Indústria naval

BNDES aprova financiamento de US$ 49,3 milhões para a CBO

Além da CBO, o BNDES já aprovou créditos para Brasmar e Astromarítima num total de US$ 112,6 milhões. O apoio à construção naval atende aos planos de renovação e modernização da frota brasileira, que visam reduzir os gastos com divisas decorrentes de afretamentos de embarcações estrang

Redação
29/06/2005 00:00
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A  diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)  aprovou financiamento de US$ 49,3 milhões (equivalentes a R$121,7 milhões)  para  a  Companhia Brasileira Offshore (CBO) construir três embarcações de apoio marítimo offshore no estaleiro Ebin, em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro. Os recursos, que equivalem a 90% do custo total do  projeto, são orinundos do Fundo de Marinha Mercante (FMM) e servirão para consolidar a recuperação de mais um estaleiro nacional. Os 10% restantes, US$ 5,4 milhões, virão da própria empresa.
Na nota enviada pelo BNDES, o banco avalia que os investimentos são um estímulo ao aumento da participação de grupos nacionais com embarcações de bandeira brasileira no setor de apoio marítimo à exploração de petróleo em alto mar, o que contribuirá para a economia de divisas pela substituição do uso de serviços de navios com bandeira estrangeira.  Além  disso, o projeto vai gerar 75 empregos diretos na CBO e manterá os atuais 600 postos de trabalho.
Este ano, o BNDES já aprovou créditos para dois outros grupos que têm contratos com a Petrobras, além da CBO: a Brasmar e a Astromarítima. "Com isso, o valor das três aprovações de apoio marítimo à exploração de petróleo em águas profundas, em 2005, somou US$ 112,6 milhões, parte de investimentos totais de US$ 125,8 milhões realizados pelas empresas. As operações aprovadas pelo BNDES no setor até junho de 2005 já superaram todo montante contratado em 2004, de US$ 64 milhões, relativos a duas operações", se lê no comunicado, no qual a instituição também informa que possui mais três projetos de construção de barcos de apoio marítimo em análise. O total das operações em curso é de  US$ 219,6 milhões em financiamento e investimentos  totais de US$ 260,3 milhões. A carteira do BNDES para o setor, desde 2000,  soma investimentos de US$ 932,4 milhões, com financiamento do Banco de US$ 798,3 milhões.
Os planos de Renovação e Modernização da Frota têm o objetivo de aumentar a participação de embarcações de bandeira nacional, não só pela substituição de navios estrangeiros por nacionais novos, mas, também, com a modernização da frota brasileira a partir do prolongamento da vida útil das embarcações. Como resultado dessa política, o Brasil tem se destacado como um pólo construtor de embarcações de apoio.
Segundo dados do BNDES, em 2002, a participação das embarcações com bandeira nacional na frota era de 33,6%. Em 2003, passou para 40,5% e, hoje, estima-se que essa participação esteja em 43%. O mercado brasileiro de apoio marítimo é formado por 24 empresas que, juntas, afretam à Petrobras136 embarcações. O valor estimado desse mercado é de US$ 400 milhões por ano.
Com a construção das três embarcações, a CBO, empresa de capital nacional do grupo Fischer, também controlador do estaleiro Ebin, ampliará sua  participação no setor offshore. Atualmente, a companhia possui uma frota de nove embarcações, todas com contratos de afretamento com a Petrobras. O  acréscimo dos três novos navios, permitirá que a companhia, segunda maior no mercado brasileiro, aproveite as oportunidades geradas pela  Lei  9.432, que garante às empresas de bandeira nacional
preferência nas contratações de fretes e serviços de apoio em operações marítimas, formado basicamente pela demanda da Petrobras.
Atualmente, cerca de 80% das reservas de petróleo e gás natural brasileiras está concentrada no mar.  Em função disso, a indústria de petróleo tornou-se um cliente de peso do setor naval, não apenas para a construção e manutenção de petroleiros, mas também para a construção de plataformas e navios de apoio.
Em 1999, a Petrobras iniciou seu Primeiro Plano de Renovação da Frota de  Embarcações  de Apoio Marítimo, quando foram licitadas e contratadas 22 embarcações, com investimentos de US$ 400 milhões. Em 2003, foi anunciado o Segundo Plano de Renovação da Frota de Embarcações de Apoio da
Petrobras,que consiste na contratação de 23 novas embarcações.

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