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Demanda

Agência Internacional de Energia (AIE) reduz previsão de demanda global por petróleo em 2016 e 2017

13/09/2016 | 09h12

A Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu hoje suas previsões de demanda global por petróleo neste e no próximo ano, devido ao que classificou de demanda "cambaleante" da Ásia.

Em relatório mensal, a AIE cortou sua projeção de demanda para 2016 em 100 mil barris por dia (bpd), a 1,3 milhão de bpd. Para o próximo ano, a previsão da agência caiu em 200 mil bpd, a 1,2 milhão de bpd.

"Recentes pilares do crescimento da demanda - China e Índia - estão cambaleando", avaliou a AIE, que presta consultoria sobre políticas de energia a grandes países consumidores de petróleo. "Após mais de um ano com o petróleo operando em torno de US$ 50 por barril, os estímulos do combustível barato estão diminuindo."

Os novos dados da AIE devem intensificar o debate entre produtores de petróleo, que no final deste mês vão discutir a possibilidade de congelar a produção, em conversas informais previstas para ocorrer às margens de uma conferência de energia na Argélia.

Na China, explicou a AIE, a desacelaração econômica e a ocorrência de graves enchentes prejudicaram a demanda por combustíveis para uso industrial e transportes. Além disso, a demanda na Europa registrou sua primeira queda anual em um ano e meio, ressaltou a agência.

O relatório vem num momento em que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) mantém a produção em níveis elevados, com a Arábia Saudita ultrapassando os EUA como maior produtor mundial, segundo a AIE.

Os EUA vinham na liderança desde abril de 2014, quando a produção de óleo xisto levou o país a ultrapassar os sauditas. Desde maio, no entanto, a AIE estima que os EUA tiveram de interromper 460 mil bpd em produção de alto custo, enquanto os campos sauditas de baixo custo produziram 400 mil bpd adicionais.

Segundo a AIE, que tem sede em Paris, a produção da Arábia Saudita caiu 50 mil bpd em agosto, a 10,6 milhões de bpd. A dos EUA, por outro lado, manteve-se em 8,7 milhões de bpd em junho.

De forma geral, a produção da Opep teve leve alta de 20 mil bpd em agosto, a 33,47 milhões de barris, à medida que países do Oriente Médio continuaram a produzir em ritmo recorde, informou a AIE. A Opep, por sua, alega que sua produção caiu um pouco no mês passado.

Apenas o Kuwait manteve a produção estável em agosto, em 2,91 milhões de bpd, enquanto os Emirados Árabes Unidos elevaram sua produção em 20 mil bpd, ao patamar recorde de 3,09 milhões de bpd.

 



Fonte: Dow Jones Newswires, 13/09/2016
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