Energia

Aneel inicia renovação das distribuidoras

Contratos vencem entre 2015 e 2017.

Valor Econômico
24/03/2014 10:28
Visualizações: 917

 

Enquanto as atenções do setor elétrico estão voltadas para o estouro do preço de energia no mercado de curto prazo e o nível crítico de armazenamento dos reservatórios hidrelétricos, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deu o primeiro passo para discutir a renovação dos contratos de concessão das distribuidoras que vencem em entre 2015 e 2017. Embora o Ministério de Minas e Energia (MME) ainda não tenha definido as diretrizes para a renovação dos contratos, a agência sorteou na última semana os diretores que serão relatores dos processos do primeiro grupo de 22 empresas.
Na primeira leva, estão nomes de peso como a mineira Cemig (maior distribuidora do país em número de clientes) e a paranaense Copel. Também estão na lista algumas concessionárias da CPFL e do grupo Rede em processo de transferência para a Energisa. A relação conta ainda com a Eletroacre, distribuidora da Eletrobras no Acre, e a Companhia de Eletricidade Amapá (CEA), que está em fase processo de federalização pela estatal.
Para a Eletrobras, a renovação dos contratos é fundamental para uma possível venda dessas empresas no futuro. A venda é uma das alternativas em estudo para melhorar a saúde financeira da estatal, abalada pela perda de cerca de R$ 8 bilhões de receita anual com a renovação onerosa das concessões de geração e transmissão, no âmbito da Medida Provisória 579/2012, transformada na Lei 12.783/2013.
Todas as seis distribuidoras da Eletrobras têm contrato com vencimento em 2015. Também se encontram nessa situação as três empresas em fase de federalização. Além da CEA, a Eletrobras vai assumir o controle da Celg (Goiás) e da CERR (Roraima).
"A Eletrobras está confiante de que as concessões serão renovadas", informou a estatal, em nota ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.
De acordo com a Aneel, ainda não há um cronograma definido para o processo de prorrogação das concessões. O MME também não tem um prazo oficial para a divulgação das diretrizes que deverão ser seguidas pela agência. A expectativa no mercado, porém, é que elas sejam divulgadas ainda no primeiro semestre.
Segundo uma fonte do setor, as distribuidoras aceitaram o recente pacote de socorro ao setor elétrico em troca de um avanço nas discussões sobre a renovação das concessões. "As distribuidoras estavam muito quietas e pouco combativas na véspera do anúncio do pacote. Isso é um indicativo de que as distribuidoras estavam costurando alguma coisa com o governo", disse ela.
Na semana do anúncio das medidas de socorro ao setor, o MME realizou pelo menos dois encontros com a participação de agentes do segmento de distribuição. Estiveram na sede do ministério, em Brasília, naquela semana, o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite; o presidente da AES Brasil, Britaldo Soares; e representantes de Neoenergia, CPFL e Cemig, empresas que atuam no mercado de distribuição.
Embora a expectativa no mercado seja de que as regras para a renovação dos contratos das distribuidoras serão menos "pesadas" em relação às aplicadas para geradoras e transmissoras na MP 579, tudo indica que a renovação dos contratos de distribuição não será um processo tranquilo.
Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da Energisa, Maurício Botelho, as empresas estão na primeira renovação e, por isso, seus contratos devem ser prorrogados pela legislação anterior à MP 579. "É entendimento nosso que esta seria a primeira renovação. Esta primeira leva [de empresas] estaria dentro dessa legislação [anterior à MP 579]", disse o executivo, em teleconferência com analistas na última semana.
Para Érico Brito, da consultoria Excelência Energética, porém, as regras em estudo pelo governo não deverão ser tão rigorosas como o mercado espera. "Os ciclos de revisão tarifária espremeram cada vez mais as distribuidoras. Não tem como cortar mais [os ganhos das distribuidoras] para aumentar a qualidade do serviço", afirmou ele. "Chegou-se a um patamar muito alto. A Aneel não tem mais para onde ir, a não ser criar formas de comparar ativos reais entre as empresas, considerando o mercado que elas atendem [para medir a eficiência das empresas]", completou.

Enquanto as atenções do setor elétrico estão voltadas para o estouro do preço de energia no mercado de curto prazo e o nível crítico de armazenamento dos reservatórios hidrelétricos, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deu o primeiro passo para discutir a renovação dos contratos de concessão das distribuidoras que vencem em entre 2015 e 2017. Embora o Ministério de Minas e Energia (MME) ainda não tenha definido as diretrizes para a renovação dos contratos, a agência sorteou na última semana os diretores que serão relatores dos processos do primeiro grupo de 22 empresas.


Na primeira leva, estão nomes de peso como a mineira Cemig (maior distribuidora do país em número de clientes) e a paranaense Copel. Também estão na lista algumas concessionárias da CPFL e do grupo Rede em processo de transferência para a Energisa. A relação conta ainda com a Eletroacre, distribuidora da Eletrobras no Acre, e a Companhia de Eletricidade Amapá (CEA), que está em fase processo de federalização pela estatal.


Para a Eletrobras, a renovação dos contratos é fundamental para uma possível venda dessas empresas no futuro. A venda é uma das alternativas em estudo para melhorar a saúde financeira da estatal, abalada pela perda de cerca de R$ 8 bilhões de receita anual com a renovação onerosa das concessões de geração e transmissão, no âmbito da Medida Provisória 579/2012, transformada na Lei 12.783/2013.


Todas as seis distribuidoras da Eletrobras têm contrato com vencimento em 2015. Também se encontram nessa situação as três empresas em fase de federalização. Além da CEA, a Eletrobras vai assumir o controle da Celg (Goiás) e da CERR (Roraima).


"A Eletrobras está confiante de que as concessões serão renovadas", informou a estatal, em nota ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.


De acordo com a Aneel, ainda não há um cronograma definido para o processo de prorrogação das concessões. O MME também não tem um prazo oficial para a divulgação das diretrizes que deverão ser seguidas pela agência. A expectativa no mercado, porém, é que elas sejam divulgadas ainda no primeiro semestre.


Segundo uma fonte do setor, as distribuidoras aceitaram o recente pacote de socorro ao setor elétrico em troca de um avanço nas discussões sobre a renovação das concessões. "As distribuidoras estavam muito quietas e pouco combativas na véspera do anúncio do pacote. Isso é um indicativo de que as distribuidoras estavam costurando alguma coisa com o governo", disse ela.


Na semana do anúncio das medidas de socorro ao setor, o MME realizou pelo menos dois encontros com a participação de agentes do segmento de distribuição. Estiveram na sede do ministério, em Brasília, naquela semana, o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite; o presidente da AES Brasil, Britaldo Soares; e representantes de Neoenergia, CPFL e Cemig, empresas que atuam no mercado de distribuição.


Embora a expectativa no mercado seja de que as regras para a renovação dos contratos das distribuidoras serão menos "pesadas" em relação às aplicadas para geradoras e transmissoras na MP 579, tudo indica que a renovação dos contratos de distribuição não será um processo tranquilo.


Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da Energisa, Maurício Botelho, as empresas estão na primeira renovação e, por isso, seus contratos devem ser prorrogados pela legislação anterior à MP 579. "É entendimento nosso que esta seria a primeira renovação. Esta primeira leva [de empresas] estaria dentro dessa legislação [anterior à MP 579]", disse o executivo, em teleconferência com analistas na última semana.


Para Érico Brito, da consultoria Excelência Energética, porém, as regras em estudo pelo governo não deverão ser tão rigorosas como o mercado espera. "Os ciclos de revisão tarifária espremeram cada vez mais as distribuidoras. Não tem como cortar mais [os ganhos das distribuidoras] para aumentar a qualidade do serviço", afirmou ele. "Chegou-se a um patamar muito alto. A Aneel não tem mais para onde ir, a não ser criar formas de comparar ativos reais entre as empresas, considerando o mercado que elas atendem [para medir a eficiência das empresas]", completou.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Energy Summit
Tauil & Chequer | Mayer Brown reúne representantes da AN...
23/06/26
Internacional
Petrobras e Pemex firmam parceria para cooperação em E&P
23/06/26
Fenasucro
Pela primeira vez, Brasil recebe congresso latino-americ...
23/06/26
Energy Summit
Com quatro prêmios, ENGIE é destaque no Energy Summit Awards
23/06/26
Combustíveis
Distribuidoras de combustíveis cobram avanço imediato do...
23/06/26
Energy Summit
Energy Summit 2026: Tecnologias da Embrapii fortalecem a...
22/06/26
Energy Summit
Biodiesel e combustíveis renováveis entram no centro da ...
22/06/26
Gás Natural
ANP prorroga consulta pública sobre cálculo do Método do...
22/06/26
Rio de Janeiro
Anuário do Petróleo no Rio, da Firjan, destaca que recor...
22/06/26
Biometano
Com mercado cinco vezes maior desde 2020, setor de biome...
22/06/26
Petrobras
Com investimento estimado de US$ 1,2 bilhão, Petrobras a...
22/06/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em recuperação e mostra sinais de ...
22/06/26
Inteligência Artificial
Impacto industrial: Executivo brasileiro integra novo co...
20/06/26
Indústria Naval
Ecovix assina contrato para a construção de quatro navio...
19/06/26
Exportações
Para ONIP tributação sobre exportações de petróleo compr...
18/06/26
Aviação
Fórum IBP SAF reúne setor privado e agentes públicos par...
18/06/26
Pré-Sal
Consórcio de Libra liderado pela Petrobras contrata Cepe...
18/06/26
Eólica Offshore
Com representante no Comitê Diretor da CEM, o WFO reforç...
18/06/26
Combustíveis
ANP realiza segunda parte de audiência pública sobre car...
18/06/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 187 mil barris por ...
18/06/26
ANP
ANP faz pesquisa para aprimorar sua Carta de Serviços
17/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25