Mercosul

Basell compra os 50% da Repsol na Petroken na Argentina

Valor Econômico
09/03/2005 00:00
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A petroleira espanhola Repsol-YPF comunicou nesta terça-feira (08/03) à Bolsa de Madri a venda de sua participação de 50% na argentina Petroken. O pacote acionário foi vendido por US$ 58 milhões à Basell, empresa formada por uma sociedade entre a alemã Basf e a holandesa Shell, que passa a possuir a totalidade da empresa. A Repsol é responsável por 67% de sua produção de combustíveis da Argentina.
A Petroken é a principal produtora de polipropileno da Argentina, com capacidade para fabricar 180 mil toneladas anuais do plástico no pólo petroquímico de Ensenada, na província de Buenos Aires. A companhia vendeu em 2003 cerca de US$ 125 milhões e teve lucro de US$ 24 milhões. A operação ainda terá de receber o aval das autoridades argentinas de defesa da competição.
Segundo reportagem publicada pelo jornal argentino "El Cronista", o negócio reflete a estratégia da Repsol-YPF de desprender-se de ativos sobre os quais não possui controle direto. Em janeiro, a empresa já havia vendido à Dow Chemical por US$ 97,5 milhões seus 28% de participação na PBBPolisur.
Outra sinalização dada pelo negócio é que, em sua operação argentina, a Repsol pretende concentrar esforços em exploração, produção, refino e transporte de petróleo e derivados ao mesmo tempo em que se desprende de ativos no setor químico. Paralelamente, a Repsol está fazendo aquisições no setor de plásticos na Espanha. Há três semanas, a companhia comprou a também espanhola Transformadora de Propileno.
A publicação argentina afirma que a compra da Petroken pela Basell pode ser mais um fator para atrair compradores para a empresa, que também está à venda. Segundo o jornal, como a Basell tem 50% da Polibrasil Resinas, torna-se uma companhia atraente do ponto de vista de sua capacidade de inserção no mercado regional de polipropileno e poderia competir com a brasileira Braskem.
A Repsol comprou em 1999 a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF) por US$ 15 bilhões, no que foi considerada a maior privatização do governo neoliberal de Carlos Menem.

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