,4 bilhões em investimentos, para apoio com instrumentos do BNDES e da FINEP destinados a pesquisa, inovação e produção em seis linhas temáticas: químicos a partir de fontes renováveis, que recebeu a maior parte da indicação de suporte (12); insumos para higiene pessoal e cosméticos (8); fibras de carbono (3); aditivos químicos para exploração e produção de petróleo (2); aditivos químicos para alimentação animal (1); e derivados de silício (1).
Dos planos selecionados, 12 foram apresentados por Micro, Pequenas e Médias empresas (MPME), três por média-grande e outros 12 por grandes empresas. Os planos foram avaliados e selecionados pelo BNDES, FINEP e pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) de acordo com os benefícios que trariam ao País e a capacidade dos executores, levando em conta os seguintes critérios: grau de ineditismo, impacto potencial, risco tecnológico, externalidades, consistência do plano de negócios, capacidade empreendedora, capacidade comercial e capacidade financeira.
O PADIQ foi lançado em 2015 com o objetivo de apoiar projetos com risco tecnológico, geradores de externalidades positivas; fortalecer as relações entre empresas, Institutos Tecnológicos e setor público; coordenar ações para fomento e seleção de Planos de Negócios que contemplem atividades de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação “P, D&I” levados ao mercado de forma competitiva. Segundo o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, este anúncio é apenas o início da retomada dos investimentos no setor químico. “Com o enorme potencial de matéria-prima que o Brasil possui resultante da exploração do pré-sal e da biodiversidade, a indústria química pode realizar a sua vocação de ser o segmento industrial mais brilhante do País na próxima década, gerando empregos seguros, bem-remunerados, e o aumento da arrecadação tributária”.
Estão planejados mais dois editais para o PADIQ, que contemplarão projetos de inovação, desenvolvimento de mercados e investimentos industriais em diversas linhas temáticas, escolhidas com base nos resultados do Estudo de Diversificação da Indústria Química, financiado pelo BNDES e realizado pelo consórcio formado pelas empresas Bain&Company e Gas Energy, que mapeou oportunidades de investimentos em 20 segmentos da indústria.
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