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Aviação

Biocombustíveis serão utilizados

14/10/2009 | 09h41
A Agência internacional de Transportes Aéreos (Iata) prevê o uso de 6% a 7% de biocombustíveis nos aviões até 2020. O objetivo tem relação com as metas de redução de emissões de CO2 do setor, explicou ontem o presidente da Iata, Giovanni Bisignani, que se encontrou no dia anterior com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon.


Atualmente, a Iata trabalha no desenvolvimento de biocombustíveis de segunda geração, elaborados com algas, camelina ou jatrofa, que podem ser misturadas ao querosene comum. "Devemos obter a certificação (destes biocombustíveis) no próximo ano", destacou Bisignani, que apresentou a Ban Ki-Moon na segunda-feira as metas de sua organização em termos de redução das emissões de CO2.


A Iata representa 230 companhias aéreas e 93% do tráfego aéreo e prevê uma melhora da utilização do combustível nos aviões de 1,5% ao ano até 2020, além de uma redução da metade das emissões até 2050, em relação a 2005, e uma estabilização das emissões a partir de 2020.


De acordo com Bisignani, há quatro caminhos possíveis para isso: o progresso tecnológico, entre eles o uso de biocombustíveis; as economias, como por exemplo uma mudança na capacidade máxima, no número de passageiros, dos aviões em água e em combustível; a melhora da pilotagem dos aviões, e uma melhor gestão do tráfego nos aeroportos.


"O setor aéreo, que emite aproximadamente 620 milhões de toneladas de CO2 ao ano, conseguiu reduzi-las em 70 milhões de toneladas graças ao controle do tráfego aéreo e um encurtamento de itinerários", afirmou.


Fonte: Jornal do Commercio
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