Internacional

Aumento da oferta deve diminuir preço do petróleo

Avaliação foi feita na Global Energy 2012, em Genebra.

Valor Econômico
31/10/2012 10:59
Visualizações: 755

 

O preço do barril de petróleo no mercado internacional deverá cair nos próximos trimestres. Uma razão conhecida é a persistente desaceleração da economia mundial. A outra é mais surpreendente: há mais petróleo do que se pensa.
A avaliação foi feita ontem na conferência Global Energy 2012, em Genebra, reunindo analistas do mercado de petróleo, a principal commodity mundial. Até alguns meses atrás, a questão entre traders e investidores era se as tensões no Oriente Médio e problemas de produção em várias partes do mundo poderiam provocar escassez de petróleo.
Agora, a estimativa é de que a produção no quarto trimestre vai superar a demanda em pelo menos 600 mil barris por dia. E a tendência deve continuar, diante do aumento da produção do petróleo não convencional ("shale oil") nos EUA e em outros produtores não muito tradicionais, incluindo Angola, Gana, Uganda e Guiana Francesa.
Peter Jackson, vice-presidente da companhia americana de pesquisa HIS Cera, afirmou a repórteres que espera que o preço do barril do tipo Brent caia dos US$ 110 atuais para US$ 94 em 2013 e US$ 90 em 2014.
A Agência Internacional de Energia (AIE) projeta aumento de apenas 1,2% na demanda global por ano, nos próximos cinco anos. Significa menos 500 mil barris comparado a projeção anterior.
Para Antoine Halff, da AIE, continuará havendo um deslocamento na demanda. A compra de petróleo por parte dos emergentes deve superar a demanda em declínio dos países da OCDE (grupo dos ricos) até 2014.
A China deverá se tornar o maior importador mundial de petróleo até 2020. Isso apesar do crescimento de sua demanda passar a ser menor do que estimado inicialmente. A China deve representar 30% do aumento da demanda na próxima década, com crescimento anual de 300 mil a 400 mil barris de petróleo por dia. A Índia também tende a aumentar bastante as importações.
Enquanto isso, os Estados Unidos, que até agora são o maior importador, poderão até 2019 se tornar autossuficientes e mesmo exportadores líquido graças ao petróleo não convencional. "Isso terá profundas implicações para a segurança energética", segundo Jackson.
As reservas globais comprovadas de fontes convencionais são estimadas atualmente em 1,5 trilhão de barris, equivalente a 50 anos de produção.

O preço do barril de petróleo no mercado internacional deverá cair nos próximos trimestres. Uma razão conhecida é a persistente desaceleração da economia mundial. A outra é mais surpreendente: há mais petróleo do que se pensa.


A avaliação foi feita ontem na conferência Global Energy 2012, em Genebra, reunindo analistas do mercado de petróleo, a principal commodity mundial. Até alguns meses atrás, a questão entre traders e investidores era se as tensões no Oriente Médio e problemas de produção em várias partes do mundo poderiam provocar escassez de petróleo.


Agora, a estimativa é de que a produção no quarto trimestre vai superar a demanda em pelo menos 600 mil barris por dia. E a tendência deve continuar, diante do aumento da produção do petróleo não convencional ("shale oil") nos EUA e em outros produtores não muito tradicionais, incluindo Angola, Gana, Uganda e Guiana Francesa.


Peter Jackson, vice-presidente da companhia americana de pesquisa HIS Cera, afirmou a repórteres que espera que o preço do barril do tipo Brent caia dos US$ 110 atuais para US$ 94 em 2013 e US$ 90 em 2014.


A Agência Internacional de Energia (AIE) projeta aumento de apenas 1,2% na demanda global por ano, nos próximos cinco anos. Significa menos 500 mil barris comparado a projeção anterior.


Para Antoine Halff, da AIE, continuará havendo um deslocamento na demanda. A compra de petróleo por parte dos emergentes deve superar a demanda em declínio dos países da OCDE (grupo dos ricos) até 2014.


A China deverá se tornar o maior importador mundial de petróleo até 2020. Isso apesar do crescimento de sua demanda passar a ser menor do que estimado inicialmente. A China deve representar 30% do aumento da demanda na próxima década, com crescimento anual de 300 mil a 400 mil barris de petróleo por dia. A Índia também tende a aumentar bastante as importações.


Enquanto isso, os Estados Unidos, que até agora são o maior importador, poderão até 2019 se tornar autossuficientes e mesmo exportadores líquido graças ao petróleo não convencional. "Isso terá profundas implicações para a segurança energética", segundo Jackson.


As reservas globais comprovadas de fontes convencionais são estimadas atualmente em 1,5 trilhão de barris, equivalente a 50 anos de produção.

 

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