Financiamento

BNDES desembolsa R$ 146,8 bi até outubro, com alta de 35%

Novos financiamentos à indústria cresceram 19%.

Ascom BNDES
09/12/2013 14:56
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou R$ 146,8 bilhões entre os meses de janeiro e outubro deste ano, com alta de 35% na comparação com mesmo período do ano passado.
Todos os setores apoiados pelo Banco registraram desempenho positivo nos primeiros dez meses de 2013, com expansão de 31% nos desembolsos à infraestrutura (R$ 47,3 bilhões), de 19% para a indústria (R$ 44,7 bilhões) e de 52% para comércio e serviços (R$ 40 bilhões). O maior crescimento relativo foi para a agropecuária, com liberações de R$ 14,8 bilhões, 73% maiores que as registradas entre janeiro e outubro do ano passado.
As aprovações, de R$ 167,7 bilhões, cresceram 7% nos dez primeiros meses do ano, enquanto as consultas, no total de R$ 222,5 bilhões, caíram 11% no período. O recuo deve-se à alta base de comparação, uma vez que, no segundo semestre do ano passado, houve forte concentração de projetos no BNDES, sobretudo com o Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal (PROINVESTE), de R$ 20 bilhões. Também haviam dado entrada no Banco, grandes investimentos ligados aos setores de petróleo e gás, energia elétrica e aeroportos, entre outros.
O comportamento do setor agropecuário nos primeiros dez meses de 2013 é explicado, em grande parte, pela safra recorde deste ano, que contribuiu também para incrementar os desembolsos a caminhões, envolvidos com o escoamento da produção rural. Os financiamentos a caminhões atingiram R$ 23 bilhões, com alta de 57% na comparação com janeiro/outubro de 2012.
O mesmo ocorreu com os equipamentos agrícolas (tratores, colheitadeiras, implementos agrícolas, entre outros). Para estes, os financiamentos do BNDES cresceram 96,5%, atingindo valores sem precedentes, de R$ 11,5 bilhões, nos primeiros dez meses deste ano.
A produção de bens de capital vem liderando o desempenho da indústria. O comportamento se refletiu nos resultados da linha BNDES Finame, que registrou financiamentos recordes à aquisição de máquinas e equipamentos, com liberações totais de R$ 57,7 bilhões nos primeiros dez meses deste ano. No período, foram realizadas 216 mil operações no âmbito da Finame.
Os desembolsos para o segmento “equipamentos de transporte” (que inclui ônibus, caminhões e aeronaves) somaram R$ 29,2 bilhões no período, com alta de 57%; e para o setor “equipamentos não-transporte” (máquinas-ferramentas, calderaria etc), as liberações da Finame acumularam R$ 17 bilhões, com expansão de 86,2%.
O desempenho foi impactado positivamente pelo Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES-PSI). Com desembolsos de R$ 68,2 bilhões até outubro deste ano, o BNDES PSI contribuiu para impulsionar os investimentos do setor empresarial, inclusive das micro, pequenas e médias empresas, que ficaram com 56% do total liberado.
Para as MPMEs, o Banco liberou montante recorde de R$ 52,6 bilhões, equivalente, em valor, a 35% dos desembolsos totais, com 905 mil operações realizadas (96% do total geral).
As aprovações de novos financiamentos à indústria, que cresceram 19%, estão em nível acima do crescimento das aprovações totais do Banco — que subiram 7,3% no acumulado até outubro último —, indicando boas perspectivas para o setor.
Embora com aprovações estabilizadas em R$ 46,8 bilhões até outubro, continuam firmes as operações do setor de infraestrutura, cujos desembolsos nos primeiros dez meses do ano representaram 33% do valor total liberado pelo BNDES no período. Os destaques foram os segmentos de transporte rodoviário (R$ 18 bilhões em desembolsos) e energia elétrica (R$ 13,5 bilhões).
Doze meses - Na comparação de mais longo prazo, observa-se que todos os indicadores do BNDES foram positivos. Nos últimos doze meses encerrados em outubro, os desembolsos do Banco atingiram R$ 194,4 bilhões (alta de 35%); as aprovações, R$ 271,5 bilhões (expansão de 43%); os enquadramentos, R$ 272,3 bilhões (mais 3%); e as consultas,  R$ 285,7 bilhões (crescimento de 1,3%).
O valor das aprovações (R$ 271,5 bilhões) ficou equilibrado entre infraestrutura, com R$ 92,6 bilhões (35% do valor global), e indústria, com R$ 85,3 bilhões (31% do total). O setor de comércio e serviços recebeu R$ 73,7 bilhões (27% de participação) e agropecuária, R$ 19,8 bilhões (7%).
Na infraestrutura, os maiores destaques em aprovações foram os segmentos de energia elétrica, transporte rodoviário e telecomunicações.  Na indústria, as altas mais expressivas foram para material de transportes, alimentos e bebidas, metalurgia e produtos.
Outubro
Em outubro último, isoladamente, o BNDES desembolsou R$ 15,2 bilhões, valor 10,4% superior aos R$ 13,8 bilhões liberados em igual mês do ano passado. O setor de infraestrutura liderou os desembolsos no mês, com R$ 5,3 bilhões, seguido de comércio e serviços (R$ 4,7 bilhões), indústria (R$ 3,7 bilhões) e agropecuária (R$ 1,5 bilhão).
As aprovações totais do BNDES, no valor de R$ 12,7 bilhões, tiveram recuo de 52% na comparação mensal. Da mesma forma, as consultas, de R$ 49,3 bilhões, tiveram declínio 51%. Os resultados, tanto das consultas quanto das aprovações, foram fortemente pressionados pela alta base de comparação de outubro de 2012, conforme explicado acima.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou R$ 146,8 bilhões entre os meses de janeiro e outubro deste ano, com alta de 35% na comparação com mesmo período do ano passado.

Todos os setores apoiados pelo Banco registraram desempenho positivo nos primeiros dez meses de 2013, com expansão de 31% nos desembolsos à infraestrutura (R$ 47,3 bilhões), de 19% para a indústria (R$ 44,7 bilhões) e de 52% para comércio e serviços (R$ 40 bilhões). O maior crescimento relativo foi para a agropecuária, com liberações de R$ 14,8 bilhões, 73% maiores que as registradas entre janeiro e outubro do ano passado.

As aprovações, de R$ 167,7 bilhões, cresceram 7% nos dez primeiros meses do ano, enquanto as consultas, no total de R$ 222,5 bilhões, caíram 11% no período. O recuo deve-se à alta base de comparação, uma vez que, no segundo semestre do ano passado, houve forte concentração de projetos no BNDES, sobretudo com o Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal (PROINVESTE), de R$ 20 bilhões. Também haviam dado entrada no Banco, grandes investimentos ligados aos setores de petróleo e gás, energia elétrica e aeroportos, entre outros.

O comportamento do setor agropecuário nos primeiros dez meses de 2013 é explicado, em grande parte, pela safra recorde deste ano, que contribuiu também para incrementar os desembolsos a caminhões, envolvidos com o escoamento da produção rural. Os financiamentos a caminhões atingiram R$ 23 bilhões, com alta de 57% na comparação com janeiro/outubro de 2012.

O mesmo ocorreu com os equipamentos agrícolas (tratores, colheitadeiras, implementos agrícolas, entre outros). Para estes, os financiamentos do BNDES cresceram 96,5%, atingindo valores sem precedentes, de R$ 11,5 bilhões, nos primeiros dez meses deste ano.

A produção de bens de capital vem liderando o desempenho da indústria. O comportamento se refletiu nos resultados da linha BNDES Finame, que registrou financiamentos recordes à aquisição de máquinas e equipamentos, com liberações totais de R$ 57,7 bilhões nos primeiros dez meses deste ano. No período, foram realizadas 216 mil operações no âmbito da Finame.

Os desembolsos para o segmento “equipamentos de transporte” (que inclui ônibus, caminhões e aeronaves) somaram R$ 29,2 bilhões no período, com alta de 57%; e para o setor “equipamentos não-transporte” (máquinas-ferramentas, calderaria etc), as liberações da Finame acumularam R$ 17 bilhões, com expansão de 86,2%.

O desempenho foi impactado positivamente pelo Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES-PSI). Com desembolsos de R$ 68,2 bilhões até outubro deste ano, o BNDES PSI contribuiu para impulsionar os investimentos do setor empresarial, inclusive das micro, pequenas e médias empresas, que ficaram com 56% do total liberado.

Para as MPMEs, o Banco liberou montante recorde de R$ 52,6 bilhões, equivalente, em valor, a 35% dos desembolsos totais, com 905 mil operações realizadas (96% do total geral).

As aprovações de novos financiamentos à indústria, que cresceram 19%, estão em nível acima do crescimento das aprovações totais do Banco — que subiram 7,3% no acumulado até outubro último —, indicando boas perspectivas para o setor.

Embora com aprovações estabilizadas em R$ 46,8 bilhões até outubro, continuam firmes as operações do setor de infraestrutura, cujos desembolsos nos primeiros dez meses do ano representaram 33% do valor total liberado pelo BNDES no período. Os destaques foram os segmentos de transporte rodoviário (R$ 18 bilhões em desembolsos) e energia elétrica (R$ 13,5 bilhões).

Doze meses - Na comparação de mais longo prazo, observa-se que todos os indicadores do BNDES foram positivos. Nos últimos doze meses encerrados em outubro, os desembolsos do Banco atingiram R$ 194,4 bilhões (alta de 35%); as aprovações, R$ 271,5 bilhões (expansão de 43%); os enquadramentos, R$ 272,3 bilhões (mais 3%); e as consultas,  R$ 285,7 bilhões (crescimento de 1,3%).

O valor das aprovações (R$ 271,5 bilhões) ficou equilibrado entre infraestrutura, com R$ 92,6 bilhões (35% do valor global), e indústria, com R$ 85,3 bilhões (31% do total). O setor de comércio e serviços recebeu R$ 73,7 bilhões (27% de participação) e agropecuária, R$ 19,8 bilhões (7%).

Na infraestrutura, os maiores destaques em aprovações foram os segmentos de energia elétrica, transporte rodoviário e telecomunicações.  Na indústria, as altas mais expressivas foram para material de transportes, alimentos e bebidas, metalurgia e produtos.


Outubro

Em outubro último, isoladamente, o BNDES desembolsou R$ 15,2 bilhões, valor 10,4% superior aos R$ 13,8 bilhões liberados em igual mês do ano passado. O setor de infraestrutura liderou os desembolsos no mês, com R$ 5,3 bilhões, seguido de comércio e serviços (R$ 4,7 bilhões), indústria (R$ 3,7 bilhões) e agropecuária (R$ 1,5 bilhão).

As aprovações totais do BNDES, no valor de R$ 12,7 bilhões, tiveram recuo de 52% na comparação mensal. Da mesma forma, as consultas, de R$ 49,3 bilhões, tiveram declínio 51%. Os resultados, tanto das consultas quanto das aprovações, foram fortemente pressionados pela alta base de comparação de outubro de 2012, conforme explicado acima.

 

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