GLP

Aumento poupa botijão de 13 kg

Jornal do Commercio
01/07/2008 08:59
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O gás liquefeito de petróleo (GLP, o gás de cozinha) fica mais caro hoje para grandes consumidores que compram o produto a granel ou em botijões de 20, 45 ou 90 quilos. Segundo comunicado feito ontem pela Petrobrás às distribuidoras, a alta será de 6% e não afeta os consumidores residenciais que comprem botijões de 13 quilos, cujos preços estão congelados desde 2002. Já grandes condomínios que optam por vasilhames maiores vão sentir o reajuste.

 

De acordo com o Sindicato Nacional das empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás), o repasse ao consumidor final deve ser integral. "O setor não trabalha com grandes estoques e vai tentar repassar totalmente o aumento", diz o superintendente-executivo da entidade, Sérgio Bandeira de Mello. Ele prevê, porém, alguma queda-de-braço com grandes clientes, que vêm encontrando dificuldades em repassar qualquer alta de custo. Trata-se do terceiro aumento, este ano, do GLP vendido para grandes consumidores: no dia 2 de janeiro, o produto subiu 15%, e em 1º de abril, 10%. Bandeira de Mello critica o que chama de "artificialismo exagerado" na política de preços da Petrobrás para o GLP, uma vez que o produto vendido em botijões de 13 quilos está congelado desde o final de 2002. Ele calcula que, hoje, a diferença de preços entre o botijão de 13 quilos e os outros vasilhames chegue a 50%.

 

"Que o preço do gás tenha de subir, tudo bem, já que o petróleo disparou. Mas o que nos preocupa são os preços diferentes para o mesmo produto", declara o executivo, que vê aumentar o espaço para fraudes no setor. A declaração sobre o destino do GLP é feito por cada distribuidora. "Algumas poderão dizer que vão envasar em botijões de 13 quilos e vender o produto mais barato a granel. Há um grande prêmio para isso."

 

Procurada, a Petrobrás não se pronunciou sobre o tema. O congelamento do preço do botijão de 13 quilos foi decidido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda na campanha de 2002, ano em que os preços aumentaram bastante - gerando críticas inclusive do então candidato governista, José Serra. Desde então, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço do botijão de 13 quilos oscila em torno dos R$ 30. Já o preço dos botijões maiores, ou do produto a granel, não é fiscalizado pela agência. Segundo dados do setor, trata-se de um mercado que representa 25% das vendas nacionais do combustível. Bandeira de Mello diz que, com a alta de preços, a tendência é que alguns condomínios troquem os vasilhames de grande porte por baterias de botijões de 13 quilos, o que cria risco à segurança das instalações.

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