Siderurgia

ArcelorMittal eleva o preço do aço plano

Depois de a Usiminas e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) retirarem os descontos praticados para o setor de distribuição de aço, o que na prática resultou em aumentos de cerca de 10% no aço plano, a ArcelorMittal está acompanhando o movimento das

Jornal do Commercio
29/09/2009 06:23
Visualizações: 1461

Depois de a Usiminas e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) retirarem os descontos praticados para o setor de distribuição de aço, o que na prática resultou em aumentos de cerca de 10% no aço plano, a ArcelorMittal está acompanhando o movimento das concorrentes. Segundo Christiano da Cunha Freire, presidente da Frefer, segunda maior distribuidora independente do País, a ArcelorMittal está negociando com seus clientes da distribuição a retirada de descontos para o setor até o fim deste mês, também por volta de 10%.

Os distribuidores representam cerca de um terço das vendas de aço no Brasil e atendem à pequena e média indústria. Procurada pela reportagem, a ArcelorMittal não comentou o assunto. A temporada de reajustes está sendo sustentada pela recuperação dos preços do aço no mercado externo. Em março, o preço da bobina a quente estava por volta de US$ 430 por tonelada, mas atualmente está próximo de US$ 600 por tonelada. demanda. A retomada gradual da demanda no mercado doméstico também favorece as altas. Em agosto, os estoques da distribuição chegaram a 761,8 mil toneladas, queda de 5,4% em relação ao mês anterior. Isso equivale a 2,3 meses de consumo, nível inferior à média histórica de 2,6 meses de estoques, segundo dados do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda).

Segundo Freire, que é ex-presidente do Inda, a distribuição está sendo alvo desses reajustes porque foi o setor que apresentou maiores quedas de preço durante o auge da crise. Agora, é o primeiro setor a refletir a melhora do mercado. O movimento gerou polêmica no mercado nas últimas semanas. O governo, que em junho concedeu o retorno das alíquotas de importação de aço, ameaça retirar a proteção ao produto nacional para conter os aumentos de preço.

Representadas pelo Instituto Aço Brasil (IABr), novo nome do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), as siderúrgicas argumentam que a retirada da alíquota coloca em risco os programas de investimento das empresas. Em recente entrevista, o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, confirmou que a empresa está elevando os preços do aço plano em cerca de 10%, mas destacou que não houve nenhuma alta para os grandes clientes que compram aço diretamente da usina, como montadoras e fabricantes da linha branca. REAJUSTES. Estes reajustes estão sendo negociados e devem ser anunciados apenas após dezembro, a depender do comportamento do mercado, de acordo com o executivo. Os clientes de menor porte, como os fabricantes de autopeças, já manifestaram publicamente seu repúdio aos reajustes e afirmaram que a alta será repassada ao consumidor final. O setor de linha branca também pretende fazer o mesmo. Ambos estão preocupados com o fim dos descontos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que também deve provocar uma alta no preço final.

No caso do setor automotivo, a isenção do IPI termina no fim de setembro. A partir de outubro, o imposto sobe gradualmente até chegar à alíquota cheia. Para a linha branca, o imposto volta aos níveis usuais a partir de 31 de outubro. Em entrevista concedida no início do mês, o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, disse estar preocupado com o aumento do preço do aço neste momento, o que estaria gerando pressão nos custos das montadoras e poderia impactar os preços dos veículos mais à frente. Ele citou também o retorno gradual do IPI, cuja isenção termina no fim de setembro, e a debilidade das exportações de veículos.

A alta dos preços é uma tendência no setor de aços planos, usado na indústria automotiva e linha branca, mas ainda não ocorreu no setor de longos, aplicados na construção civil.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ANP
ANP faz pesquisa para aprimorar sua Carta de Serviços
17/06/26
Resultado
Atlas Portuário do ES: portos capixabas movimentam 137,5...
17/06/26
Hidrogênio Verde
SENAI CIMATEC, HYTRON e PETROGAL BRASIL (JV Galp/Sinopec...
17/06/26
Apoio Offshore
Transporte aéreo no setor do petróleo cresce 21% em dois...
17/06/26
Pessoas
ENGIE Brasil nomeia Michele Schifino como diretora de Co...
16/06/26
Combustíveis
Propostas de resoluções sobre caracterização da elevação...
16/06/26
Hidrelétrica
Gerdau adquire 100% de participação societária de usina ...
16/06/26
Fenasucro
Otimista, Fenasucro & Agrocana anuncia crescimento e se ...
16/06/26
Gestão
Petróleo, gás e energia lideram troca de CEOs no Ibovesp...
16/06/26
Petróleo e Gás
Coppe inaugura moderno Núcleo de Tecnologia de Poços
16/06/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas está com as inscrições abertas
15/06/26
Aviação
IBP promove fórum sobre SAF para debater a implementação...
15/06/26
Energia Elétrica
Expansão de data centers pressiona infraestrutura energé...
15/06/26
Combustível
Etanol encerra a semana em alta e com reação diante do a...
15/06/26
Gás Natural
ANP concede prazo para adequação de importadores a resol...
12/06/26
E&P
ANP divulga Calendário Estratégico Unificado de Avaliaçõ...
12/06/26
Combustíveis
ANP toma medidas para priorizar ações de respostas a imp...
12/06/26
Aviação
IBP promove fórum sobre SAF para debater a implementação...
12/06/26
GLP
Sindigás: ANP paralisa "reforma do GLP" e acena com caut...
12/06/26
Biometano
Orizon conclui incorporação da Vital e cria líder latino...
12/06/26
Manaus
Distribuidoras apoiam parecer da AGU que recomenda suspe...
12/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.