IBGE

Apenas 39,6% dos municípios brasileiros são 'centros de gestão'

Brasília lidera o ranking de municípios centralizadores da gestão pública.

O Estado de S. Paulo
16/04/2014 11:20
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Pouco mais de 60% dos municípios brasileiros não registram qualquer ligação com as principais instituições federais do País, segundo a pesquisa Redes e Fluxos do Território: Gestão do Território, divulgada nesta quarta-feira, 16, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dados do levantamento mostram que apenas 39,6% dos municípios brasileiros podem ser considerados centros de gestão pública, o que significa que os outros 60,4% não possuem nenhuma representatividade ou ficam totalmente de fora da estrutura de ligação entre importantes instituições públicas nacionais. O estudo analisou apenas a presença em território nacional de instituições federais com considerável capilaridade: IBGE, INSS, Justiça Federal, Ministério do Trabalho e Emprego, Secretaria da Receita Federal, Tribunais Regionais Eleitorais e Tribunais Regionais do Trabalho.
"Essas instituições dão um retrato da presença do Estado nesses municípios", explica Claudio Stenner, coordenador de Geografia da Diretoria de Geociências do IBGE. "Mas não temos uma análise quantitativa se esses serviços estão sendo bem representados. Nosso objetivo foi simplesmente retratar onde existe a presença dos pontos de comando", pondera.
A região Centro-Sul mostra uma concentração aparentemente maior de municípios excluídos da gestão pública, mas, segundo o pesquisador, o mapa reflete uma maior quantidade de municípios de dimensões menores nessa área, com forte presença de municípios centralizadores muito próximos. "A distância entre os municípios é muito pequena, o que facilita a articulação entre as instituições presentes", afirma.
Como esperado, Brasília lidera o ranking de municípios centralizadores da gestão pública. "É de lá que emanam as principais decisões que afetam todo o território nacional", diz Paulo Wagner Marques, tecnologista em Informações Geográficas e Estatísticas do IBGE.
O município do Rio de Janeiro figura em segundo lugar na lista, por sediar órgãos importantes entre os pesquisados, como o próprio IBGE. "O Rio de Janeiro também tem papel de destaque na gestão pública como um resquício da época em que era capital do País", avalia Marques.

Pouco mais de 60% dos municípios brasileiros não registram qualquer ligação com as principais instituições federais do País, segundo a pesquisa Redes e Fluxos do Território: Gestão do Território, divulgada nesta quarta-feira, 16, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dados do levantamento mostram que apenas 39,6% dos municípios brasileiros podem ser considerados centros de gestão pública, o que significa que os outros 60,4% não possuem nenhuma representatividade ou ficam totalmente de fora da estrutura de ligação entre importantes instituições públicas nacionais. O estudo analisou apenas a presença em território nacional de instituições federais com considerável capilaridade: IBGE, INSS, Justiça Federal, Ministério do Trabalho e Emprego, Secretaria da Receita Federal, Tribunais Regionais Eleitorais e Tribunais Regionais do Trabalho.

"Essas instituições dão um retrato da presença do Estado nesses municípios", explica Claudio Stenner, coordenador de Geografia da Diretoria de Geociências do IBGE. "Mas não temos uma análise quantitativa se esses serviços estão sendo bem representados. Nosso objetivo foi simplesmente retratar onde existe a presença dos pontos de comando", pondera.

A região Centro-Sul mostra uma concentração aparentemente maior de municípios excluídos da gestão pública, mas, segundo o pesquisador, o mapa reflete uma maior quantidade de municípios de dimensões menores nessa área, com forte presença de municípios centralizadores muito próximos. "A distância entre os municípios é muito pequena, o que facilita a articulação entre as instituições presentes", afirma.

Como esperado, Brasília lidera o ranking de municípios centralizadores da gestão pública. "É de lá que emanam as principais decisões que afetam todo o território nacional", diz Paulo Wagner Marques, tecnologista em Informações Geográficas e Estatísticas do IBGE.
O município do Rio de Janeiro figura em segundo lugar na lista, por sediar órgãos importantes entre os pesquisados, como o próprio IBGE. "O Rio de Janeiro também tem papel de destaque na gestão pública como um resquício da época em que era capital do País", avalia Marques.

 

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