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Energia Nuclear

Alagoas sai na frente por instalação

11/12/2009 | 09h22
O assessor da presidência da Eletronuclear, Leonam Guimarães, considerou bastante positiva a defesa feita pelo governador de Alagoas, Teotônio Vilela, na última segunda-feira, para que seu estado abrigue uma das duas usinas nucleares a serem construídas pelo governo federal, até 2030, na região Nordeste. O assessor da estatal participou na última quinta-feira do seminário Presente e o Futuro da Energia Nuclear no Brasil, realizado pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).


Segundo Guimarães, durante seminário sobre energia nuclear, realizado na última segunda-feira em Maceió, o governador local Teotônio Vilela defendeu contundentemente a criação da termonuclear em Alagoas, enfatizando que a usina promoveria o desenvolvimento socioeconômico do estado que, de acordo com o próprio governador, está abaixo da linha da pobreza e tem um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do País.


O assessor lembrou que o fator político é o último critério para a definição dos locais em que serão instaladas as unidades. Antes disso, ressaltou, são levados em consideração critérios técnicos. No momento, a Eletronuclear realiza estudos para identificar quais estados nordestinos têm capacidade para receber as unidades. Estão sendo investidos de R$ 10 milhões a R$ 15 milhões nessa etapa.


Em um primeiro momento, a Eletronuclear está identificando 20 sítios para o empreendimento. Até o final do ano, informou, será feita uma triagem e esse número reduzirá para 10 localidades. Até o final de 2010, cinco localidades já estarão identificadas. Em 2011, quando os cinco locais aptos a receberem as usinas estiverem definidos, a decisão passa ao campo político. De acordo com o assessor, o local é definido pelo presidente da República e, em seguida, a decisão é passada pelo crivo do Congresso Nacional.


Guimarães afirmou que a tendência é que as usinas sejam instaladas próximas de grandes centros consumidores, porém afastada de áreas urbanas e densamente povoadas. Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe são os estados cujas características são oportunas à construção das usinas, segundo Guimarães.



POTÊNCIA. As usinas a serem construídas no Nordeste poderão ter de 1 mil megawatts (MW) a 1,5 mil megawatts de potência instalada. A usina de Angra I, por exemplo, tem capacidade de 657 MW. Angra II, por sua vez, possui 1,35 mil MW. Angra III, em construção no momento, terá outros 1,35 mil MW.


De acordo com Guimarães, as usinas a serem instaladas na região Nordeste demandarão investimentos de R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões cada, caso sejam construídas com 1 mil MW de potência. Se as usinas tiverem 1,5 mil MW de capacidade, afirmou Guimarães, o investimento sobe para algo em torno de R$ 14 bilhões. As nucleares, explicou, tem alto custo para instalação e baixo custo de combustível. "As nucleares são boas para operar com alto fator de capacidade, já que seu combustível é barato", afirmou Guimarães.


Fonte: Jornal do Commercio
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