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Desempenho

Alunos do SESI de MG tem desempenho igual ao de Cingapura em Matemática

26/06/2019 | 16h17

Duas escolas do Serviço Social da Indústria (SESI) se destacaram na mais importante avaliação educacional do mundo: o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes 2017 (Pisa, na sigla em inglês), na categoria Pisa for Schools (Pisa para Escolas).

O desempenho mais notável foi o de Matemática dos estudantes da Escola SESI Alvimar Carneiro de Rezende, localizada no município de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). A média alcançada foi igual a de Cingapura, país com o mais alto rendimento na última edição do Pisa, em 2015.

O relatório do Pisa mostrou que os alunos de Contagem tiveram nota 564,1 no teste aplicado à Matemática. Os estudantes de Cingapura, 564. No Brasil, a média é 377.

A avaliação mede a capacidade dos alunos de formular, empregar e interpretar a Matemática em distintos contextos.

Na Alvimar Carneiro de Rezende, 32% dos estudantes possuem os níveis mais elevados de proficiência - este percentual é três vezes superior à média alcançada pelos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que concentra apenas 10,7% dos alunos nestes níveis. Comparativamente, 1% dos alunos das escolas de todo o Brasil e 35% dos alunos de Cingapura atingem essas médias

Isso ocorre devido as apostas pedagógicas modernas das escolas administradas pela indústria brasileira, como a robótica e a metodologia baseada no modelo STEAM (termo em inglês para a união de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Matemática e Artes).

A escola de Contagem teve notas mais altas que a média brasileira em Leitura e Ciências.

Nota de primeiro mundo – Em Leitura, a pontuação foi de 525,2, ficando atrás apenas de índices de países como Cingapura, Hong Kong, Canadá e Finlândia. O domínio do Pisa para Escolas avalia a aplicação ativa, intencionada e funcional da leitura em uma variedade de situações e finalidades. Alunos cuja proficiência se encontra nos níveis mais elevados são capazes de avaliar, de forma crítica, textos desconhecidos e desenvolver hipóteses a respeito deles.

Na área de Ciências, a nota da escola mineira foi 514,5 - a média brasileira é de 401. O domínio da matéria afere a capacidade dos estudantes de explicar fenômenos, avaliar e planejar investigações e interpretar dados e evidências de maneira científica. Na escola mineira, 2% dos alunos atingiram os níveis mais elevados em Ciências. Comparativamente, 1% dos alunos do Brasil e 24% dos alunos de Cingapura alcançam tais níveis de proficiência. “Quando a gente recebeu o relatório (do Pisa) foi muito emocionante. É uma prova externa chancelando o trabalho de qualidade feito na escola”, analisa Rachel Timm Pisoler, diretora da Alvimar Carneiro.

Motivaçâo- Café, isso mesmo café, foco, força e Deus. Essas quatro palavras estão estampadas em post-its coloridos na escrivaninha do quarto impecavelmente arrumado da jovem Júlia Ellen Campolina de Oliveira, 17 anos. Outras frases motivacionais compõem o espaço de estudos. “Aquele que não luta pelo futuro que quer, deve acessar o futuro que vier”, diz outra citação escrita à mão. Júlia mora com a família no município de Contagem em um prédio localizado a poucas quadras da escola que estuda, a Alvimar Carneiro. Os pais têm uma pequena padaria na região.

A estudante foi selecionada com mais 84 estudantes da escola para fazer a prova da OCDE, que foi realizada no Brasil pela Fundação Lemann. Trata-se da primeira edição do Pisa para as Escolas no país. A escolha das instituições foi feita a partir de uma amostra que levou em consideração os resultados em avaliações nacionais e o nível socioeconômico dos alunos.

Atualmente, a Alvimar Carneiro tem 1.858 alunos nos turnos da manhã e tarde. “Quando eu soube que fui selecionada, me senti muito importante porque não é uma avaliação só para o SESI, mas para o Brasil”.

Júlia conta que achou a prova do Pisa diferente das que ela faz comumente, pois traz questões relacionadas à vida em sociedade, convivência e mede a capacidade do aluno de resolver situações cotidianas. “Foi uma prova tranquila porque eu tinha base. Tinha questões de Matemática envolvendo aço e alumínio, por exemplo, que eu sabia porque tinha feito o técnico em mecânica do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) no contraturno durante o 1º e 2º anos”.

Outra escola destaque no Pisa para Escolas foi o Centro Educacional SESI nº 32, em Belenzinho, zona Leste de São Paulo. A pontuação em Matemática foi mais alta que a média nacional (456,4 pontos). Em Leitura, a nota foi 506,2, acima da média brasileira de 407 pontos. Na escola paulista, 6% dos alunos possuem os níveis mais elevados de proficiência em Leitura. Comparativamente, 1% dos alunos do Brasil atingem tais níveis de proficiência e 18% dos alunos de Cingapura. Na área de Ciências, a nota da unidade paulista foi 466,6 - a média brasileira é de 401.



Fonte: Redação/Agência CNI de Notícias
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