Arábia Saudita

Arábia Saudita impulsiona produção de petróleo da Opep em maio

Dow Jones Newswires, 12/06/2018
12/06/2018 11:34
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A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ampliou sua produção no mês passado, graças ao aumento da oferta da Arábia Saudita, líder informal do cartel.

Relatório mensal da Opep divulgado nesta terça-feira mostrou que a produção do grupo teve expansão de 35 mil barris por dia (bpd) em maio ante abril, para a média de 31,87 milhões de bpd. Apenas na Arábia Saudita, a produção saltou 85,5 mil bpd, resultado que foi parcialmente compensado por cortes na oferta da Nigéria, da Venezuela e da Líbia, mostra o documento, que cita fontes secundárias.

Dados próprios da Arábia Saudita, no entanto, mostram que o avanço na produção local no último mês foi ainda maior, de 161,4 mil bpd.

Mensalmente, a Opep publica duas tabelas sobre produção, uma das quais se baseia em informações de seus países-membros e outra que considera sua própria análise do mercado de petróleo. De modo geral, a análise da Opep é considerada mais confiável, mas investidores acompanham os dados sauditas de perto, em busca de sinais de Riad sobre sua intenção de produzir mais ou menos.

A alta na produção da Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo, vem antes de uma importante reunião da Opep marcada para o próximo dia 22, em Viena. No encontro, Opep e outros grandes produtores que não pertencem ao cartel, incluindo a Rússia, deverão discutir a possível ampliação da oferta do grupo.

Por um acordo que está em vigor desde o começo do ano passado, Opep e aliados têm reduzido sua produção combinada em cerca de 1,8 milhão de bpd, numa tentativa de conter um excesso de oferta que vinha pesando nas cotações do petróleo desde 2014.

O pacto, que ajudou a impulsionar os preços do petróleo em mais de 40%, deverá expirar no fim de 2018. No entanto, riscos geopolíticos que ameaçam a oferta do Irã e da Venezuela - ambos membros da Opep - ajudaram o petróleo tipo Brent a superar temporariamente a marca de US$ 80 por barril no mês passado, levando sauditas e russos a expressarem o desejo de encerrar o acordo antes do previsto.

"Quedas nos estoques de petróleo bruto, uma demanda saudável e desdobramentos geopolíticos têm sustentado essa tendência de alta (dos preços)", diz o relatório da Opep. No entanto, acrescenta o documento, "os futuros de petróleo perderam ímpeto recentemente em meio a incertezas, à medida que operadores se preparam para que mais oferta possivelmente volte ao mercado".

A Opep também elevou sua projeção para a oferta fora do cartel este ano em 130 mil bpd, a 59,75 milhões de bpd, devido principalmente à forte expansão da produção de óleo de xisto nos EUA. O grupo prevê que a produção americana irá avançar em ritmo mais de duas vezes maior do que o do ano passado, para o nível recorde de 10,51 milhões de bpd.

Por outro lado, a Opep manteve suas previsões de demanda praticamente inalteradas, com a expectativa de que cresça 1,65 milhão de bpd este ano, a 98,85 milhões de bpd.

Já os estoques comerciais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) - entidade formada por países industrializados com forte consumo de petróleo, incluindo os EUA - recuaram 6,7 milhões de barris em abril ante março, a 2,811 bilhões de barris. Esse patamar ficou 26 milhões de barris abaixo da meta da Opep de alcançar a média dos últimos cinco anos.

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