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Mercado

Ascensão americana breca exportação brasileira de etanol

15/12/2010 | 10h32
As exportações de etanol da região Centro-Sul do Brasil foram a grande decepção sucroalcooleira do ano. Nesta safra (2010/11), os embarques devem se limitar a 1,5 bilhão de litros, segundo a Unica. A região já chegou a vender ao exterior mais de 4,5 bilhões de litros.


Enquanto isso, o Senado americano aprovou ontem a renovação dos subsídios aos produtores de etanol de milho e a manutenção da taxa de importação de etanol pelos Estados Unidos em US$ 0,54 por galão.


O fato é que, com essa política comercial, além de impedir a entrada do etanol de cana do Brasil em seu mercado os EUA avançam rapidamente no comércio internacional do biocombustível.


Segundo a Renewable Fuel Association (RFA), associação que representa as usinas americanas, os embarques de etanol dos EUA devem atingir um recorde de 325 milhões a 350 milhões de galões em 2010, o equivalente a 1,228 bilhão a 1,323 bilhão de litros. De janeiro a outubro, segundo a RFA, os Estados Unidos exportaram 286 milhões de galões (1,081 bilhão de litros) de etanol. Os números até agora já representam um volume duas vezes maior do que o total exportado em 2009.


Diante desse cenário, que inclui outros desdobramentos negativos para o setor no Brasil, o presidente da Unica, Marcos Jank, reafirmou que a entidade pode iniciar um litígio na Organização Mundial de Comercial (OMC) contra a política comercial americana. A decisão será tomada no início de 2011.


Os menores volumes exportados de etanol pelo Brasil devem ajudar, no entanto, a equilibrar a oferta do biocombustível no próprio mercado brasileiro, principalmente do etanol anidro, que é misturado à gasolina.


Isso porque a quebra de safra no Centro-Sul trouxe impacto sobretudo para a produção de etanol. De acordo com a última previsão desta safra divulgada ontem pela Unica, a moagem no Centro-Sul até 1º de dezembro atingiu 543 milhões de toneladas de cana, quando a estimativa inicial, feita em abril, previa uma moagem de 595 milhões.


Antônio de Pádua Rodrigues, diretor-técnico da Unica, afirma que o que compensou essa queda foi a elevada quantidade de açúcar na cana, o chamado ATR (Açúcar Total Recuperável), cuja concentração cresceu 7,35%. Com isso, a produção de açúcar ficou praticamente inalterada em comparação com o estimado em abril, em 33 milhões de toneladas.


Já o etanol, que está com rentabilidade menor do que o açúcar, foi o que sofreu maior impacto na produção. Foram 24,7 bilhões de litros até 1º de dezembro, quando o projetado em abril era um volume de 26,3 bilhões de litros. "Não há risco de desabastecimento", garantiu Pádua.


Os dados fechados da safra serão apresentados apenas ao fim da moagem, quando a entidade também apresentará a previsão para a próxima temporada, a 2011/12. A estimativa da Unica é de que 25 usinas tentarão processar cana na entressafra, entre os meses de janeiro, fevereiro e março. No mesmo intervalo de 2010, foram 85 usinas.


De qualquer forma, a percepção de Pádua é de que o próximo ciclo não deve chegar à moagem de 560 milhões de toneladas, esperada para esta safra.


Fonte: Valor Econômico
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