Empresas

Alstom mira projetos em transporte

Setor respondeu por 15% do faturamento da empresa.

Valor Econômico
25/02/2013 10:09
Visualizações: 672

 

Desde a década de 1950 no Brasil, a francesa Alstom ganhou tradição no país como fornecedora de trens, sinalização e equipamentos ferroviários. A atividade que já foi a principal da companhia no país, hoje, no entanto, está bem atrás das divisões de energia. No ano fiscal encerrado em março de 2012, a Alstom Transport respondeu por cerca de 15% do faturamento consolidado da empresa, enquanto equipamentos para geração hidrelétrica e eólica, representaram mais da metade dos R$ 2,6 bilhões e a divisão Grid, de equipamentos para transmissão de energia, por um quarto.
Com novos projetos a serem licitados no país, a companhia vê um ponto de virada para a divisão ferroviária, que deve ganhar crescente importância. "Em termos de evolução, é um momento importante, pois o Brasil era tradicionalmente um mercado de metrô e, agora, vamos entrar em novas linhas", disse ao 'Valor' o presidente mundial da Alstom Transport, Henri Poupart-Lafarge.
O executivo admite que as atenções estão concentradas sobre o Trem de Alta Velocidade (TAV). O projeto, a ser licitado em setembro, ligará São Paulo, Campinas e Rio e tem um custo total estimado de US$ 35,6 bilhões. Lafarge, contudo, diz que a companhia não quer apostar todas as fichas em um só projeto. "Nossa prioridade é manter o ritmo de negócios, com VLT [veículo leve sobre trilhos], metrô ainda crescendo bastante e trens regionais, no futuro".
O modelo de VLT é promissor para cidades médias e os trens regionais não têm projetos ainda definidos [há estudos sendo realizados em vários estados], disse Lafarge. A Alstom olha com especial atenção para os projetos de VLT no Porto Maravilha, no Rio, na Baixada Santista e em Goiânia. O VLT de Brasília, que foi adiado por problemas na licitação, também está no radar, em sua reedição. Além de modelos semelhantes em países vizinhos, como Equador e Colômbia, que são atendidos pelas unidades brasileiras - uma fábrica em São Paulo e outra prestes a ser inaugurada no Rio, únicas da Alstom Transport na América Latina.
Em países maduros, disse o executivo, o VLT responde por um terço do mercado e a Alstom Transport pode ter um quarto de seu faturamento no país com essa linha de produto, em cinco anos, avalia. A companhia está certa de que conquistará projetos importantes de VLT, pela experiência que tem no segmento e pela presença de décadas no país, afirmou Lafarge.
Quanto ao TAV, sabe que enfrentará concorrência dura na primeira fase de licitação (operação e fornecimento de tecnologia). Grupos de pelo menos sete países já demonstraram interesse. A empresa busca investidores e, possivelmente uma segunda operadora, brasileira. Já tem parceria com a também francesa SNCF.
As definições serão fechadas em dois meses e depois fechar estudos para elaborar a proposta, disse Michel Boccacio, que assumiu o comando da Alstom Transport na América Latina em janeiro. Para ele, se vencer, representará "uma mudança significativa em termos do nosso tamanho no país". E vai exigir novos investimentos e, possivelmente nova unidade fabril.
Lafarge disse que não vê o ambiente de negócios no Brasil melhor ou pior que em outros países. "Projetos de transporte são sempre complexos". O país, além de ser importante para a empresa, seu quinto mercado, atrás de França, Alemanha, Itália e Rússia, está com projetos mais avançados que em outras nações emergentes. "China tem trem de alta velocidade, mas construído pelo governo; a Rússia tem um projeto desenhado, mas não em estágio avançado", comparou. "Isso reforça a condição de oportunidade única no país".

Desde a década de 1950 no Brasil, a francesa Alstom ganhou tradição no país como fornecedora de trens, sinalização e equipamentos ferroviários. A atividade que já foi a principal da companhia no país, hoje, no entanto, está bem atrás das divisões de energia. No ano fiscal encerrado em março de 2012, a Alstom Transport respondeu por cerca de 15% do faturamento consolidado da empresa, enquanto equipamentos para geração hidrelétrica e eólica, representaram mais da metade dos R$ 2,6 bilhões e a divisão Grid, de equipamentos para transmissão de energia, por um quarto.


Com novos projetos a serem licitados no país, a companhia vê um ponto de virada para a divisão ferroviária, que deve ganhar crescente importância. "Em termos de evolução, é um momento importante, pois o Brasil era tradicionalmente um mercado de metrô e, agora, vamos entrar em novas linhas", disse ao 'Valor' o presidente mundial da Alstom Transport, Henri Poupart-Lafarge.


O executivo admite que as atenções estão concentradas sobre o Trem de Alta Velocidade (TAV). O projeto, a ser licitado em setembro, ligará São Paulo, Campinas e Rio e tem um custo total estimado de US$ 35,6 bilhões. Lafarge, contudo, diz que a companhia não quer apostar todas as fichas em um só projeto. "Nossa prioridade é manter o ritmo de negócios, com VLT [veículo leve sobre trilhos], metrô ainda crescendo bastante e trens regionais, no futuro".


O modelo de VLT é promissor para cidades médias e os trens regionais não têm projetos ainda definidos [há estudos sendo realizados em vários estados], disse Lafarge. A Alstom olha com especial atenção para os projetos de VLT no Porto Maravilha, no Rio, na Baixada Santista e em Goiânia. O VLT de Brasília, que foi adiado por problemas na licitação, também está no radar, em sua reedição. Além de modelos semelhantes em países vizinhos, como Equador e Colômbia, que são atendidos pelas unidades brasileiras - uma fábrica em São Paulo e outra prestes a ser inaugurada no Rio, únicas da Alstom Transport na América Latina.


Em países maduros, disse o executivo, o VLT responde por um terço do mercado e a Alstom Transport pode ter um quarto de seu faturamento no país com essa linha de produto, em cinco anos, avalia. A companhia está certa de que conquistará projetos importantes de VLT, pela experiência que tem no segmento e pela presença de décadas no país, afirmou Lafarge.


Quanto ao TAV, sabe que enfrentará concorrência dura na primeira fase de licitação (operação e fornecimento de tecnologia). Grupos de pelo menos sete países já demonstraram interesse. A empresa busca investidores e, possivelmente uma segunda operadora, brasileira. Já tem parceria com a também francesa SNCF.


As definições serão fechadas em dois meses e depois fechar estudos para elaborar a proposta, disse Michel Boccacio, que assumiu o comando da Alstom Transport na América Latina em janeiro. Para ele, se vencer, representará "uma mudança significativa em termos do nosso tamanho no país". E vai exigir novos investimentos e, possivelmente nova unidade fabril.


Lafarge disse que não vê o ambiente de negócios no Brasil melhor ou pior que em outros países. "Projetos de transporte são sempre complexos". O país, além de ser importante para a empresa, seu quinto mercado, atrás de França, Alemanha, Itália e Rússia, está com projetos mais avançados que em outras nações emergentes. "China tem trem de alta velocidade, mas construído pelo governo; a Rússia tem um projeto desenhado, mas não em estágio avançado", comparou. "Isso reforça a condição de oportunidade única no país".

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Combustíveis
E32 reforça estratégia consistente do Brasil em seguranç...
27/04/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Partilha (OPP): ANP aprova estudos ...
27/04/26
Royalties
Hidrelétricas da ENGIE Brasil repassam R$ 49,8 milhões e...
23/04/26
BOGE 2026
Maior encontro de petróleo e gás do Norte e Nordeste te...
23/04/26
Oportunidade
Firjan SENAI tem mais de 11 mil vagas gratuitas em quali...
22/04/26
Combustíveis
Etanol aprofunda queda na semana e amplia perdas no acum...
20/04/26
P&D
Centro de pesquisa na USP inaugura sede e impulsiona tec...
17/04/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 182 mil barris por ...
17/04/26
Reforma Tributária
MODEC patrocina debate sobre reforma tributária no setor...
17/04/26
E&P
Revisão de resolução sobre cessão de contratos de E&P é ...
17/04/26
Estudo
Consumo de gás natural cresce 3,8% em 2025 no Brasil
17/04/26
Apoio Marítimo
Mesmo com tensões globais, setor marítimo avança e refor...
17/04/26
Internacional
Petrobras assina participação em novo bloco exploratório...
17/04/26
PPSA
Petrochina arremata carga da União de Bacalhau em leilão...
17/04/26
Rio de Janeiro
Firjan calcula que, só em 2025, estado do Rio acumulou p...
16/04/26
Refino
Refinaria de Mataripe, da Acelen, reduz consumo total de...
16/04/26
Cana Summit
No Cana Summit 2026, ORPLANA e UNICA formalizam revisão ...
16/04/26
Royalties
Firjan anuncia mobilização para defender interesse do RJ...
16/04/26
Reconhecimento
3º Prêmio Foresea de Fornecedores premia melhores empres...
16/04/26
Cana Summit
Abertura do Cana Summit 2026: autoridades e especialista...
15/04/26
Gás Natural
TBG e SCGás inauguram nova estação em Santa Catarina e a...
15/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23